<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710</id><updated>2011-12-28T14:46:38.590-02:00</updated><title type='text'>De omnibus dubitandum est</title><subtitle type='html'>Divagações de um filósofo, músico, matemático, cinéfilo, libertarista e cristão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-4709845921201551022</id><published>2011-11-02T13:26:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T03:16:21.633-02:00</updated><title type='text'>Deve o cristão julgar? — Uma análise neo-testamentária acerca do julgamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;1. Notas preambulares&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Recentes discussões no Facebook obrigam-me a escrever um texto sobre o julgamento cristão. Transcrevo o comentário que fiz que gerou tanta polêmica:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Se você, de fato, crê que a Bíblia é a Palavra inspirada por Deus, por que cargas d'água nunca se deu ao trabalho de lê-la? Cansei de gente dando pitaco naquilo que não sabe nem do que se trata, que fala do Evangelho sempre de segunda mão, mas nunca daquilo que compreendeu por meio do estudo e do enchimento do Espírito diretamente. Adotarei, agora, o critério do cristão inválido. Tem mais de um ano de convertido? Sim? Já leu a Bíblia? Não? Você, então, não pode ser um cristão!" (Comentário feito no dia 25 de outubro de 2011, às 21h05)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Acho lamentável que eu tenha de escrever um texto sobre este assunto. Sinto-me como Paulo, na sua primeira carta aos coríntios, quando diz que não pôde falar como se o fizesse a pessoas espirituais, mas, sim, a pessoas carnais, como a crianças em Cristo (1 Cor. 3.1). Ainda, com respeito à infantilidade de seus interlocutores, Paulo diz: &lt;b&gt;"Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; (sic) mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos."&lt;/b&gt; (1 Cor. 14.20)&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Estou farto de pessoas que dizem ter 10, 20, 30 anos de "conversão", mas que nunca leram, uma vez sequer, a Bíblia. A Palavra é o principal alimento do cristão. Hebreus 5.13 diz que&lt;b&gt; "Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça"&lt;/b&gt;. Um dos alimentos mais sólidos à disposição do cristão é, justamente, o texto sagrado. Certa feita, ouvi o depoimento de um recém-convertido ao Cristianismo, que havia deixado de ser muçulmano. Em um ano, ele disse que lera a Bíblia 7 vezes e que, para o mundo muçulmano, no qual as crianças crescem com o Corão na cabeça, isso não é muita coisa. Será que o crescimento do Islamismo no mundo deve-se à paixão que o muçulmano apresenta? Sinto falta dessa mesma paixão nos cristãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;As desculpas são as mais criativas para o relapso com relação à leitura da Bíblia: falta de tempo, desgosto pela leitura, indisciplina... Aproveitando a comparação de Paulo, lembro-me de quando, ainda aos sete anos, li a Bíblia pela primeira vez. Obviamente, não tive um entendimento satisfatório do texto. O meu livro predileto, na época, era o Apocalipse, mas a minha interpretação era completamente fantasiosa. Quando li Mateus 7.1 — &lt;b&gt;"Não julguem, para que vocês não sejam julgados"&lt;/b&gt; —, logo, saí repetindo o versículo para qualquer comentário dos meus pais a meu respeito. Descobri, posteriormente, o &lt;i&gt;Estatuto da criança e do adolescente&lt;/i&gt; e percebi que seria mais produtivo citá-lo pelas conseqüências legais atreladas ao seu descumprimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A minha atitude infantil, que, ao menos, era própria à minha idade, é observada em senhores de 70 anos de idade! Um tipo de justificativa que também é dada é a de que não se conhece a Deus apenas por meio da leitura da Bíblia. Bem, esse tipo de argumento é bem fraco porque ele mesmo afirma que o conhecimento de Deus dá-se por meio da Bíblia, embora não o seja apenas por este meio; então, por que ignorar ou ser negligente a respeito de um meio que sei que pode revelar-me Deus? Com respeito a esse assunto, recomendo o excelente livro do Richard Foster intitulado &lt;i&gt;Celebração da disciplina — o caminho do crescimento espiritual&lt;/i&gt;.O livro é genial. Nunca tinha pensado, antes de lê-lo, que o caminho para o crescimento no Cristianismo seria dado por meio do exercício de disciplinas. O Foster, a título de ênfase, obviamente, lista a leitura da Bíblia — em suas palavras, o "estudo" da Palavra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;2. Nomeação e predicação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Tratando, agora, da explanação que quero dar sobre o assunto do julgamento no contexto do Novo Testamento, creio que é preciso elucidar alguns pontos lógico-lingüísticos. Existem, basicamente, duas maneiras de distinguir-se os objetos — veremos que na acepção do verbo no original grego, há a acepção de "distinguir". A primeira maneira, e a mais simples, refere-se ao ato de nomear ou dar nomes aos objetos. Se tenho dois objetos e quero fazer uma distinção entre eles, posso chamar o primeiro de "A" e o segundo de "B". Tem-se a possibilidade de, mesmo tendo nomes distintos, os objetos serem os mesmos. Neste caso, teremos nomes distintos que têm a mesma referência, mas o que importa aqui é a epistemologia e não a ontologia, ou seja, o ato de conhecer e não como as coisas são em si de fato.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A segunda maneira mais precisa de diferenciação de objetos é a predicação. Se dois objetos são idênticos, eles têm as mesmas propriedades; portanto, por contraposição, se eles não têm as mesmas propriedades, eles não são idênticos. A partir do princípio da indiscernibilidade dos idênticos, temos um critério para o apontamento de dois objetos distintos: basta atribuir uma propriedade que os dois objetos não compartilhem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O que seria, no entanto, predicar um objeto? Ora, quando digo que um objeto &lt;u&gt;o&lt;/u&gt; tem a propriedade P, se a minha afirmação é verdadeira, estou dizendo que existe um conjunto de objetos que têm a propriedade P, que eu vasculhei tal conjunto e que encontrei o objeto &lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&amp;nbsp;nele.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O ato de nomeação não exige um julgamento, pois posso colar um rótulo sobre um objeto de maneira totalmente arbitrária; por exemplo, posso chamar alguém de "Jacó" apenas para mencioná-lo, mesmo que ele não seja um enganador, uma vez que a etimologia da palavra revela tal significado. O ato de predicação, contudo, tem por pressuposto o julgamento, tendo em vista que quando digo que o&amp;nbsp;objeto &lt;u&gt;o&lt;/u&gt; tem a propriedade P, tenho de incluí-lo num conjunto, logo, tenho de decidir se ele faz parte de um conjunto ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;3. O verbo grego&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Kríno"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;[2]&lt;/span&gt; e as acepções de "julgar"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O verbo grego para julgamento, incluindo seus cognatos, que aparece no texto de Mateus 7.1 surge 114 vezes no Novo Testamento&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[3]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; em 74 variações. Fiz uma análise exaustiva dessas 114 aparições, selecionando os casos que são relevantes na nossa análise. O leitor mais atento, talvez, questione a minha seleção, mas explicarei por que não analisarei todos os casos. O verbo grego "kríno" tem, segundo o &lt;i&gt;Dicionário Grego-Português e Português-Grego&lt;/i&gt;, do Isidro Pereira, S.J., as seguintes acepções:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;reparar, escolher, distinguir, discernir, decidir, julgar, acusar, condenar, explicar uma questão, interpretar, apreciar, avaliar, resolver um litígio.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Vejam que a própria possibilidade de acepções do verbo já abre margem para que não consideremos alguns versículos. A título de exemplo, vejam o seguinte versículo de Apocalipse 19.11: &lt;b&gt;"Vi o céu aberto e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça"&lt;/b&gt;. Este versículo não tem serventia para o nosso propósito de analisar se o cristão deve ou não julgar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;As acepções do verbo na Língua Portuguesa não diferem muito daquelas do verbo grego. Uma consulta ao &lt;i&gt;Dicionário Houaiss da língua portuguesa&lt;/i&gt; revela as seguintes acepções:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;tomar uma decisão na qualidade de juiz; sentenciar, pronunciar uma sentença; emitir parecer, opinião sobre alguma coisa ou alguém, formar conceito, opinião; decidir, após reflexão; considerar; decidir que algo pertence a ou se transfere para outrem; adjudicar; supor-se, imaginar-se, considerar-se, pensar-se.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Vê-se que as acepções do verbo de origem latina "julgar" possui uma conotação mais jurídica que o verbo grego "kríno".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;4. Uma exegese de Mateus 7&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Existem dois modos ou dois tipos de ênfase que se pode efetuar na leitura de um texto. O primeiro tipo diz respeito à leitura vertical. Neste tipo, a leitura do texto é feita dando-se ênfase ao texto em si. O segundo tipo concerne à leitura horizontal, que é feita dando-se ênfase à obra completa do autor. Podemos falar de vários tipos de leituras horizontais e verticais. No caso do texto de Mateus 7, por exemplo, uma leitura vertical teria por escopo apenas o capítulo 7. Uma leitura horizontal teria várias possibilidades de escopo, por exemplo, todo o livro de Mateus, todo o Novo Testamento ou a Bíblia inteira, levando-se em consideração o pressuposto da unidade do texto bíblico a partir da inspiração divina na sua escrita.&amp;nbsp;No tocante a outros tipos de literatura, tendo um autor como&amp;nbsp;Tolstói, por exemplo, uma leitura vertical restringir-se-ia a um livro específico, digamos, "A morte de Ivan Illitch". Uma leitura horizontal levaria em conta todos os textos de Tolstói ou mesmo aqueles textos que influenciaram a sua escrita.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Tanto a leitura horizontal quanto a vertical têm o seu lugar e sua função. Minha ênfase agora será uma leitura vertical do texto; posteriormente, abrangerei outros textos neo-testamentários. Das 114 aparições do verbo grego "kríno", apenas quatro versículos apresentam o verbo — Mateus 7.1-2; 19.28; 5.40. Veremos, contudo, que o próprio capítulo 7 fornece as ferramentas para uma interpretação adequada. Talvez, por preguiça, as pessoas enfatizam o versículo 1&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Não julguem, para que vocês não sejam julgados"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;esquecendo-se de todo o resto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Em primeiro lugar, é importante enfatizar que lendo apenas o versículo 1, como algumas pessoas fazem, o julgamento de nós mesmos seria proibido. Não deveríamos julgar nem a nós mesmos para que não fôssemos alvo de julgamento. Vejamos, contudo, o versículo 5: &lt;b&gt;"Hipócrita, tire primeiro a viga no seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão."&lt;/b&gt;. Ora, para eu tirar a viga do meu olho tenho de olhar para mim mesmo. Lembrem-se que uma das acepções do verbo grego é "reparar" e que qualquer predicação é um julgamento. Ou seja, dizer "Eu tenho uma viga no meu olho" pressupõe um conjunto das coisas que têm vigas nos olhos para que eu possa incluir-me neste conjunto. Outra acepção do verbo grego é "decidir" e é nesse sentido que julgo quando me incluo no conjunto das coisas que têm vigas nos olhos. Estou sendo minucioso quanto a essas explicações, que podem parecer até óbvias, porque algumas pessoas tendem a dizer que isso não é um julgamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O mesmo versículo que afirma que devo julgar a mim mesmo diz que devo fazê-lo para quê? Para olhar claramente para tirar o cisco do olho do meu irmão. Ora, o mesmo procedimento que fiz para tirar a trave dos meus olhos é o mesmo procedimento que devo efetuar para tirar o cisco do olho do meu irmão. Devo, portanto, julgar o meu irmão na medida em que "reparo" no cisco dos olhos dele.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O versículo 6 afirma o seguinte: &lt;b&gt;" 'Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso, contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."&lt;/b&gt;. Ora, o versículo diz que eu devo identificar quem é o cão e quem é o porco, mais uma vez, voltemos à questão da predicação. Que é eu dizer que alguém é cão? É eu olhar para o conjunto dos cães e ver, JULGAR, se o objeto que predico encontra-se naquele conjunto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O versículo 15 fala dos falsos profetas, para termos cuidado com eles. Ora, mas para ter cuidado com o falso profeta, antes, devo identificar quem é um falso profeta, portanto, julgar que alguém é ou não um falso profeta. O versículo 16 diz que um modo de reconhecê-los é por meio dos seus frutos. O versículo 17 fala da árvore boa e da árvore ruim. A primeira é aquela que dá frutos bons e a segunda é a que dá frutos ruins, havendo uma impossibilidade de a árvore boa gerar maus frutos e da árvore ruim gerar bons frutos. Se eu vir que alguém dá maus frutos e disser que ele é uma árvore ruim, creio que ninguém estará disposto a dizer que não estou fazendo um julgamento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Tenho constatado que por falta de conhecimento da Palavra, as pessoas tomam o politicamente correto por aquilo que é bíblico. Estudos antropológicos e sociais costumam adotar imparcialidade na avaliação das culturas, afirmando que não existe cultura superior ou inferior. O relativismo onipresente no século XX e que persiste no século XXI dá ensejo para que as pessoas não se sintam seguras para taxar o mal de mal e o bem de bem, diferenciar aquilo que é certo do que é errado e isso tem invadido as nossas igrejas e o meio cristão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Se reconhecer, como afirma o versículo 20 — &lt;b&gt;"Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão" &lt;/b&gt;— quem é a má árvore e a boa por meio dos frutos não é um julgamento, não sei mais o que pode ser. O versículo 21 continua dando critérios para o reconhecimento do cristão genuíno — por "cristão genuíno" entendo aquele que, de fato, herdará o Reino dos Céus. O versículo 21 afirma que &lt;b&gt;" 'Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus."&lt;/b&gt;. O versículo dá um critério objetivo para saber quem irá para o céu. Não é aquele que profere que Deus é seu senhor, mas aquele que faz a vontade de Deus. Se eu conhecer alguém que desrespeita praticamente todos os mandamentos e observâncias bíblicas, mas que se diz cristão, e disser que ele não entrará no Reino dos céus, os politicamente corretos dirão que estou julgando-o e citarão Mateus 7.1, sem nunca ter lido o mencionado versículo 21.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Taxar alguém de prudente ou imprudente pode parecer um julgamento que só deve ser praticado por Deus. Há uma grande confusão aqui. Existe uma grande diferença entre praticar um julgamento a partir da minha perspectiva e praticar um julgamento a partir do que diz a Palavra. Os últimos versículos do capítulo 7 afirmam que é prudente aquele que ouve as palavras de Deus e pratica-as e que é insensato quem deixa de fazê-lo. Fazer um julgamento tendo por base o critério objetivo descrito no texto de Mateus é apenas passar a diante um julgamento que já foi feito pelo próprio Deus.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;5. O bom e o mau julgamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Partiremos, agora, para uma leitura horizontal. Vejam o que diz João 8.15-16: &lt;b&gt;"Vocês julgam por padrões humanos; eu não julgo ninguém. Mesmo que eu julgue, as minhas decisões são verdadeiras, porque não estou sozinho."&lt;/b&gt;. Confirmando o que afirmei acima, vejam que o próprio Cristo, no texto de João, fala de dois julgamentos: aquele segundo os padrões humanos e aquele segundo Deus. Lembrem-se de que uma das acepções do verbo grego "kríno" era "decisão" e, de fato, a palavra "decisões" na tradução da NVI faz referência ao mesmo verbo. Quando Cristo diz que não julga ninguém, está dizendo que não o faz segundo os padrões humanos e, de fato, não devemos fazer julgamentos segundo os padrões humanos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;No capítulo anterior, no versículo 24, vejam o que o mesmo Cristo afirma: &lt;b&gt;"Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos"&lt;/b&gt;. O contexto do versículo refere-se ao fato de Jesus curar aos sábados. Vejam que Cristo é claro quando afirma que devemos julgar sim, mas com justiça. Coisa parecida ocorre com a ira no Novo Testamento. Efésios 4.26-27, em referência ao Salmo 4, diz: &lt;b&gt;"&amp;nbsp;'Quando vocês ficarem irados, não pequem'. Apazigüem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo"&lt;/b&gt;. Vejam que o versículo não fala para não nos irarmos, mas fala sobre o tipo de procedimento que devemos ter quando tivermos ira. De fato, pode-se investigar como é a ira que advém de Deus e a ira carnal, humana. Fiz este estudo há algum tempo, montando até uma tabela com características. O mesmo poderia ser feito para o caso do julgamento. &lt;/span&gt;Vemos que a Bíblia parece indicar que existe um tipo de julgamento que, de fato, deve ser feito, mas outro que não deve ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;6. Textos favoráveis ao julgamento do cristão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O livro de Atos é sempre um livro básico para o entendimento de como era o procedimento da igreja primitiva. A aparição do verbo grego "kríno" é freqüente ao longo do livro, 22 registros, diferentemente do texto de Mateus. A acepção que surge, contudo, na maior parte das aparições é a de "decisão", em contextos que não possuem muita serventia para os nossos propósitos. Quando a acepção é a de "julgamento", sendo o termo grego traduzido pela nossa palavra advinda do latim "judicatio", trata-se ou do termo jurídico, no tocante às prisões de Paulo, ou do julgamento divino e não daquele que deve ser operado pelos cristãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O único texto em Atos que nos serve é o do capítulo 4, versículo 19: &lt;b&gt;"Mas Pedro e João responderam: 'Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus."&lt;/b&gt;. Vejam que Pedro e João falam para o sinédrio julgar, mas não de qualquer maneira, mas aos olhos de Deus, que, de fato, deve ser o tipo de julgamento que deve ser procedido pelos homens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O texto de Coríntios é outro texto repleto de registros, 17 para ser preciso. Comentarei algumas passagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;"Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês"&lt;/b&gt;. (1Cor. 5.12-13)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ainda no versículo nove do capítulo 5, Paulo diz que não devemos associar-nos a pessoas imorais. No versículo 11, ele diz o seguinte: &lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais."&lt;/b&gt;. Mais uma vez, somos chamados a identificar quem é devasso, avarento, idólatra, maldizente, beberrão ou roubador. Para não comer com essas pessoas, antes, preciso julgá-las, no sentido de predicá-las, associá-las a um conjunto de pessoas que tenham uma das características listadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;"Se algum de vocês tem queixa contra outro irmão, como ousa apresentar a causa para ser julgada pelos ímpios, em vez de levá-la aos santos?&amp;nbsp;Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?&amp;nbsp;Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida!"&lt;/b&gt; (&lt;/span&gt;1 Cor. 6.1-3).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que o versículo acima é bastante claro. Nós, os santos, julgaremos os anjos, quanto mais as coisas menos importantes!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Estou falando a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo."&lt;/b&gt; (1 Cor. 10.15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo faz um convite para que as pessoas julguem o que ele diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;"Julguem entre vocês mesmos: é apropriado a uma mulher orar a Deus com a cabeça descoberta?" &lt;/b&gt;(&lt;/span&gt;1 Cor. 11.13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, Paulo convida as pessoas à prática do julgamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romanos, ainda, reitera a recomendação de Mateus, como podemos ver no texto abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Portanto, você, que julga, os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas.&amp;nbsp;Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade.&amp;nbsp;Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus?"&lt;/b&gt; (Rm. 2.1-3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto acima de Romanos dá-nos uma dica sobre como deve ser o julgamento que o cristão deve praticar. Primeiramente, o julgamento hipócrita é condenado, na medida em que aquele que pratica o que condena não deve exercer juízo, lembremo-nos que, no texto de Mateus, é-nos aconselhado que retiremos a trave de nossos olhos antes de tirarmos o cisco nos olhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;7. Possíveis textos contrários ao julgamento do cristão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todos os textos citados até aqui que, claramente, indicam que o cristão deve praticar o julgamento, algumas pessoas, fazendo uso de textos fora de contexto, assim como citam Mateus 7.1, citam textos no intuito de condenar a prática do julgamento exercida pelo cristão. Vejamos alguns destes textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz.&amp;nbsp;Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?"&lt;/b&gt; (Tiago 4:11-12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se lê todo o livro de Tiago, que é bem curto, vê-se claramente que Tiago fala de um tipo de julgamento particular, que é o humano, o carnal. O capítulo 3 fala sobre o domínio que devemos ter da nossa língua. Vemos que o referido capítulo fala de fofoca, da língua que é capaz de amaldiçoar e de abençoar. Quando, no capítulo 4, Tiago fala sobre o julgamento, ele, com a conjunção grega "kai", que foi traduzida por "ou" pela NVI — que no caso da Língua Portuguesa seria uma disjunção inclusiva e não exclusiva —, restringe-o a um tipo específico de julgamento que, aqui, é falar contra o irmão em Cristo, falar mal, maldizer — o verbo no original é "katalaleo", que tem a acepção de "caluniar". O julgamento de que fala Tiago, portanto, é a calúnia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra qual lei a pessoa que calunia afronta-se? A resposta está no capítulo 2, versículo 8, &lt;b&gt;"Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: 'Ame o seu próximo como a si mesmo', estarão agindo corretamente."&lt;/b&gt;. A tradução, a meu ver não está boa. O versículo 12 diz que há apenas um Legislador e um Juiz, capaz de salvar e destruir. O enfoque, portanto, deveria ser no papel condenatório. A última frase seria melhor traduzida se o verbo "condenar" fosse utilizado no lugar de "julgar". De fato, como vimos nas acepções do verbo grego, "condenar" é uma das acepções possíveis e vemos que mesmo na acepção de condenação o uso no texto dar-se-ia de maneira bem restrita, já que fala no contexto de salvação e destruição. Caluniar, portanto, teria o mesmo poder condenatório que o julgamento divino. O capítulo 3 ilustra bem tal poder da calúnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou.&amp;nbsp;Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar." &lt;/b&gt;(Rm. 14.3-5);&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus."&lt;/b&gt; (Rm. 14.10);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão."&lt;/b&gt; (Rm. 14.13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Romanos, no capítulo 14, começa fazendo uma distinção entre fortes e fracos na fé. Ora, se no primeiro versículo, é dito ao forte na fé que o fraco na fé deve ser aceito, já existe uma pressuposição de que, ao menos, um julgamento no tocante àquele que é fraco ou forte deve ser feito. Os questionamentos dos textos acima não seriam, portanto, com respeito a todo e qualquer julgamento. Quando, no versículo 4, Paulo pergunta quem somos nós para julgar o servo alheio, ele está falando, como se vê no versículo anterior, do desprezo que é dirigido aos cristãos que comem ou deixam de comer algo. O tipo de julgamento condenado por Paulo em Romanos 14 é aquele superficial que não se baseia no coração e nas intenções, mas apenas naquilo que, exteriormente, alguém faz ou deixa de fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo.&amp;nbsp;Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga.&amp;nbsp;Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação."&lt;/b&gt; (1 Coríntios 4:3-5)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não tenho uma compreensão plena do texto acima. Consultei vários comentários bíblicos, mas nenhum deles convenceram-me; no entanto, o interessante é que todos eles destacam que o cristão tem, de fato, o papel de julgar, embora não seja qualquer tipo de julgamento.&amp;nbsp;O comentário que mais pareceu esclarecer o texto, a meu ver, foi o da Bíblia do Peregrino, que afirma que aqueles que estão a serviço imediato de Deus não estão submetidos a um julgamento meramente humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu entendimento do texto é que no capítulo 3, inicia-se uma discussão sobre a divisão na igreja. Alguns se diziam servos de Apolo, outros de Paulo e alguns outros do próprio Cristo. Essa passagem é interessante na medida em que Paulo desaprova inclusive aqueles que se dizem ser de Cristo e não de Apolo ou de Paulo, mas isso é um assunto para uma postagem futura. A questão é que Paulo fala que apenas o julgamento final de Deus poderá revelar, de maneira definitiva, qual obra será aprovada ou não. O problema de uma palavra ter várias acepções é que na tradução dela podem ocorrer equívocos. Se estivesse na posição de tradutor, escolheria o termos "condenar" para referir-me ao ato de julgamento divino no juízo final ou procuraria manter certa uniformidade na tradução do texto no tocante às diferentes acepções do mesmo termo. De fato, não cabe ao homem o papel de julgar ou condenar alguém para o paraíso ou o inferno, mas a eliminação de tal papel não elimina outras possibilidades de julgamento, como, de fato, vimos no decorrer deste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo afirma nos versículos acima que a medida do julgamento não deve ser dada por nós mesmos. Quando ele afirma que pouco importa que ele fosse julgado pelos homens ou por tribunais humanos e que nem ele julgava-se a si mesmo, ele falava que os termos do julgamento deveriam ser divinos e não humanos. Quando baseamos o nosso julgamento na Palavra, é isso que estamos fazendo. Do que Paulo estaria falando quando diz para esperarmos a hora devida. Que tipo de julgamento possui uma hora marcada? Ora, é justamente o julgamento condenatório divino. De fato, não temos acesso às intenções genuínas dos corações das pessoas. Quando Mateus diz-nos para julgarmos de acordo com as obras, o tipo de julgamento que efetuamos é meramente externo, tem em vista os frutos produzidos pelas pessoas. O julgamento que podemos fazer, portanto, sempre é baseado na exterioridade, embora ele revele algo da interioridade, pois, afinal, a árvore má não pode gerar bons frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que ou Paulo faz uso de uma hipérbole no texto ou, de fato, fala de um julgamento restrito, pois, em Romanos, ele recomenda que não sejamos pedra de tropeço no caminho de nossos irmãos — Rm. 14.13 — e em 2 Coríntios 6.3, afirma que não devemos ser motivo de escândalo a ninguém. Paulo, portanto, importa-se sim com a maneira como é julgado pelos outros, de modo que ele não poderia estar falando de todo e qualquer julgamento quando afirma que pouco o importava ser julgado pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8. Conclusão&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos, portanto, que o cristão é chamado a julgar, mas não de qualquer maneira. A Bíblia diferencia o julgamento humano, que costuma ser hipócrita, do julgamento divino, conforme a vontade de Deus. O critério para o julgamento do nosso próximo não deve ser aquilo que achamos ou pensamos, mas aquilo que está na Bíblia. Somos, sobretudo, chamados a praticar o julgamento de nós mesmos antes de prestarmo-nos ao julgamento de quem quer que seja. Nosso julgamento, no entanto, é impreciso, pois sempre se baseia nas externalidades, nos frutos, obras e ações das pessoas. Apenas Deus tem a capacidade de um julgamento preciso das verdadeiras intenções dos corações; contudo, mesmo diante da nossa falta de acurácia, temos um método bastante eficaz de praticarmos o julgamento, uma vez que as árvores ruins, de acordo com o texto de Mateus, não podem gerar bons frutos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;[1] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Quando não for explicitado, a tradução utilizada será a da Nova Versão Internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Peço desculpas pela transliteração. Ainda não domino a técnica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[3]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Recomendo o excelente programa Interlinear Scripture Analyzer, que está disponível gratuitamente no endereço:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.scripture4all.org/"&gt;http://www.scripture4all.org/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-4709845921201551022?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/4709845921201551022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/11/deve-o-cristao-julgar-uma-analise-neo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4709845921201551022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4709845921201551022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/11/deve-o-cristao-julgar-uma-analise-neo.html' title='Deve o cristão julgar? — Uma análise neo-testamentária acerca do julgamento'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-8229295048463829524</id><published>2011-07-11T16:54:00.006-03:00</published><updated>2011-07-11T20:39:53.117-03:00</updated><title type='text'>Como identificar um analfabeto em 10 erros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XpFmRlhjtJU/ThtYoS5dmCI/AAAAAAAAAMI/Z5YkHZmLGhw/s1600/tiririca_divulga.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628189608620431394" src="http://4.bp.blogspot.com/-XpFmRlhjtJU/ThtYoS5dmCI/AAAAAAAAAMI/Z5YkHZmLGhw/s320/tiririca_divulga.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 214px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de iniciar o meu texto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;propriamente&lt;/span&gt; dito, é melhor enfatizar, em tempos em que o politicamente correto impera, que de maneira alguma estou agredindo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Tiririca&lt;/span&gt; de alguma forma ao fazer uso da imagem dele numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;postagem&lt;/span&gt; sobre o analfabetismo. Usei-o porque ele teve problemas para provar que era alfabetizado nas últimas campanhas eleitorais; então, ele acaba sendo um símbolo de certa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos, recentemente, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;polêmica&lt;/span&gt; que envolvia o uso da norma culta num livro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;MEC&lt;/span&gt;. Algumas pessoas afirmaram, na ocasião, que o importante é comunicar-se e que fazer uso das regras gramaticais é preciosismo. Uma pessoa que faz esse tipo de afirmação desconhece por completo o significado da norma culta. Pretendo abordar o assunto aqui de forma mais esmerada em outra oportunidade. Alguns argumentos utilizados para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;desqualificar&lt;/span&gt; a norma culta, como, por exemplo, atrelando-a à imposição de uma determinada classe dominante, são completamente equivocados, uma vez que a primeira gramática que se tem notícia, surgida na Índia, tinha pretensões religiosas. Acreditava-se que a língua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sânscrita&lt;/span&gt; era a língua dos deuses e, por isso, nasceu a iniciativa de preservá-la por meio de uma gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mito em torno da norma culta é referente à sua função única de fazer referência à língua falada: muito embora ela tenha sido, nas origens, uma forma de registro da oralidade, ela possui sua própria estrutura e riqueza, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;independente&lt;/span&gt; da linguagem oral. Um bom exemplo para entender o que ocorre com a norma culta é observar a história do desenvolvimento da Lógica. Esta surgiu, primeiramente, para modelar a linguagem natural. Mesmo com todo o avanço que se observou no campo, a fidelidade da Lógica à linguagem natural é mínima, devido à sua complexidade. O que se observa nos diversos sistemas lógicos é uma abundância de estruturas que fogem à mera descrição da linguagem natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas usam como desculpa o fato de estarem num ambiente coloquial ou de, simplesmente, estarem falando em vez de escrevendo. Não falarei de modo dedutivo aqui, antes que me acusem de falacioso — por falar nisso, a falácia, como conhecemos, restringe-se apenas ao ambiente dedutivo, mas isso é assunto para outra ocasião —, mas a minha experiência demonstra que pessoas que se utilizam desse tipo de argumento, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;freqüentemente&lt;/span&gt;, cometem os mesmos erros na escrita. De qualquer forma, se alguém tem de saber as regras para utilizá-las em momentos específicos, por que não se valer das regras sempre? A linguagem culta fornece precisão e evita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ambigüidades&lt;/span&gt;. Os erros que comentarei aqui, entretanto, são próprios do âmbito da escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante ressaltar, também, que a linguagem é pública e não privada. Quando se faz uso de uma língua, está-se utilizando algo que não foi criado pelo falante. Se eu tomo por empréstimo um instrumento como um violão, se eu quiser tocá-lo, terei de seguir certas regras na medida em que faço uso de algo que não criei. Não posso querer que um violão usual tenha apenas uma corda, ou que ele tenha uma extensão de escalas maior que aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;disponibilizada&lt;/span&gt; e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com a leitura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Wittgenstein&lt;/span&gt; e Sartre, no meu terceiro ano do Ensino Médio, que me dei conta de que deveria aprender e respeitar a norma culta. O meu raciocínio da época deixo para outra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;postagem&lt;/span&gt;. A questão é que, até então, não tinha a preocupação de seguir a norma culta; inclusive, mesmo depois da leitura mencionada, demorei alguns anos para respeitar algumas regras específicas, como, por exemplo, as referentes à colocação pronominal, que, inclusive, encontram-se na listagem que farei. Antes da minha preocupação sistemática, contudo, não cometia erros muito graves devido à minha paixão pela leitura, que sempre me ajudou, e devido, confesso, a certo talento natural, que pode ser observado quando, já na primeira série do Fundamental, ganhei um concurso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;redação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi 10 erros e comentá-los-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ei&lt;/span&gt; no decorrer da listagem. É importante ressaltar alguns pontos. Primeiramente&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, não sou perfeito, cometo erros e, inclusive, prefiro ser corrigido a persistir no erro, contrariamente à maioria das pessoas. Comentei, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Facebook&lt;/span&gt;, certa vez, que só se pode sentir diminuído ao ser corrigido aquele que é perfeito, pois o erro é pré-condição da existência humana. Admito que não gosto de errar, mas quando alguém apontou um erro meu, fiquei tão traumatizado que nunca mais voltei a cometê-lo. Não existe melhor método de aprendizado. A maior parte das pessoas, no entanto, parece ter problemas sérios para admitir os seus erros e retratar-se, gastando tempo tentando arrumar algum jeito de disfarçar o seu equívoco. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Segundamente&lt;/span&gt;, para ser analfabeto não é necessário o desconhecimento das 10 regras listadas, mas se tendo em vista que elas são básicas, o desconhecimento de apenas uma delas já o torna analfabeto. Caro leitor, se você desconhecer algum dos usos que listarei, não se sinta ofendido, mas tenha em mente o que falei sobre o erro. Sempre é tempo para aprender! Por último, não tenho a pretensão de explicar pormenorizadamente cada um dos tópicos, mas apenas citar os principais erros que vejo no dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;1. Uso dos porquês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frustra-me ver o uso que se faz dos porquês. Tentarei explicá-los a partir do que sei sem me apoiar em algum manual. Usa-se junto com acento — "porquê" — sempre que estiver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;substantivado&lt;/span&gt;. Usa-se separado — "por que" sempre que se puder substituir pela expressão "por qual motivo", levando acento sempre que estiver próximo a uma pontuação. O tradicional "porque" é usado sempre que for usado em sentido explicativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;2. "Afim" ou "a fim" e acento de monossílabos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito comum ver as pessoas errando o uso de "afim" e "a fim", principalmente, dizendo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;erroneamente&lt;/span&gt;, que estão "&lt;span class="Apple-style-span"&gt;afim de alguém"&lt;/span&gt; ou &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"afim de fazer algo"&lt;/span&gt;. A maior parte das pessoas nunca terá de usar "afim". Se for pra chutar, amigo, use "a fim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos monossílabos, a regra mais elementar de acentuação é que monossílabos tônicos terminados em "i" e "u" não levam acento. É comum ver gente acentuando "vi", "li", "Ju" — abreviação de "Juliana" — e mais comum ainda é ver gente mal educada, que, obviamente, tinha de ser analfabeta, escrevendo em portas de banheiro a palavra que designa o orifício anal com acento, para não ser mais específico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;3. Regência do verbo "lembrar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem se lembra, lembra-se de algo e quem lembra, lembra algo&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt; &lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Simples!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;4. Duplo particípio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns verbos possuem duplo particípio — um irregular e outro regular. O primeiro tipo é usado, de forma geral, na voz passiva, acompanhado dos auxiliares "ser" e "estar"; o segundo, é usado na voz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ativa&lt;/span&gt;, acompanhado dos auxiliares "ter" e "haver". Existem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;exceções&lt;/span&gt; quando se usa o verbo na voz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ativa&lt;/span&gt;, como, por exemplo, os verbos "pagar", "pegar" ou "ganhar", mas se você usar a regra geral, não tem erro. Por exemplo, "tinha pegado" e "fui pego".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;5. Tempo subjuntivo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O erro que se comete no uso deste tempo é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;ótimo&lt;/span&gt; critério para saber se alguém, de fato, tem um mínimo conhecimento da Língua Portuguesa. Fico até emocionado quando ouço alguém falando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;corretamente&lt;/span&gt; ou escrevendo da maneira correta. Refiro-me, principalmente, ao futuro do subjuntivo, quando usado em orações subordinadas adverbiais. Para ser mais claro, vejam o exemplo corrente: &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Quando eu ver você, a gente se fala"&lt;/span&gt;. O correto seria: "Quando eu &lt;b&gt;vir&lt;/b&gt; você, a gente se fala". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;6. Uso do infinitivo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo, diariamente, as pessoas escrevendo expressões do tipo &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"nada a vê"&lt;/span&gt;, &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"seu eu olha pra você"&lt;/span&gt;, em vez de "nada a &lt;b&gt;ver&lt;/b&gt;" e "se eu &lt;b&gt;olhar&lt;/b&gt; pra você".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;7. Colocação Pronominal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como eu já disse, até pouco tempo, dispensava o seguimento das regras referentes à colocação pronominal, pois as achava desnecessárias. Um dia, ouvindo uma canção, da qual, infelizmente, não me lembro, percebi a importância da regra quando vi que se dispensasse a regra, alteraria o sentido. É até aceitável que as pessoas não sigam as regras de colocação pronominal quando escrevem em ambientes coloquiais, sendo coerentes com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;predominância&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;próclise&lt;/span&gt; do Português falado no Brasil, mas o que é inaceitável é quando elas usam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;ênclise&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;mesóclise&lt;/span&gt; quando o uso é proibido pela norma culta. Um exemplo seria &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Não faça-o"&lt;/span&gt; em vez de "Não o faça", uma vez que expressões negativas são palavras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;atrativas&lt;/span&gt;. Pior do que gente analfabeta, é gente analfabeta que quer fazer-se de culta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;8. Vírgulas entre sujeito e predicado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conhecimento do que é um vocativo, infelizmente, é raro. Uma simples vírgula pode mudar todo o sentido de uma frase como "Pedro salva-me" ou "Pedro, salva-me". Na primeira frase, faço uma descrição, enquanto na segunda, peço a Pedro que me salve. Um dia desses, lendo um poema na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;internet&lt;/span&gt; — e não poesia, como alguns pensam —, vi que o sujeito separou sujeito de predicado por meio da vírgula. Algo do tipo: "O céu, é azul". Tudo bem que existe licença poética no âmbito poético, mas destaco algo que sempre costumo dizer: Não se pode derrogar o que não se conhece! Qualquer pintor ou escritor que subverteu as regras clássicas tinha conhecimento delas antes de contrariá-las. Para destruir um muro, é preciso, antes, construí-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;9. Uso do cedilha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri uma lógica no uso do cedilha há tempos que nunca li em lugar nenhum. Você só usa o cedilha se a sua ausência acarretar pronúncia diferente. Por exemplo, por que "bagaço" tem "ç"? Experimenta retirá-lo. Você falaria a palavra de maneira diferente. Se as pessoas soubessem dessa lógica, não escreveriam barbaridades como &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;voçê&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;. O pior é ver gente escrevendo &lt;span class="Apple-style-span"&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;vç&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt; em vez de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;vc&lt;/span&gt;". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;10. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Concordância&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último erro que listei é o que daria para citar mais exemplos. Concordo que o assunto tem a sua complexidade — por exemplo, saber utilizar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;concordância&lt;/span&gt; no caso da conjunção "ou" ou no caso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;porcentagens&lt;/span&gt; —; no entanto, dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;fatores&lt;/span&gt; pesam contra a pessoa que comete esse tipo de erro. O primeiro refere-se ao fato de que o aprendizado da Língua Portuguesa inicia-se desde o ingresso no primeiro ano do Fundamental. Se alguém terminar o Ensino Médio, o sujeito passou, em média, no mínimo 11 anos estudando o assunto. Em segundo lugar, vivemos tempos em que qualquer pessoa tem acesso à informação. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;internet&lt;/span&gt; está aí pra isso; então, não existe desculpa. Pensei em dar uma olhada no Facebook ou no Twitter para encontrar exemplos, mas desisti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[1] &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;A palavra "primeiramente", incrivelmente, não está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;dicionarizada&lt;/span&gt;, não sendo registrada no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;VOLP&lt;/span&gt;. O excelente professor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Claudio&lt;/span&gt; Moreno, no entanto, convenceu-me a usá-la, incluindo as generalizações "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;segundamente&lt;/span&gt;", "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;terceiramente&lt;/span&gt;" e assim por diante. Vejam o texto do mencionado professor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2010/03/28/primeiramente/"&gt;http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2010/03/28/primeiramente/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;b&gt;[2] &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Para o uso que fiz das vírgulas na minha explicação, recomendo o seguinte texto:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2010/01/31/quem-sabe-sabe/"&gt;http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2010/01/31/quem-sabe-sabe/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-8229295048463829524?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/8229295048463829524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/07/como-identificar-um-analfabeto-em-10.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8229295048463829524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8229295048463829524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/07/como-identificar-um-analfabeto-em-10.html' title='Como identificar um analfabeto em 10 erros'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XpFmRlhjtJU/ThtYoS5dmCI/AAAAAAAAAMI/Z5YkHZmLGhw/s72-c/tiririca_divulga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-4314947892917359926</id><published>2011-01-15T15:01:00.004-02:00</published><updated>2011-01-15T16:24:29.580-02:00</updated><title type='text'>Mosquitos Otólatras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TTHUQIu3NyI/AAAAAAAAAL4/P_lExDKzA94/s1600/mosquito.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TTHUQIu3NyI/AAAAAAAAAL4/P_lExDKzA94/s320/mosquito.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562460388466308898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não tem afinidade com os processos de formação das palavras e radicais gregos, explicarei o título da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje. Como não conheço uma palavra na Língua Portuguesa para designar quem tem veneração por ouvidos, criei o termo "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;otolatria&lt;/span&gt;". No meu Ensino Médio, aprendi que o termo correto para designar o local onde compramos óculos é "Óptica" e não "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ótica&lt;/span&gt;", embora alguns dicionários já tenham registro dos dois termos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sinônimos&lt;/span&gt;. O radical grego em "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Ótica&lt;/span&gt;" é o mesmo da palavra "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Otite&lt;/span&gt;", que usamos para referir-nos à inflamação nas cavidades da orelha. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Otos&lt;/span&gt;" é, portanto, orelha em Grego. "Latria" vem do Grego "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;latreia&lt;/span&gt;", que significa adorar. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Otólatra&lt;/span&gt;" é, por conseguinte, aquele que adora orelhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem acompanha meu blog sabe que não tenho uma história muito feliz com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;insetos&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[1]&lt;/span&gt;. Sempre me perguntei por que os mosquitos fazem questão de voar sobre nossos ouvidos. Já fiz alguns experimentos. Como eu durmo coberto, pode ser que o mosquito tenha algum modo de rastrear a pele. Seria provável que ele sobrevoasse o meu rosto, já que seria a única parte descoberta, mas justamente os ouvidos? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Experimentei&lt;/span&gt; ficar descoberto para ver se o mosquito ficaria mais interessado por outras partes da minha pele, mas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;freqüentemente&lt;/span&gt;, meus ouvidos eram incomodados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi, por curiosidade, procurar o motivo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;fetiche&lt;/span&gt; dos mosquitos por ouvidos. Descobri &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[2]&lt;/span&gt; que não existe uma razão específica para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;inseto&lt;/span&gt; atacar a região da nossa orelha, mas que ele é atraído pelo gás &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;carbônico&lt;/span&gt; liberado pelo nosso nariz, o que aumentaria a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;probabilidade&lt;/span&gt; dele sobrevoar nossas orelhas. Na minha pesquisa, encontrei algumas curiosidades. Entre elas, um livro de conto intitulado "Por que os mosquitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;zunem&lt;/span&gt; no ouvido da gente" &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[3]&lt;/span&gt;, um romance de 456 páginas intitulado "A costa do mosquito", um poema do Vinicius de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Moraes&lt;/span&gt; intitulado "O Mosquito" &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[4]&lt;/span&gt; e um poema da Cecília Meireles intitulado "O mosquito escreve" &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[5]&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na madrugada do último domingo, dia 9, estava tentando dormir e, como de costume, fui perturbado por um mosquito. Costumo dar uma chance aos seres vivos de permanecerem vivos, mas parece que, como se já não bastasse a curta vida dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;insetos&lt;/span&gt;, estes procuram a morte. Depois de ser importunado repetidas vezes, tomei a decisão de livrar-me do mosquito de maneira definitiva. O fim todos sabem: um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;inseto&lt;/span&gt; morto lançado num vaso sanitário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do episódio, percebi que o incidente seria um bom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;objeto&lt;/span&gt; de literatura, talvez, um conto. Tenho voltado-me, ultimamente, para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gênero&lt;/span&gt;: acredito que ele se ajusta melhor à minha escrita, uma vez que não tenho concisão suficiente para expressar em tão poucas palavras como num poema e nem paciência, tempo e recursos suficientes para escrever um romance. A leitura dos contos do Machado de Assis, também, tem me empolgado com o gênero. Na medida em que começava a escrever, contudo, acabei visualizando um poema. Pensei, inicialmente, num soneto, mas confesso que ainda não desenvolvi a minha paciência para trabalhar as frases. Quando componho canções, a mesma falta de paciência para escrever as letras e ver logo o projeto acabado acomete-me. O imediatismo do nosso tempo pós-moderno talvez seja o responsável por essa pressa. O mesmo ocorre com a questão da métrica. Tentei, de início, escrever de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;metrificada&lt;/span&gt;, mas, depois, acabei desistindo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título que dei ao poema, depois de pronto, foi "Mal dito mosquito". Descobri, no entanto, um poema na web, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;coincidentemente&lt;/span&gt;, intitulado "Maldito mosquito!" &lt;span class="Apple-style-span"&gt;[6]&lt;/span&gt;. Enfim, aí está o poema que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;confeccionei&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Mal Dito Mosquito&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Fábio Salgado)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Rouba meu sono um mosquito maldito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Com os olhos fechados, ouço um zumbido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Com rasantes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;vôos&lt;/span&gt;, penetra-me o ouvido&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;inseto&lt;/span&gt; que deve achar-se inaudito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sugavas-me o sangue de qualquer lugar,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas logo os ouvidos foste-me perturbar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que tem a cera de tão peculiar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Para não te entreter em outro lugar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Projeto&lt;/span&gt; de mosca, tua hora é chegada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Como uma criança malcriada, toma uma palmada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vem de encontro à minha mão,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não fujas em vão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De todos, inevitável fim é a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não tivésseis meus ouvidos alvejado,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Talvez, teríeis outra sorte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[1] &lt;a href="http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/01/axiomas-e-mariposas-que-verdade.html"&gt;http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/01/axiomas-e-mariposas-que-verdade.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[2] &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI1940424-EI8406,00.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI1940424-EI8406,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[3] &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3185802&amp;amp;sid=20014038513115548758931518&amp;amp;k5=2CC7F74F&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3185802&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;sid&lt;/span&gt;=20014038513115548758931518&amp;amp;k5=2CC7F74F&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[4] &lt;a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/poesia/sec_poesia_view.php?busca=&amp;amp;acao=listar&amp;amp;id=295&amp;amp;id_tipo=1&amp;amp;back_page=30"&gt;http://www.viniciusdemoraes.com.br/poesia/sec_poesia_view.php?busca=&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;acao&lt;/span&gt;=listar&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;id&lt;/span&gt;=295&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;id&lt;/span&gt;_tipo=1&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;back&lt;/span&gt;_&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;page&lt;/span&gt;=30&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[5] &lt;a href="http://www.tanto.com.br/ceciliameireles-mosquito.htm"&gt;http://www.tanto.com.br/ceciliameireles-mosquito.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[6] &lt;a href="http://www.luso-poemas.net/modules/concursos_literarios/article.php?storyid=349"&gt;http://www.luso-poemas.net/modules/concursos_literarios/article.php?storyid=349&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-4314947892917359926?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/4314947892917359926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/01/mosquitos-otolatras.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4314947892917359926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4314947892917359926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2011/01/mosquitos-otolatras.html' title='Mosquitos Otólatras'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TTHUQIu3NyI/AAAAAAAAAL4/P_lExDKzA94/s72-c/mosquito.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-1360069001694313892</id><published>2010-12-20T16:52:00.007-02:00</published><updated>2010-12-20T22:40:18.063-02:00</updated><title type='text'>Teoria Cristã da Verdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TQ-ouB9i9MI/AAAAAAAAALk/CUoYWjBsTsk/s1600/truth.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TQ-ouB9i9MI/AAAAAAAAALk/CUoYWjBsTsk/s320/truth.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552842374325138626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;uma das minhas aulas de Lógica, aprendi sobre algumas teorias da verdade. Quando se discute sobre a verdade, costuma-se buscar uma conceituação do que seja a verdade e, a partir de tal conceituação, um critério para identificá-la. Existe diferença entre apresentar uma definição para o que seja a verdade e apresentar um teste por meio do qual se diz que uma sentença é verdadeira ou falsa. Pode-se, por exemplo, especificar-se uma temperatura a partir da qual uma pessoa está febril em contrapartida de um método para que se saiba como encontrar a temperatura desta pessoa. Antes de abordar o que intitulei por "Teoria Cristã da Verdade", falarei de algumas teorias para quem nunca ouviu falar do assunto. Utilizarei, por base, o texto da Susan Haack alcunhado de "Filosofia das Lógicas".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria da verdade enquanto coerência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Esta teoria entende que a verdade consiste em relações de coerência em um conjunto de crenças, ou seja, a ausência de contradições implica veracidade. Pensadores como Bradley, Hegel, alguns oponentes positivistas do Idealismo, como Neurath e, mais recentemente, Rescher e Dauer defenderam essa abordagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria da verdade enquanto correspondência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Esta teoria entende que a verdade de uma proposição não consiste em suas relações com outras proposições, mas em sua relação com o mundo, sua correspondência com os fatos. Pensadores como Aristóteles, Russell, Wittgenstein e Austin eram partidários desta teoria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria pragmática da verdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Desenvolvida nas obras de Peirce, Dewey e William James, tem afinidades com as duas teorias anteriores, admitindo que a verdade de uma crença deriva de sua correspondência com a realidade, mas a partir de sua utilidade ou implicação de uma vida melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria da verdade enquanto redundância&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Apresentada por Ramsey, afirma que "verdadeiro" é redundante, pois dizer que é verdade que p é equivalente a dizer que p. Para entender-se melhor esta teoria. Pensem na Teoria da verdade enquanto correspondência da seguinte maneira: " 'p' é verdadeira se, e somente se, p ". Percebam que utilizei aspas simples no primeiro p, mas não a utilizei no segundo. A explicação é que se está fazendo uma distinção entre uso e menção do termo. Para exemplificar, pensem nas duas frases: " 'Fábio' tem quatro letras " e "Fábio é um filósofo". Na primeira, refiro-me à palavra "Fábio"; na segunda, refiro-me ao sujeito que tem "Fábio" por nome, que sou eu. A Teoria da verdade enquanto redundância afirma que esse tipo de distinção é redundante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria da verdade enquanto consenso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Uma proposição será verdadeira, segundo esta teoria, se a maioria acreditar nela. Filósofos como Habermas desenvolveram essa teoria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria intuicionista da verdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Uma proposição só será verdadeira se houver uma demonstração dela. Teoria adotada por pensadores como Brouwer e Heyting.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;o que se refere às teorias acima, é importante fazer algumas considerações. Cada teoria, primeiramente, tem um campo de atuação com o qual se adequa mais. A Teoria da verdade enquanto consenso é ótima para ser utilizada em democracias; a intuicionista é mais adaptável à Matemática — o que explicaria os próprios conceitos no campo como "conjectura" e "teorema" — e aquela da coerentização parece ser mais apropriada em raciocínios lógicos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O interessante é que para posicionar-se com relação a algum sistema, é necessário comprometer-se, de antemão, com algum sistema, ou seja, qualquer comentário sobre qualquer sistema já usará um sistema de forma subjacente. Quem se interessar pelo assunto, pode ver um diagrama com o desenvolvimento histórico dessas teorias:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img10.imageshack.us/img10/5085/teoriasdaverdade.jpg"&gt;http://img10.imageshack.us/img10/5085/teoriasdaverdade.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estudei essas teorias, pensei imediatamente em qual seria a teoria da verdade para o cristão. Debrucei-me, então, na Bíblia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Teoria Cristã da Verdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Que é a verdade?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; primeira pergunta que devemos responder é: que é a verdade? Nietzsche, de forma irônica, no seu texto "O Anticristo", afirma o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Preciso acrescentar que, em todo o Novo Testamento, não aparece senão uma única figura merecedora de honra: Pilatos, o governador romano. Levar assuntos judaicos a sério – ele estava muito acima disso. Um judeu a mais ou a menos – que isso importa?... A nobre ironia do romano ante o qual a palavra “verdade” foi cinicamente abusada enriqueceu o Novo Testamento com a única passagem que tem qualquer valor – que é sua crítica e sua destruição: 'Que é a verdade?'."&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Para contextualizar, vejam o texto bíblico — Jo. 18.17-18 —, na tradução da NVI:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;" 'Então, você é rei!', disse Pilatos. Jesus respondeu: 'Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem'. 'Que é a verdade?', perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estavam os judeus, e disse: 'Não acho nele motivo algum de acusação'.".&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nietzsche, de certo, exagerou ao afirmar que a fala de Pilatos era a única que tinha algum valor, mas, com certeza, podemos depreender muitas coisas acerca da verdade nesta passagem de João. Se procuramos a verdade, enquanto cristãos, devemos olhar para Cristo, já que ele trouxe para si a caracterização de testemunha da verdade. Em segundo lugar, podemos adotar o ato de ouvir a Cristo como um critério da verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quanto à pergunta de Pilatos referente à natureza da verdade ou à sua conceituação, o evangelho de João é o único que registra o questionamento. O evangelho de Lucas, que tem como público alvo os gregos, não reproduz essa pergunta, mesmo que o contexto grego tivesse uma contextualização filosófica muito forte com relação à busca da verdade — basta observarmos em Atos 17, a partir do décimo sexto versículo, a discussão de Paulo com os epicuristas e estóicos. João era conhecido como apóstolo do amor e sua carta enfatizava Cristo enquanto divindade. Voltaremos a essas características do texto de João posteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A palavra h&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ebraica para verdad&lt;/span&gt;e é "תמא" — "amth". Ela surge pela primeira vez no texto bíblico em Gênesis 24.48 no seguinte trecho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"E inclinando-me adorei ao SENHOR, e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.". [Almeida Corrigida e Revisada Fiel]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A palavra hebraica aparece 58 vezes no Antigo testamento. Quando vamos para o Novo Testamento, temos a palavra grega "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Symbol; "&gt;alhqeia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;" — "aletheia" — que aparece 44 vezes. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt; A título de curiosidade, o primeiro livro de Tessalonicenses foi o primeiro a ser escrito entre os livros compilados no Novo Testamento; no entanto, nele, não temos a palavra grega para "verdade". &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;A primeira vez que a palavra grega surge no Novo Testamento, da maneira que foi compilado, é em Mateus 22.16, conforme podemos conferir:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"Enviaram-lhe seus discípulos juntamente com os herodianos que lhe disseram: "Mestre, sabemos que és íntegro e que ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. Tu não te deixas influenciar por ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens.". [NVI]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Antigo Testamento (AT) é constituído de 66 livros, enquanto o Novo Testamento (NT) contém 39 livros. O AT cobre, portanto, aproximadamente, 63% da Bíblia, enquanto o NT tem a cobertura de, aproximadamente, 37%. Quando comparamos as aparições da palavra verdade, temos 57% no AT e 43% no NT, também em termos aproximados. Ora, a diferença percentual que era de 26 diminuiu para 14. Podemos concluir, por conseguinte, que o peso da palavra "verdade" no NT é muito maior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Qual seria a motivação para um maior peso à palavra no Novo Testamento? Voltemos ao texto de Gênesis. A idéia de verdade lá está atrelada à idéia de caminho. Quando, também, vamos ao mencionado texto de Mateus, também, encontramos as duas idéias. De fato, quando procuramos a conjunção dos termos "caminho" e "verdade" no NT, deparamo-nos com o seguinte texto de João 14.6:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.". [Almeida Revista e Atualizada (ARA)]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Se em Gênesis, a idéia de verdade estava atrelada aos conceitos de caminho e verdade, Cristo identifica-se como sendo, justamente, o caminho e a verdade.  Temos, portanto um conceito para a verdade: Cristo é a verdade! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;Coincidentemente ou não, em Salmos, que é o livro do AT em que a palavra hebraica "amth" mais aparece e em João, que é o livro do NT em que a palavra grega "aletheia" mais aparece, a quantidade de aparições tanto no primeiro livro quanto no segundo é de exatamente 13 vezes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;Creio que o fato do livro de Salmos ser um livro poético e aquele dentre os do AT que mais contém a palavra verdade, é uma grande lição para o que se tem feito na arte cristã atualmente. Até nas nossas manifestações artísticas, a verdade deve estar presente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;Outra identificação é feita no livro de João. No capítulo 17, versículo 17, temos o seguinte trecho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.". [ARA]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Do texto acima, podemos inferir que Cristo identifica-se com a sua palavra. Não se pode inferir o mesmo da humanidade: apenas numa entidade divina, o verbo é o próprio ser. O fato de justamente no Evangelho que apresenta Cristo enquanto divindade aparecer por mais vezes o termo grego para verdade está ligado, justamente, ao fato da verdade ser uma propriedade divina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Qual o critério para a verdade?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt; Bíblia não fala de um critério, mas de vários. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;Não será analisado aqui de modo exaustivo quais são os critérios para a verdade, pois seria necessária uma análise exaustiva das 102 aparições bíblicas do termo verdade e seus cognatos. Como já vimos &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;no tópico anterior, escutar a verdade, conforme João 18.17-18, é um critério para a verdade.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt; Uma vez que o conceito de verdade foi identificado com uma pessoa, que é Cristo, provavelmente, os critérios também terão identificações personalistas. No texto de Mateus citado anteriormente, vemos que &lt;b&gt;a verdade também não está conectada a aparências humanas&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;O texto de João 3.21 assevera o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;blockquote&gt;"Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.". [ARA]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;Vemos, portanto, que a verdade &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;não se identifica com o anonimato&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;: ela se faz manifesta. O interessante é que a justificação para esse não anonimato é pautada no próprio Deus. Podemos concluir, portanto, que o próprio Deus não se esconde, mas se expõe à luz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;O famoso texto de João 8.32&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;blockquote&gt;"e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.". [ARA]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;conecta o conhecimento da verdade à liberdade. Outro critério para a verdade, portanto, é a &lt;b&gt;liberdade&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;No tópico anterior, comentei o fato do apóstolo conhecimento como o "apóstolo do amor" ser aquele que mais fala sobre a verdade. A resposta encontra-se num texto paulino:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.". [Efésios 4.15 — ARA]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O seguimento da verdade, ou seja, de Cristo, deve ser em amor. Não é ao desbarato que o Evangelho de João é texto do NT que mais privilegia o termo grego "aletheia". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A verdade é também caracterizada pela sua propriedade de poder ser recomendada:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.". [2 Coríntios 4.2 — ARA]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O versículo acima dialoga com João 3.21 na medida em que ele relaciona o que é vergonhoso ao que é ocultado. Um critério para saber o que é verdadeiro, portanto, é &lt;b&gt;poder ser recomendado a qualquer pessoa&lt;/b&gt;. Kant, no desenvolvimento de sua teoria moral, flerta, em certo sentido, com essa propriedade bíblica da verdade da recomendação a todos os homens. Ele afirmava que um ato é correto moralmente se ele pode ser universalizado, ou tomado como um princípio geral que pode ser aplicado em qualquer lugar a qualquer pessoa. Nesse sentido, existe uma aproximação aqui entre a moral kantiana e o critério para a verdade no âmbito do Cristianismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outra característica da verdade é que a Igreja é baluarte dela. I Timóteo 3.15 afirma:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;blockquote&gt;"mas, se eu demorar, saiba como as pessoas devem comportar-se na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.". [NVI]&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O texto acima apresenta a Igreja como fundamento da verdade. Não é de estranhar-se uma vez que Cristo é a cabeça da Igreja — Ef. 1.22-23; 4.15. Vemos, novamente, a personalização da verdade.  Se as teorias lógicas da verdade tratam de conexões entre mundo e linguagem, a teoria cristã da verdade faz conexões entre Cristo, que é a verdade por essência, e seus representantes na Terra. Não se fala de verdade de proposições, mas de vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Para finalizar, esta segunda parte, referente aos critérios de verdade, acabou prolongando-se mais do que previ. Creio que uma outra postagem sobre o assunto seria bem-vinda. Comentei que não abordaria o assunto de maneira exaustiva, mas tenham esta parte apenas como alguns vislumbres sobre o assunto. Aproveitando a iminência das festividades natalinas, desejo um feliz natal a todos e que a paz de Cristo estejam com todos os leitores deste blog.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 300; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-1360069001694313892?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/1360069001694313892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/12/teoria-crista-da-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/1360069001694313892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/1360069001694313892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/12/teoria-crista-da-verdade.html' title='Teoria Cristã da Verdade'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TQ-ouB9i9MI/AAAAAAAAALk/CUoYWjBsTsk/s72-c/truth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-504672974654634766</id><published>2010-08-27T12:10:00.004-03:00</published><updated>2010-08-27T13:03:23.842-03:00</updated><title type='text'>Gente Cansada de Igreja</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/THfedAY_EdI/AAAAAAAAALU/1VBGsF9pbAE/s1600/PAR36212.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/THfedAY_EdI/AAAAAAAAALU/1VBGsF9pbAE/s320/PAR36212.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510117259013460434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;homônimo&lt;/span&gt; ao título de um livro do Israel Belo de Azevedo que comprei para presentear um amigo que anda decepcionado com a igreja pelos motivos errados. Confesso que, em certo sentido, também estou farto. Em tom de desabafo e solidão, escrevi o texto que se segue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Cansado de gente cansada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que discute escatologia — uma das áreas mais complexas na Teologia —, esquecendo-se do feijão com arroz, da parte pragmática do Evangelho; gente que olha para o passado, para o futuro, mas nunca para o presente; gente que toma o pragmatismo na sua concepção de sucesso, dando valor a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;titulações&lt;/span&gt;, bens materiais, mas incapaz de não fazer ao outro aquilo que não querem sofrer (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Mt&lt;/span&gt;. 7. 12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que procura a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ação&lt;/span&gt; do diabo em tudo, mas que não percebe que se Cristo estivesse encarnado ao seu lado, diria: "Para trás de mim, Satanás"; gente que não consegue deixar de ver um jogo de futebol para louvar e prestar culto a Deus, que não consegue separar um dia simbólico para Ele e muito menos separar sua vida de modo integral, consagrando-a a Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que se diz cansada de igreja, que perambula de igreja em igreja, querendo sentir-se bem em vez de querer ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;benção&lt;/span&gt; onde está. Estou cansado de gente com dez, vinte, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cinqüenta&lt;/span&gt; anos de igreja que nunca leu a Bíblia toda; gente que lê romances bobos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;best&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sellers&lt;/span&gt;, livros de auto-ajuda, mas que ignora a palavra revelada de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que acha que o Evangelho é um conjunto de regras a não serem quebradas; gente imersa no pecado que culpa seus infortúnios pelo pecado alheio; gente tão envolta em pecado que trata este por normalidade; gente que olha para o cisco no olho do outro, precisando fazer uma urgente cirurgia de catarata (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mt&lt;/span&gt;. 7.3).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que tem facilidade de acordar cedo, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;negligencia&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;EBD&lt;/span&gt;; gente que lê revista de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;fofoca&lt;/span&gt;, mas que se sente totalmente desinteressada em aprender mais de Cristo, em saber sobre as últimas notícias do Evangelho que são as mesmas desde sempre, mas que ninguém conhece inteiramente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente sentimental, emocional, que acha que sempre existe alguém &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;confabulando&lt;/span&gt; contra ela e que, quando exortada, acha que sofre perseguição. Estou cansado de gente individualista que diz que ninguém nada tem a ver com o que ela faz ou deixa de fazer e que, portanto, só deve satisfações a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que faz uso de dois pesos e duas medidas no sentido de sempre estar em vantagem. Estou cansado de gente que se desculpa por falta de tempo, por conta de estudos ou concursos; gente que sempre arruma uma desculpa para adiar o que deve ser feito e não percebe que seu problema não está na falta de tempo, mas na falta de compromisso. Estou cansado de gente crítica que não move um dedo para mudar as coisas; gente conformista que não consegue renovar sua mente (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Rm&lt;/span&gt;. 12. 2), que exige mudança sempre dos outros, mas nunca de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente que se auto-justifica, que usa seu passado em sua defesa, esquecendo-se de que louvamos um Deus que é Senhor do tempo e da história. Estou cansado de gente que faz do Evangelho um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;mantra&lt;/span&gt;; gente que exige dos outros o que não faz; gente que se importa com a opinião dos outros, mas ignora completamente o que Deus pensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de gente aborrecida; gente gasta que diz seguir um Evangelho que sempre se faz novo; gente fatigada, enfastiada, infértil. Estou cansado de gente cansada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-504672974654634766?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/504672974654634766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/08/gente-cansada-de-igreja.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/504672974654634766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/504672974654634766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/08/gente-cansada-de-igreja.html' title='Gente Cansada de Igreja'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/THfedAY_EdI/AAAAAAAAALU/1VBGsF9pbAE/s72-c/PAR36212.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-8333437577223626309</id><published>2010-07-12T16:13:00.013-03:00</published><updated>2011-06-06T19:55:47.664-03:00</updated><title type='text'>Sobre a perseverança dos santos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TDtvg_1y76I/AAAAAAAAALM/578nWZsWioo/s1600/anjo+e+dem%C3%B4nio.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 317px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TDtvg_1y76I/AAAAAAAAALM/578nWZsWioo/s320/anjo+e+dem%C3%B4nio.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493106783192018850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Creio que não falei ainda abertamente sobre o assunto aqui, até porque há pouco tempo que me identifico como arminiano, já que me converti há pouco mais de um ano &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;. Costuma-se utilizar sistemas reducionistas para a classificação de um arminiano. Parte-se, geralmente, dos cinco artigos da Remonstrância que defendem, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;grosso modo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;, a eleição condicional, expiação ilimitada, depravação total, graça resistível e preservação condicional dos santos. Não me aprofundarei nesses conceitos porque meu objetivo nesta postagem é outro; contudo, é importante lembrar que os remonstrantes foram ministros e teólogos que deram continuidade ao pensamento de Jacobus Arminius após sua morte. Assim como o Neoplatonismo difere do pensamento original de Platão, o pensamento defendido pelos remonstrantes diverge em alguns sentidos do pensamento originalmente defendido por Arminius. Para exemplificar, Arminius não tinha definição quanto à perseverança dos santos, embora parecesse crer no que se convencionou por perseverança condicional &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio nos cinco pontos defendidos pelos remonstrantes, mas até a madrugada de hoje ainda tinha problemas para defender o porquê d'eu não crer na perseverança dos santos — não estou falando da condicional. O único versículo bíblico que me restava para fundamentar a minha interpretação era o de &lt;b&gt;I Jo 2.19&lt;/b&gt;. Ele afirma o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos. Se de fato fossem dos nossos, teriam permanecido conosco, mas eles saíram para que ficasse patente que nem todos são dos nossos.". &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[ Novo Testamento Interlinear Analítico (NTIA) — Paulo Sérgio Gomes e Odayr Olivetti] (Aqui está a melhor tradução no meu entendimento a partir do original Grego)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que crêem na perseverança dos santos afirmam que o versículo acima diz que, de fato, nenhum cristão genuíno desviar-se-á porque, sendo cristão verdadeiro, permanecerá na comunidade cristã e na fé. O grande problema para mim era conciliar o versículo acima com o seguinte texto de &lt;b&gt;Hb. 6.4-6&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.".&lt;/b&gt; [NVI]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Hebreus é claro quando fala sobre pessoas que foram convertidas de modo genuíno, mas abandonaram a fé, sendo, inclusive, impossível que voltem a converter-se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;. Alguns intérpretes tentam dar outro significado ao texto, mas forçam a barra tentando manter sua crença na perseverança dos santos e, por conseguinte, na impossibilidade do cristão deixar de crer. Já ouvi até a explicação de que o texto mostra que é possível que um cristão deixe de ser cristão, mas que o fato nunca ocorrerá; contudo, adentraremos numa questão de linguagem porque algo que nunca ocorrerá é impossível e não possível, pelo menos quando lidamos com conjuntos que não sejam não-enumeráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou, num primeiro momento, delimitando-me aos dois textos porque são aqueles que se degladiavam diretamente a meu ver; no entanto, existem várias referências utilizadas pelos defensores da perseverança dos santos para defenderem sua interpretação, assim como existem várias referências bíblicas utilizadas pelos contrários para defenderem sua posição. Meu intuito não é fazer uma análise exaustiva aqui, embora, talvez, algum dia venha a fazê-la aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao texto de I João. Um dos grandes entraves na interpretação bíblica é quando se deixa de lado o contexto. Como se costuma dizer: "texto fora de contexto para tudo vira pretexto". No segundo capítulo do primeiro livro de João, ele começa, a partir do versículo 18, a tratar dos anticristos. A terceira pessoa do plural implícita na conjugação do verbo "sair"  no início do versículo 19 refere-se, justamente, aos anticristos. Ora, quem são os anticristos? A palavra "anticristo", do grego "&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=";font-family:GraecaII;font-size:12pt;"&gt;anticristos&lt;/span&gt;"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; — antichristos —, aparece quatro vezes no Novo testamento, especificamente nos textos de I Jo 2.18, I Jo 2.22;  I Jo 4.3 ; II Jo 1.7. A partir destes textos, sabemos que é chamado de anticristo aquele que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;1 — Nega a encarnação [ I Jo 4.2-3; II Jo 7 ];&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 — Nega que Jesus é o Cristo [ I Jo 2.22 ];&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 — Nega a Deus, Pai [ I Jo 2.22 ] ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 — Não tem o Pai [ I Jo 2.23 ];&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 — É mentiroso [ I Jo 2.22 ];&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 — É enganador [ II Jo 7 ].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Pergunto eu: um agnóstico enquadra-se na descrição de um anticristo, visto que ele não nega a existência de Deus ou a divindade de Cristo, mas suspende o seu juízo? Vejam que o anticristo é um enganador e não um enganado, num sentido de ingenuidade ou ignorância. A negação não é de alguém que não sabe que Deus existe ou que crê que Deus não existe ou que Cristo não é divino; pelo contrário, ele sabe que Deus existe e antepõe-se a Ele. A própria etimologia da palavra, tanto na tradução portuguesa quanto no original grego, demonstra a deliberada atitude contrária a Cristo. Teria sentido contrapor-se a algo que se supõe não existir? Até um ateu, portanto, não parece enquadrar-se na descrição de João de um anticristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam, também, que os anticristos são enganadores e mentirosos, portanto, mesmo que tenham professado em algum momento serem cristãos, faziam-no de modo enganador e não genuíno. Vejam, contudo, que não interessa muito, para a nossa análise, a quem o texto dirige-se porque o mais importante é que ele caracteriza os cristãos como aqueles que permanecem, independentemente de quem saiu do meio. Em outras palavras, se um corinthiano defende que quem é verdadeiramente corinthiano nunca o deixará de ser, não importa se alguém que já afirmou ser corinthiano, mas o deixou de ser, é flamenguista ou palmeirense atualmente. Digo isso porque farei uma crítica às explicações que encontrei pela net &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:x-small;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Para fins de resumo, traduzirei um texto do Robert Shank para refutar sua linha de argumentação — desculpo-me, de antemão, pela qualidade da tradução, que não é o meu forte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;“Eles saíram do nosso meio, mas eles não eram dos nossos; se eles tivessem sido dos nossos, teriam sem dúvida continuado conosco; contudo, saíram para que se fizesse manifesto que nem todos eram dos nossos” (I João 2.19). Alguns têm asseverado que as declarações de João indicam que todos aqueles que professam falsamente irão eventualmente retirar-se da companhia dos verdadeiros crentes (o que é contrário a várias passagens da Escritura) e que todos que se retiram nunca foram verdadeiros crentes (o que é contrário tanto às passagens de admoestação quanto aos registros de reais exemplos de apostasia). No que diz respeito aos anticristos citados por João, existem duas possibilidades. Suas profissões de fé devem ser falsas desde o princípio; ou, eles devem ter sido apóstatas reais que abandonaram a fé e afastaram-se de Cristo. As duas circunstâncias podem ser reais. João afirma apenas que, no momento em que se afastaram da comunidade espiritual de crentes genuínos, “eles não eram dos nossos”; caso contrário, eles teriam permanecido na comunidade com fidelidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Observemos que, qualquer que tenha sido a perspectiva circunstancial dos anticristos, João estava escrevendo sobre exemplos específicos, mais do que declarando um princípio universal. Precavemo-nos da falácia de assumir que toda verdade pode e deve ser reduzida a uma única sentença da Escritura, e que a circunstância precisa num exemplo de deserção necessariamente governa a circunstância em outros exemplos. Existem várias pessoas cujas profissões de fé são falsas desde o início, e existem outras que abandonaram a fé e retiraram-se de um relacionamento salvífico com Cristo. As Escrituras reconhecem ambas as circunstâncias, e a precisa circunstância dos anticristos citada por João determina nada a respeito de outras circunstâncias. Observemos que, após citar o trágico registro de anticristos que negaram que Jesus é o Cristo (vs.. 18-23), João urgentemente avisa seus filhos na fé a precaverem-se contra o perigo de sucumbir às tentações dos anticristos, abraçando sua heresia fatal, falhando na retenção do verdadeiro Evangelho salvífico e na permanência no Filho e no Pai, compartilhando da vida eterna Nele. (vs. 24-28).".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Quando Robert Shank diz que o texto de I João refere-se apenas a um momento específico, ele comete um sério engano. O primeiro texto da referência &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:x-small;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; chega a dizer que o texto não diz que os anticristos nunca foram cristãos, mas que apenas não eram cristãos no exato momento de sua retirada da comunidade — "Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos.". Pode-se refutar essa linha de argumentação de uma maneira simples. Suponhamos três tempos seqüenciais, t1, t2 e t3. Suponhamos que t3 é o tempo presente, no qual João escreve, e t2 um tempo no qual os referidos anticristos saíram dos nossos, ou seja, do convívio do meio cristão. Mesmo que o texto falasse de um tempo específico do passado t2, se formos ao tempo t1, os anticristos, se fossem cristãos, de acordo com o texto, nunca deveriam ter saído dos nossos, pois quem é dos nossos permanece; portanto, o texto apresentaria uma contradição interna se ele se referisse apenas a um tempo específico. A questão não se restringe a uma questão de restrição de temporalidade portanto e os tais anticristos teriam de nunca ter sido cristão em todo o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Quanto à afirmação de que a circunstância dos anticristos nada diz respeito a situações gerais, volto à situação do flamenguista e do palmeirense que já foram corinthianos. O que um flamenguista teria de diferente de um palmeirense para que ele nunca pudesse ter sido um corinthiano verdadeiro? A afirmação de que todo corinthiano autêntico permanece corinthiano nada diz respeito à natureza de quem, porventura, tenha afirmado um dia ter sido corinthiano. Em outras palavras, não importa se o texto trata dos anticristos em particular, mas o modo como se caracteriza um cristão de maneira genérica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Para conciliar o texto de I João com o de Hebreus, proponho uma solução. Teremos de voltar ao texto de I João.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;1 ) &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;“Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;O texto afirma que os anticristos pertenciam ao convívio dos crentes, mas não eram crentes propriamente ditos. É interessante contrastar esse fato com os seguintes textos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;At. 20.30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;“E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos.”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;I Cor. 11.19&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;“Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados.”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;É interessante notar que o texto de Atos pode referir-se tanto a cristãos que se tornaram enganadores ou a anticristos que nunca foram cristãos. O texto de Coríntios, por sua vez, fala que, no meio cristão, existem aqueles que serão aprovados e, portanto, outros que serão reprovados. Numa outra tradução, o mencionado texto de Coríntios toma a seguinte forma:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;“Na verdade, para que os legítimos sejam conhecidos entre vós, é preciso que haja divisões no vosso meio.”&lt;/b&gt;. [NTIA]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;De fato, o termo grego &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:GraecaII;font-size:12pt;"&gt;dokimoi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"&gt;” &lt;/span&gt;— &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;dokimoi&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; —, traduzido por "legítimo", tem as acepções de provado, experimentado, de caráter aprovado, fiel. Ora, parece haver, portanto, uma distinção entre um simples cristão e um cristão aprovado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;2) &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;“mas eles saíram para que ficasse patente que nem todos são dos nossos.”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;É importante destacar que aqui se encontra a explicação de por que os anticristos saíram. Eles saíram do convívio, e não do Cristianismo, como já explanado, para que ficasse claro que nem todo aquele que está no convívio cristão é-no de fato. Poder-se-ia concluir isso apenas analisando a lógica da seguinte parte do versículo: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;"Se de fato fossem dos nossos, teriam permanecido conosco"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Vejam que o fato de uma proposição A implicar B não significa, necessariamente, que B implica A; ou seja, o fato de ser dos nossos implicar permanência não significa que da permanência pode-se concluir que se é dos nossos, o que dá abertura para pessoas que estão no convívio cristão, permanecendo, mas não fazem parte dos cristãos de fato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:x-large;"&gt;Cristão Legítimo e Cristão Ilegítimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;A partir das caracterizações feitas, creio que temos de partir da conceituação de cristão legítimo e cristão ilegítimo, aproveitando a contextualização que foi feita do termo grego &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;dokimoi&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;. Possam, talvez, sugerir que o cristão ilegítimo não é cristão, assim como uma pedra preciosa ilegítima não é preciosa, mas, descontando as contradições terminológicas associadas às denotações dos termos,  proponho que a ilegitimidade seja vista como uma possível adjetivação possível ao cristão que não o descaracteriza ao ponto dele não poder ser adjetivado, conjuntamente, de cristão. Creio que seria menos confuso criar um novo termo, talvez "cristão adokimoi", para falar de um cristão que não permaneceu ou não permanecerá; no entanto, acredito que feita essa ressalva, não haverá problemas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Para melhor exemplificar, faço uso das palavras de Cristo sobre a Videira e os Ramos contida no texto de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;João 15.1-8&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="odd" style="margin: 4.5pt 0cm; text-align: justify; line-height: 15.6pt; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;“&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;1 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;2 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;3 &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;4 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Permaneçam em mim, e eu permanecerei &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em vocês. Nenhum" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;em vocês. Nenhum&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt; ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;5 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;"Eu sou a videira; vocês são os ramos. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;6 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;7 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;8 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos.”&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Percebam que Cristo fala de um ramo que &lt;b&gt;está Nele&lt;/b&gt;, mas que não dá frutos e que o destino de tal ramo é ser jogado fora. Aí temos um exemplo de um cristão, pois está em Cristo, mas que é ilegítimo, pois não produz frutos e é jogado fora. Vejam, também, que a permanência na videira é prerrogativa para o ramo dar fruto. A ilegitimidade, portanto, associada à falta de frutos está, igualmente, associado a não permanência na videira. É importante ressaltar que uma vez que Cristo é a cabeça da igreja, não permanecer na comunidade cristã, ou na igreja, implica não permanecer no próprio Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Retornando ao texto de I Jo 2.19, façamos uma conversão do trecho do livro de João utilizando a terminologia proposta:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;“Saíram do nosso meio, mas não eram cristãos legítimos. Se de fato fossem-no, teriam permanecido conosco, mas eles saíram para que ficasse patente que nem todos são cristãos legítimos.”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Assim, o texto não contradiz o texto de Hebreus, pois lá, fala-se de cristãos, de fato, já que estavam em Cristo, usando a terminologia de João 15 — prova disso é quando se fala que eles foram iluminados, provaram o dom celestial e tornaram-se participantes do Espírito Santo —, mas ilegítimos, pois não permaneceram na fé. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;É importante ressaltar também que o próprio capítulo 2 de I João, no versículo 24, faz a seguinte admoestação:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;"Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai.".&lt;/b&gt; [NVI]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, por que João colocaria uma condição de permanência em Deus se não existisse a possibilidade do salvo deixar de permanecer? Costumo comparar as admoestações bíblicas a placas na estrada. Teria sentido Deus colocar uma placa numa estrada escrito "Atenção! Curva Sinuosa" se não houvesse curva sinuosa? Deus seria mentiroso e o próprio texto de I João 2, no versículo 21, afirma que "nenhuma mentira procede da verdade", mas Cristo, em João 14.6, afirma ser a própria verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Aproveitando o assunto da perseverança dos santos,  outro texto que costuma ser utilizado para defendê-la é o de &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;João 10.28&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; que diz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;[ Almeida Revista e Atualizada ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma simples análise da construção dos tempos verbais indica o significado do texto. Percebam o seguinte. O primeiro verbo está no presente; contudo, faço uma pergunta: o salvo tem a vida eterna? A minha resposta é: depende. Explico-me. Na realidade, não temos a vida eterna em ato porque, de fato, morremos. Não viverei eternamente, pelo menos a priori — digo a priori porque não sei até onde a Ciência pode desenvolver-se nessa área. Vejam que quem tem a vida eterna em ato jamais perecerá, mas perecemos! O que ocorre é que o texto fala da vida eterna em potencial. A vida eterna que recebemos quando nos convertemos é potencial. De fato, depois do juízo final, apoderar-nos-emos da vida eterna, vivenciando-a em ato, e não morreremos e aí sim ninguém nos arrebatará das mãos de Deus. De qualquer maneira, João 15, transcrito acima, explica que, de fato, ninguém, mas só o próprio Deus é capaz de tirar um salvo de suas mãos e Ele, realmente, faz isso. O trecho dos versículos 5 ao 8 tornam isso claro. Quando um cristão não permanece na fé, é Deus quem o lançará ao fogo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;Para terminar, creio na perseverança condicional dos santos. Os crentes são mantidos seguros por Deus em seu relacionamento com Ele sob a condição da permanência na fé; contudo, ao mesmo tempo em que Deus nos responsabiliza pelos nossos atos, o que demanda uma atitude nossa, não conseguimos nada sem que Ele esteja conosco. O processo de permanência na fé é uma via de mão dupla: ao tempo em que o buscamos de maneira voluntária, Deus fornece o que necessitamos para permanecermos Nele. Coisa parecida ocorre com a nossa salvação: utilizando uma famosa analogia, Deus é como um pai que levanta uma criança na direção de uma árvore para que ela apanhe um fruto; no entanto, se a criança não estender os braços e pegar o fruto com suas mãos, ela nunca poderá apossar-se do fruto. Ao mesmo tempo em que somos totalmente dependentes de Deus, Ele quer que sejamos responsáveis pelos nossos atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; Quero postar um texto aqui sobre como se deu minha conversão, mas sempre postergo a data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; Vejam este texto de Arminius:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=182%3A5-sobre-a-perseveranca-dos-santos&amp;amp;catid=76%3Ajames-arminius-as-obras-de-james-arminius-vol1-&amp;amp;Itemid=100030"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=182%3A5-sobre-a-perseveranca-dos-santos&amp;amp;catid=76%3Ajames-arminius-as-obras-de-james-arminius-vol1-&amp;amp;Itemid=100030&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua obra completa em Inglês pode ser encontrada no seguinte link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ccel.org/ccel/arminius/?show=worksBy"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;http://www.ccel.org/ccel/arminius/?show=worksBy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; Excelente texto do Antonio Lazarini Neto sobre a interpretação do referido texto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vidanova.com.br/teologiadet.asp?codigo=136"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;http://www.vidanova.com.br/teologiadet.asp?codigo=136&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom livro sobre o assunto é um de autoria do Michel Augusto intitulado "Apostasia — O abandono da fé", prefaciado pelo Russell Shedd&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:Georgia,serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:x-small;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;Visão arminiana de I Jo. 2.19&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=119:1jo-219&amp;amp;catid=65&amp;amp;Itemid=100026"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;http://www.arminianismo.com/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=119:1jo-219&amp;amp;catid=65&amp;amp;Itemid=100026&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt; Vejam a página 32:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://evangelicalarminians.org/files/Arminian%20Responses%20to%20Passages%20for%20Perseverance%20of%20the%20Saints.pdf"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;http://evangelicalarminians.org/files/Arminian%20Responses%20to%20Passages%20for%20Perseverance%20of%20the%20Saints.pdf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-8333437577223626309?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/8333437577223626309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/07/sobre-perseveranca-dos-santos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8333437577223626309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8333437577223626309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/07/sobre-perseveranca-dos-santos.html' title='Sobre a perseverança dos santos'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TDtvg_1y76I/AAAAAAAAALM/578nWZsWioo/s72-c/anjo+e+dem%C3%B4nio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-3307085855985200850</id><published>2010-06-12T11:29:00.004-03:00</published><updated>2010-06-12T16:52:40.215-03:00</updated><title type='text'>10 Questões Teológicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TBPgVszXGmI/AAAAAAAAALE/uAwh239z7o4/s1600/duvida2.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 306px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TBPgVszXGmI/AAAAAAAAALE/uAwh239z7o4/s320/duvida2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481971834848483938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre gostei de listas. Acompanho alguns blogs na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;net&lt;/span&gt; que são estruturados à base de listas&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1] &lt;/span&gt;— Zeca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Camargo&lt;/span&gt; costuma lançar boas listas no seu blog&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt; — e, além do mais, costumo comprar revistas que listam obras literárias, filmes etc. .&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3] &lt;/span&gt;Já comentei sobre o assunto aqui no blog na minha segunda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;postagem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;, listando as 10 maiores palavras da nossa Língua. Numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;postagem&lt;/span&gt; recente, listei os 10 livros que mudaram minha vida. Hoje, listarei 10 questões teológicas que têm tirado minhas noites de sono — um professor meu costumava dizer que se você precisa utilizar aspas para ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;irônico&lt;/span&gt;, ou para fazer uso de alguma figura de linguagem, a sua escrita não é boa. Listarei as questões de forma aleatória; portanto, elas não estão em ordem de dificuldade ou em qualquer outra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;seqüência&lt;/span&gt;, crescente ou decrescente, qualitativa ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;quantitativa&lt;/span&gt;. Enfim, aí está a lista:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;1. Substancialidade do Homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é a única questão a que cheguei a uma resposta quase definitiva. Pretendia, inclusive, postar sobre o assunto aqui em três partes — a primeira, tratando do Monismo; a segunda, tratando, do Dicotomismo e a terceira, tratando do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Tricotomismo&lt;/span&gt;. Tenho até um título preparado para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;postagem&lt;/span&gt;. Para quem não está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;familiarizado&lt;/span&gt; com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;terminologia&lt;/span&gt; no campo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Antropologia&lt;/span&gt; Cristã, a Bíblia costuma tratar o homem em termos de três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;conceituações&lt;/span&gt;: corpo, alma e espírito. O Monismo defende que o homem é constituído apenas de uma substância; o Dicotomismo, que somos constituídos de duas substâncias e, finalmente, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tricotomismo&lt;/span&gt;, que somos constituídos de três substâncias. Mesmo chegando a uma conclusão sobre o assunto, resolvi pensar mais sobre ele porque encontrei muita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;bibliografia&lt;/span&gt; interessante e, também, porque quero fundamentar bem o meu raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Trindade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Introduzirei a minha questão quanto à trindade com uma pergunta que enviei ao programa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Luiz&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Sayão&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Transmundial&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cristandade tem assumido, historicamente, que Cristo, enquanto viveu  na Terra, era totalmente homem e totalmente Deus. Hebreus 1.3 diz que  Cristo é o resplendor da glória de Deus e a expressão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;exata&lt;/span&gt; Dele;  contudo, em Mateus 24.36, Cristo diz que ninguém sabe o dia e a hora de  sua volta, a não ser o pai. Se Cristo era totalmente Deus, deveria ser,  igualmente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;onisciente&lt;/span&gt; e, portanto, deveria saber o dia de sua volta. Se  a falta de informação sobre a data de sua volta era uma condição  temporária de seu estado humano, Cristo, enquanto Deus, seria mutável. Como  aliar a &lt;span class="il"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;onisciência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e imutabilidade divina nesse  caso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Agostinho, tem-se certa compreensão sobre a trindade que se costuma ter como verdadeira, no que tange a Cristo, diz-se que ele era totalmente homem e totalmente Deus. O que foge à interpretação agostiniana costuma ser tido por herético. Não gosto deste termo — "herético" — por questões históricas. Não consigo entender, inclusive, como os protestantes emprestaram essa palavra para fazer acusações depois de sofrerem tanto nas mãos da Igreja Católica. Em suma, questões históricas à parte, ainda não tenho uma visão clara sobre o assunto, tanto bíblica quanto logicamente. Falo dessas duas áreas porque creio que é importante raciocinar não só em termos bíblicos — a partir da Revelação Especial —, mas em termos de Teologia Natural — a partir da Revelação Geral — também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Criação do Homem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por que Deus criou o homem? Para mim, essa é uma grande questão. Pode, num primeiro momento, parecer sem muito sentido questionar-se a respeito disso, mas tentarei explicar o que essa questão traz consigo. Em primeiro lugar, a partir de uma concepção que remonta aos pensadores gregos, particularmente aos epicuristas, a perfeição leva ao repouso, ou seja, algo só está em movimento se é imperfeito. Como situar o Deus cristão diante dessa concepção de perfeição? Como argumentar contra ela? Outra questão que surge quando pensamos no que Deus fazia antes de criar o Universo é referente ao tempo. Partindo-se do pressuposto de que Deus é atemporal, outra herança agostiniana, como pensar Deus em termos de momento de criação? Em outras palavras, por que Deus criou o Universo num dado momento, e não antes, mas como, ao mesmo tempo, podemos falar de momento, se não existia o tempo? Embora não seja adepto do que tem sido chamado de Teísmo Aberto, acho algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;idéias&lt;/span&gt; interessantes. Uma delas é a que fala de um Deus que evolui com o tempo; contudo, teríamos de criar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;idéia&lt;/span&gt; de mutabilidade divina que seria difícil de construir a partir do texto bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Escatologia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Talvez, essa seja a área na qual tenho menos definições. Por conta da famosa e excelente série de livros "Deixados para trás", do Tim &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;LaHaye&lt;/span&gt; e do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Jerry&lt;/span&gt; B. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Jenkins&lt;/span&gt;, considerava-me pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;milenista&lt;/span&gt; num primeiro momento; contudo, não tinha estudado muito sobre o assunto e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;refletido&lt;/span&gt; sobre as outras linhas de interpretação. Desde criança, inclusive, a visão geral que me foi passada no que se refere aos últimos tempos foi a pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;milenista&lt;/span&gt;. Quando comecei a estudar mais, contudo, percebi que a base de interpretação bíblica que se usa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;reflete&lt;/span&gt; a sua interpretação dos textos escatológicos. Sou avesso à interpretação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;literalista&lt;/span&gt; e fiquei feliz quando estudei que os primeiros padres no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; tinham a mesma aversão, mesmo sabendo que o uso do argumento de autoridade é falacioso. O movimento fundamentalista, surgido em contraponto ao crescente liberalismo, foi o responsável por uma onda de equívocos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Hermenêutica&lt;/span&gt; Bíblica, se é que se pode chamar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;literalismo&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Hermenêutica&lt;/span&gt;, já que ele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;desconsidera&lt;/span&gt; boa parte da metodologia para ter-se uma boa interpretação de um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha indefinição na área deve-se também ao fato de que, mesmo escolhendo uma das três opções escatológicas — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Amilenismo&lt;/span&gt;, Pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Milenismo&lt;/span&gt; ou Pós-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Milenismo&lt;/span&gt; —, dentro do Pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Milenismo&lt;/span&gt; ainda se tem três linhas — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Dispensacional&lt;/span&gt; , Histórico ou Pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Tribulacionista&lt;/span&gt; — e no Pós-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Milenismo&lt;/span&gt;, duas linhas — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Revivalista&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Reconstrucionista&lt;/span&gt;. Por enquanto só falei das interpretações quanto ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;milênio&lt;/span&gt;, ainda se tem diferentes visões quanto ao julgamento — Idealismo, Futurismo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Historicismo&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Preterismo&lt;/span&gt; — sendo que esta subdivide-se em total ou parcial. Vejam o quão intrincada é a área. É interessante ver as discussões de dois tios meus que são pastores, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;amilenista&lt;/span&gt; e outro pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;milenista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de entender por que o Pós-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Milenismo&lt;/span&gt; não é tão popular quanto na época de Agostinho e na época da Reforma Protestante e por que hoje a visão predominante na cristandade é a Pré-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Milenista&lt;/span&gt;. Da mesma forma, gostaria de entender por que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;batistas&lt;/span&gt;, historicamente, eram partidários do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Amilenismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Culturalização&lt;/span&gt; Bíblica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa questão é bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;hermenêutica&lt;/span&gt;, embora toda questão seja um problema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;hermenêutico&lt;/span&gt; no fim das contas. Gostaria de entender quais são os pressupostos para tornar uma descrição bíblica própria da cultura da época, enquanto outras são tidas por universais e atemporais. Por exemplo, por que não damos importância para o uso do véu por parte das mulheres ou para o silêncio  delas nas igrejas, mas não tratamos as questões acerca da sexualidade da mesma maneira? Poderia enumerar muitas outras questões. Sei que não vivemos no legalismo, mas qual a nossa base de interpretação para considerar um ato cultural ou não? Creio que não existe uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;sistematização&lt;/span&gt; para um crivo correto na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Teologia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Apofática&lt;/span&gt; ou Teologia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Catafática&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Teologia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Apofática&lt;/span&gt;, ou Teologia Negativa, é aquela que busca entender Deus a partir daquilo que ele não é ou não pode ser; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;contrapartida&lt;/span&gt;, a Teologia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Catafática&lt;/span&gt;, ou Positiva, busca a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;caracterização&lt;/span&gt; de Deus a partir de afirmações plenas — digo "afirmações plenas" porque uma negação acaba sendo uma afirmação também, por mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;contraditório&lt;/span&gt; que pareça. Muitos erros que vejo serem perpetrados por teólogos hoje surgem do abandono da perspectiva &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;apofática&lt;/span&gt;. Creio que ela evidencia e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;problematiza&lt;/span&gt; a linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que chamamos um gato de "gato" em vez de "cachorro"? Chamar um gato de "gato" diz nada a respeito do animal. As palavras são associações e rótulos que pregamos de modo aleatório nas coisas. Quando digo que "Deus é justo", estou dizendo absolutamente nada, pois Deus é algo muito além daquilo que posso denominar "justiça". Aliás, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Hume&lt;/span&gt; faz uma crítica ao pensamento por analogias que cabe bem no âmbito da Teologia. Quando eu chamo a sustentação de uma mesa de perna, estou fazendo uma comparação com a perna humana, mas até que ponto as duas coisas são semelhantes, se é que se pode encontrar semelhança que permita fazer tal analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo um livro do John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Piper&lt;/span&gt; intitulado "Em Busca de Deus" que, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;freqüentemente&lt;/span&gt;, incorre no erro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;antropomorfizar&lt;/span&gt; Deus. Acredito que mesmo com as limitações da nossa linguagem e da forma como pensamos, podemos não cair no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;ceticismo&lt;/span&gt; absoluto. Como eu disse no início, a Teologia Negativa acaba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;flertando&lt;/span&gt; com a Positiva. A grande questão para mim é como conciliar de maneira adequada as duas perspectivas. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Pseudo&lt;/span&gt;-Dionísio, que era confundido com o Dionísio convertido por Paulo (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;At&lt;/span&gt;. 17.34) tem uma obra interessante sobre o assunto, especialmente a sua obra "Nomes Divinos"&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Atributos Divinos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta questão dialoga com a anterior e com a questão da trindade. Descobrir os atributos divinos por meio da Bíblia não é uma tarefa tão complicada, mas as deduzir, usando a Lógica apenas, é mais complicado. Por que Deus, necessariamente, tem de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;onisciente&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;onipotente&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;onipresente&lt;/span&gt;, infinito etc. ? William &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;Lane&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Craig&lt;/span&gt; é um pensador que tem trabalhado nesse sentido&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;. Ele, por exemplo, já tratou a questão da necessidade de um Deus com consciência a partir do pressuposto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Bang&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão que tenho trabalhado em particular é a da imutabilidade divina, como já disse na questão da criação do homem. A Bíblia trata Deus, em diversas passagens, em termos de mutabilidade — por exemplo, quando se diz que Deus arrepende-se (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;Gn&lt;/span&gt;. 6.5-7; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;Êx&lt;/span&gt;. 32.12; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;ISm&lt;/span&gt; .15.10,11,35; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;IISm&lt;/span&gt;. 24,16; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Jr&lt;/span&gt;. 18.7,8; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;Jl&lt;/span&gt;. 2.13; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Jn&lt;/span&gt;. 3.10). Os teólogos costumam explicar tais passagens em termos de uso de linguagem humana para nossa maior compreensão do próprio Deus&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;, mas e quando se fala do poder de Deus sendo aperfeiçoado (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;IICor&lt;/span&gt;. 12.9)? Trata-se da mesma simplificação de linguagem? Creio que temos de entender a questão da imanência de maneira mais adequada. O fato de Deus ser perfeito em si implica perfeição na manifestação de seus poderes e atributos? Para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;exemplificar&lt;/span&gt;, se um bebedouro é perfeitamente construído, necessariamente ele tem de fornecer água limpa? Digamos que o bebedouro seja daqueles que não têm filtro, mas apenas comportam um galão d'água.  Se este não tiver água limpa, o bebedouro fornecerá água suja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar na manifestação dos atributos de Deus dessa maneira seria uma opção? Creio que não necessariamente, já que temos de pensar que os atributos de Deus confundem-se com a sua própria essência, vide o seu amor: Deus é amor em si mesmo, mas o manifesta também. Essa questão acaba sendo bem complicada, já que não envolve apenas listar os atributos de Deus, levando-se em conta a questão colocada antes por mim sobre a Teologia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;Apofática&lt;/span&gt; e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;Catafática&lt;/span&gt;, mas também as entrelaçar de modo que formem um corpo coerente e funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;Angeologia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Das questões da lista, esta é a mais recente no meu pensamento. Foi por meio do livro "Hierarquia Celeste", do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;Pseudo&lt;/span&gt;-Dionísio, que passei a questionar o porquê da existência dos anjos, em suas diversas classes — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;serafins&lt;/span&gt;, querubins, arcanjos etc. . De fato, se eu questiono a existência do homem e do Universo, faz sentido questionar-me acerca dos anjos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;Pseudo&lt;/span&gt;-Dionísio os situa como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;intermediadores&lt;/span&gt; necessários entre Deus e os homens, seguindo mais ou menos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;epistemologia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;platônica&lt;/span&gt;; no entanto, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;onipotência&lt;/span&gt; divina dispensaria a necessidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;intermediadores&lt;/span&gt;, então, não vejo muito sentido na existência dos anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, também, interessante pensar sobre os anjos a partir da perspectiva da vida dos santos no céu, principalmente a partir da dissidência de Satanás e seus comparsas. Explico-me. Se Satanás teve o desejo de ser maior que Deus, por que, nós, na eternidade, não teríamos desejo semelhante. Nessa área, não estou tão perdido quanto na Escatologia, mas li muito pouco a respeito. Um bom livro que me deu boas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;idéias&lt;/span&gt; sobre o assunto foi "Destino Final" do Daniel Brown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Necessidade do sacrifício de Cristo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Assim como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;onipotência&lt;/span&gt; divina, no campo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;Angeologia&lt;/span&gt;, dispensaria os anjos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;intermediadores&lt;/span&gt; necessários entre Deus e os homens, ela também dispensaria o ato sacrificial de Cristo, pois Deus poderia, num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;átimo&lt;/span&gt; de pensamento, declarar o perdão dos pecados do homem, justificando-o e tornando-o puro. Tenho a tendência para crer num pretendido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;vivenciamento&lt;/span&gt; da humanidade por parte de Deus, além de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_108"&gt;exemplificação&lt;/span&gt; concreta de pureza para nós utilizarmos como paradigma; contudo, creio que essas duas razões são demasiadamente rasas para sustentar a necessidade da vinda de Cristo, já que os israelitas, na Antiga Aliança, não tinham alguém concreto para mirar-se, mas eram igualmente, possivelmente até mais, cobrados do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa questão envolve outras em torno da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_109"&gt;onipotência&lt;/span&gt; divina. Por exemplo, por que Deus diria a Moisés que ele não poderia vê-lo, pois morreria (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_110"&gt;Êx&lt;/span&gt;. 33.20)? Deus não poderia utilizar sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_111"&gt;onipotência&lt;/span&gt; e munir Moisés de alguma forma? Alguns poderiam dizer que não nos cabe questionar o modo como Deus age e que ele é soberano para fazer o que quiser. Acho esse tipo de raciocínio simplório. Deus, enquanto Logos, possui um procedimento padrão no seu agir. Fico imaginando se Deus age de modo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_112"&gt;determinístico&lt;/span&gt; ou estocástico. Para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_113"&gt;exemplificar&lt;/span&gt;, Deus, enquanto amor, pode agir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_114"&gt;maleficamente&lt;/span&gt;? Não! Onde fica a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_115"&gt;onipotência&lt;/span&gt; então? Questionamentos desse tipo são parecidos com raciocínios sobre se Deus poderia criar uma pedra que ninguém pode levantar. Tomás de Aquino, no primeiro livro de sua Suma Teológica, trata com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_116"&gt;inteligência&lt;/span&gt; essa questão. Temos de tratar Deus a partir de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_117"&gt;ações&lt;/span&gt; logicamente possíveis&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[10]&lt;/span&gt;. Pensar em Deus como Logos fornece alguns resultados. Podemos imaginar que poderia existir um outro Universo ou este é, simplesmente, como disse Leibniz, o melhor dentre os mundo, não podendo ser de outro modo? Esse determinismo poderia ser transferido para o ato sacrificial de Cristo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Deus do Antigo Testamento x Deus do Novo Testamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das grandes questões que tem incomodado os teólogos de todos os tempos. Como conciliar o Deus do Antigo Testamento com o do Novo? Por que Deus era tão severo em seu julgamento, mas parece ser tão displicente hoje? Como o mesmo Deus pôde mandar o extermínio completo de cidades, incluindo crianças, mulheres grávidas etc. , e mandar Pedro abaixar a espada contra um soldado? Como o mesmo Deus que parece valorizar tanto a vida no Novo Testamento, desdenha dos parentes e servos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_118"&gt;Jó&lt;/span&gt;, conservando apenas a vida deste? Um livro que me deu certas dicas sobre como raciocinar sobre tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_119"&gt;discrepâncias&lt;/span&gt; foi "Deus Mandou Matar? — 4 Pontos de Vista Sobre o Genocídio Cananeu" — editado por Stanley &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_120"&gt;Gundry&lt;/span&gt; —; contudo, tenho muitas dúvidas a respeito do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutindo, recentemente, sobre o assunto, percebi que ao mesmo tempo em que Deus deixou de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_121"&gt;atuar&lt;/span&gt; de modo evidente e explícito no mundo, fazendo cair o maná do céu, abrindo o mar etc. , Ele também deixou de ser severo, ou seja, sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_122"&gt;atuação&lt;/span&gt; explícita é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_123"&gt;diretamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_124"&gt;proporcional&lt;/span&gt; à sua severidade. Essa relação é factual quando se observa a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_125"&gt;atuação&lt;/span&gt; de Deus no decorrer do texto bíblico, mas existe alguma lógica para que Deus aja assim ou tenha agido de tal maneira no decorrer da História? A conciliação entre Antigo e Novo Testamento é uma tarefa árdua, mas creio que assim como Cristo é a chave &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_126"&gt;hermenêutica&lt;/span&gt; para o entendimento de tudo, Ele também é a chave de compreensão para entender-se como Deus age.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] &lt;a href="http://listasde10.blogspot.com/%20e%20http://lista10.org/"&gt;http://listasde10.blogspot.com/ e http://lista10.org/ &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2]  &lt;a href="http://colunas.g1.com.br/zecacamargo"&gt;http://colunas.g1.com.br/zecacamargo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] A revista Bravo! lançou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_127"&gt;ótimas&lt;/span&gt; revistas com os 100 mais da Literatura brasileira, mundial etc. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] &lt;a href="http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/01/sempre-gostei-de-listas.html"&gt;http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/01/sempre-gostei-de-listas.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] &lt;a href="http://www.transmundial.com.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=662"&gt;http://www.transmundial.com.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=662&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Um dos meus tios, o que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_128"&gt;amilenista&lt;/span&gt;, recomendou-me o livro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_129"&gt;Millard&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_130"&gt;Erickson&lt;/span&gt; "Opções &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_131"&gt;Contemporâneas&lt;/span&gt; na Escatologia", que foi republicado com o título de "Escatologia" pela Editora Vida Nova — &lt;a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=440"&gt;http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=440&lt;/a&gt; . O livro pode ser encontrado em PDF no seguinte link: &lt;a href="http://www.ebenezer.org.br/Download/Onezio/Escatologia.pdf"&gt;http://www.ebenezer.org.br/Download/Onezio/Escatologia.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Neste link: &lt;a href="http://www.ccel.org/ccel/dionysius/works.html"&gt;http://www.ccel.org/ccel/dionysius/works.html&lt;/a&gt; encontra-se a obra completa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_132"&gt;Pseudo&lt;/span&gt;-Dionísio. Esse site é muito bom para encontrar obras de teólogos da cristandade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/presciencia/arrependimento_deus.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[8] Vejam este excelente artigo dele, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;amp;id=5182"&gt;http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_133"&gt;id&lt;/span&gt;=5182&lt;/a&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span class="artTitle"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_134"&gt;Timelessness&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_135"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_136"&gt;Omnitemporality&lt;/span&gt;). O site dele tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_137"&gt;ótimos&lt;/span&gt; artigos! Recomendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[9] &lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/presciencia/arrependimento_deus.htm"&gt;http://www.monergismo.com/textos/presciencia/arrependimento_deus.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="artTitle"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[10] Paradoxo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_138"&gt;Onipotência&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_da_omnipot%C3%AAncia"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_da_omnipot%C3%AAncia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Suma Teológica do Tomás de Aquino em PDF: &lt;a href="http://www.ccel.org/ccel/aquinas/summa.pdf"&gt;http://www.ccel.org/ccel/aquinas/summa.pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-3307085855985200850?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/3307085855985200850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/06/10-questoes-teologicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3307085855985200850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3307085855985200850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/06/10-questoes-teologicas.html' title='10 Questões Teológicas'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TBPgVszXGmI/AAAAAAAAALE/uAwh239z7o4/s72-c/duvida2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-283117017852542184</id><published>2010-05-28T18:52:00.004-03:00</published><updated>2010-05-28T20:08:07.798-03:00</updated><title type='text'>Festas de aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TABKbVztCLI/AAAAAAAAAK8/lklStKXiHLc/s1600/angel_flames-736046.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TABKbVztCLI/AAAAAAAAAK8/lklStKXiHLc/s320/angel_flames-736046.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476458980453451954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sei que posso parecer antiquado, mas sou do tempo em que quando se convidava uma pessoa para a sua festa de aniversário, você não tinha de pagar para comer e beber. Quando se consulta a palavra "convite" no dicionário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Houaiss&lt;/span&gt;, vê-se que uma das acepções refere-se a um bilhete que dá direito à entrada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GRATUITA&lt;/span&gt;. Embora outras acepções não explicitem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéia&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gratuidade&lt;/span&gt;, a própria etimologia da palavra — do catalão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;convit&lt;/span&gt; —, que faz referência aos banquetes, agrega-a.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não sou antiquado, mas saudosista (Uma pequena digressão minha... Nostalgia não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sinônimo&lt;/span&gt; de saudosismo: aquela traz consigo a melancolia, enquanto esta não necessariamente. No meu conto "Cinco Cigarros", trato a nostalgia como um "saudosismo ressentido"). Tenho saudades do tempo em que o convite para o comparecimento a um aniversário era um requerimento da pessoa e não do bolso. É engraçado ver, também, que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;aniversariantes&lt;/span&gt; costumam convidar-nos para estabelecimentos que não cobram dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;aniversariantes&lt;/span&gt;, a partir de um certo número de convidados. Se for para dizer que alguém é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sovina&lt;/span&gt; na história, não sou eu, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aniversariante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possam, talvez, argumentar que o dinheiro que era utilizado na compra de presentes foi substituído pelo dinheiro que se gasta para comer no estabelecimento; contudo, até onde saiba, o presente nunca foi obrigatório. Possam, outrossim, dizer que, da mesma forma, não é obrigatório que o convidado gaste dinheiro comendo e bebendo, mas convenhamos que é muito pior gastar algumas horas observando todos comendo e bebendo, especialmente se o estabelecimento for um local de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;rodízios&lt;/span&gt;, do que apenas não levar um presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz algum tempo que não sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;afeto&lt;/span&gt; a aniversários e explico por quê. Qual o significado do aniversário? Bem, comemora-se o dia em que você nasceu. É um dia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;representativo&lt;/span&gt; portanto, já que a data do seu nascimento não voltará. O tempo, pelo menos sem nos aprofundar muito, é linear. Imaginem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;reta&lt;/span&gt; numerada. Digamos que o zero é fixado na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reta&lt;/span&gt; quando você nasce e que os números &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;subseqüentes&lt;/span&gt; representam o passar do tempo. Você nunca voltará à estaca zero, mas, no máximo, poderá criar um espaçamento fixo para comemorar o que você denominará de aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolheu-se o ciclo da Terra ao redor do Sol para denominar-se o que chamamos de "ano"; contudo, qualquer outro ciclo poderia ser escolhido para chamarmos-lhe de ano. Voltando ao exemplo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;reta&lt;/span&gt;, qualquer espaçamento do ponto fixo zero poderia ser escolhido para comemorar-se os aniversários. Tive esse raciocínio há alguns anos, mas alguns conceitos que aprendi posteriormente acrescentaram algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;idéias&lt;/span&gt; sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi, estudando Física, os conceitos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Isotropia&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Anisotropia&lt;/span&gt;. Para quem não conhece os termos, mas sabe um pouco de Grego, saberá que "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;iso&lt;/span&gt;" significa "igual", "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;tropos&lt;/span&gt;", "lugar" e "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ánisos&lt;/span&gt;", "desigual". Para resolvermos alguns problemas, supomos que o Universo é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;isotrópico&lt;/span&gt;, ou seja, que ele tem as mesmas propriedades físicas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;independentemente&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;direção&lt;/span&gt; escolhida. Sempre fui um pouco desconfiado com essa suposição, mas lendo sobre Cosmologia, achei-a mais razoável. Na minha aula de Filosofia da Religião, o professor utilizou-se desses conceitos para referir-se à falta de comunicação entre a Filosofia/Ciência e a Religião. Ele disse que o problema é que aquelas enxergam o mundo de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;isotrópica&lt;/span&gt; e esta de forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;anisotrópica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, quando a Religião considera qualquer coisa sagrada, as instituições laicas não a reconhecem como tal. Essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;idéia&lt;/span&gt; pode ser levada para os aniversários. Não consigo entender por que as pessoas consideram um determinado dia com tanta importância, em detrimento dos outros. Por que eu, por exemplo, deveria considerar de modo diferente um parabéns dado a mim no dia 13 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;novembro&lt;/span&gt; — dia em que nasci — do dia 14 ou de qualquer outro dia, tendo-se por base que aquele dia é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;representativo&lt;/span&gt; e não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o dia em que nasci?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que uma visão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;isotrópica&lt;/span&gt; de mundo evitaria uma sucessão de caprichos humanos. Achei muito interessante o empréstimo de termos que o meu professor de Filosofia da Religião fez. Poderia desenvolver todo um pensamento a partir dessa distinção de visões de mundo. No fim das contas, entramos no âmbito da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Hermenêutica&lt;/span&gt;. Já faz um tempo que quero tratar aqui sobre o assunto e dizer como tenho ficado deslumbrado com esse campo. Tudo acaba reduzindo-se à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Hermenêutica&lt;/span&gt; e dedicarei uma futura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;postagem&lt;/span&gt; ao desenvolvimento dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;idéia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, se você está lendo esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;postagem&lt;/span&gt;, já sabe que se me convidar para um aniversário no qual terei de pagar, não irei nem para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;cumprimentá&lt;/span&gt;-lo, pois minha gasolina não é água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-283117017852542184?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/283117017852542184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/05/festas-de-aniversario.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/283117017852542184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/283117017852542184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/05/festas-de-aniversario.html' title='Festas de aniversário'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/TABKbVztCLI/AAAAAAAAAK8/lklStKXiHLc/s72-c/angel_flames-736046.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-3071798982774838803</id><published>2010-04-23T15:52:00.004-03:00</published><updated>2010-04-23T18:31:03.833-03:00</updated><title type='text'>10 livros que mudaram minha vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S9Hyks6vWmI/AAAAAAAAAK0/YloMfYIlL68/s1600/livros.gif"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 239px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S9Hyks6vWmI/AAAAAAAAAK0/YloMfYIlL68/s320/livros.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463414535323867746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exatamente&lt;/span&gt; quando e como me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sobreveio&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;idéia&lt;/span&gt; de listar no blog 10 livros que influenciaram de uma maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direta&lt;/span&gt; a minha vida. Não tive por critério de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;seleção&lt;/span&gt; a qualidade literária dos textos; por isso, não listei grandes nomes da Literatura como Goethe ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Tolstói&lt;/span&gt;. Se algum dia tiver uma obra literária relacionada ao Romance, poderei fazer uma lista de influências — os dois romancistas citados constarão nesta lista certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de comum nos livros que mencionarei é que todos eles provocaram uma mudança de perspectiva na minha vida: ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;adotei&lt;/span&gt; novos paradigmas ou abandonei preconceitos, e pressupostos. Lamento o fato de nem todo mundo possuir o prazer e o hábito pela leitura. A inércia, seja no sentido de paralisia ou no de  movimento sem alternâncias, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;diretamente&lt;/span&gt; combatida pela leitura. As grandes revoluções e transformações ocorrem de dentro para fora e a Literatura é o grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;estopim&lt;/span&gt; de tais mudanças. Eis a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Bíblia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;clichê&lt;/span&gt;, mas não poderia deixar de mencioná-la. Mesmo que não tivesse nascido num lar cristão e fosse ateu, teria de listá-la porque a sociedade ocidental não pode ser compreendida à parte da cultura cristã, e esta à parte de seu sagrado livro. Tinha sete anos de idade quando resolvi lê-la por completo. O livro de que mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;gostava&lt;/span&gt; era o Apocalipse, talvez, porque não o entendia e porque toda aquela história de dragões e cavaleiros era um tanto quanto fantasiosa para mim. Cresci lendo este livro a partir de pressupostos errados que mais tarde me fizeram afastar-me da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, estou lendo-a pela quinta vez. Nunca li nenhum outro livro mais de uma vez, pois parto do pressuposto de que tenho um tempo finito de vida e uma quantidade imensurável de livros que ainda não li; contudo, espero ler este livro muitas vezes durante minha vida porque creio que, por meio dele, posso escutar a voz de Deus. Algumas pessoas afirmam que o fato de sempre encontrarem algo novo a cada vez que lêem a Bíblia torna-a divina. Isso é uma bobagem. Qualquer livro lido mais de uma vez oferecerá novas interpretações. Quando Heráclito diz que não se entra duas vezes no mesmo rio não é só porque o rio muda, mas porque quem entra também é outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Discurso do Método/ As paixões da alma/ Meditações — Descartes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sei que minha proposta era listar 10 livros; no entanto, os três livros do Descartes estão num livro só da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;coleção&lt;/span&gt; "Os Pensadores", que foi o que li. Na minha leitura, li os três de uma vez sem muita distinção entre um e outro, embora tenha achado a parte das Meditações que trata sobre Medicina bastante chata — percebi que nunca estudaria Medicina depois disso. Li Descartes em 2001. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;coleção&lt;/span&gt; de livros de Filosofia "Os Pensadores" estava sendo lançada nas bancas e estava bastante interessado em Filosofia na época — uma das poucas aulas que assisti neste ano foram as de Filosofia, dado que reprovei o primeiro ano do Ensino Médio. A obra de Descartes causou profundas transformações na minha vida. Acredito que a principal foi a dúvida como método. Percebi que até aquele momento tinha vivido sem muitos questionamentos e que defendia muita coisa de modo arbitrário. Resolvi questionar todas as minhas convicções, mesmo assim, continuei crendo na existência de Deus, embora já não cresse na Bíblia do mesmo modo que cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elogios de Descartes à Matemática também causaram grande impacto sobre mim. Sempre fui um aluno de Humanas. Minhas matérias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;prediletas&lt;/span&gt; eram História e Geografia, embora gostasse de Ciências na 5ª e 6ª série. Já tinha pensado, inclusive, em cursar História na faculdade. Matemática sempre tinha sido a matéria que menos gostava, mas Descartes falava tão bem dela que passei a mudar minha visão. O engraçado é que uma das matérias que reprovei no primeiro ano foi Matemática, mas no ano seguinte, tudo pareceu claro para mim. Cheguei a tal ponto que não estudava de propósito para ter mais emoção nas provas. Posso dizer com segurança que nunca gostaria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Exatas&lt;/span&gt; hoje se não fosse por esse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Viagens no tempo no Universo de Einstein — Richard &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Gott&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre gostei do assunto, dentro da Ficção Científica, referente a viagens no tempo. Para ser sincero, gostar é pouco: sempre fui fascinado. Comprei este livro num contexto muito específico. Já tinha deparado-me com a obra de Descartes e fiquei impressionado com o fato dele ter formação na área de Direito, mas, mesmo assim, ter feito importantes realizações na Filosofia, Medicina, Matemática e Física. Inspirado pela vida de Descartes e pela de Einstein, já que me identificava bastante com este porque ele sempre foi subversivo, resolvi comprar o livro. Meu professor de Filosofia elogiava-me pelas minhas leituras, dizendo que elas eram complicadas. A presunção e o orgulho tomaram conta de mim. Sentia-me a pessoa mais inteligente do mundo. "Viagens no tempo no Universo de Einstein" foi o primeiro livro que li tendo de ler trechos repetidamente. O esforço que fiz para entender o livro foi tremendo. Aquilo me deixou bastante intrigado e motivado. Percebi que havia um imenso mar de conhecimento e que eu estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;coletando&lt;/span&gt; a água desse mar com um copo. Este livro fez-me ver que queria desafios na minha vida e que queria extrair o máximo da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;inteligência&lt;/span&gt; para ver até onde ela poderia levar-me. Creio que a semente para que escolhesse, futuramente, cursar Física foi plantada por este livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;problêmas&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;milênio&lt;/span&gt; — sete grandes enigmas matemáticos do nosso  tempo — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Keith&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Devlin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não me importava com o que via no colégio. Aquilo tudo parecia bobagem para mim e acreditava que tudo seria desmentido quando ingressasse na Universidade. Tinha essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;idéia&lt;/span&gt; porque no meu segundo ano, quando estávamos aprendendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Termodinâmica&lt;/span&gt;, cheguei à conclusão de que o Universo deveria ter energia infinita por meio de alguns cálculos. Mostrei minhas contas para a minha professora e ela disse que minhas contas estavam corretas, mas que não se usava aquelas fórmulas para calcular o que eu queria calcular e que eu precisaria aprender a fazer os cálculos com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;correções&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;relativísticas&lt;/span&gt;. Fiquei frustrado com isso. Desde o meu primeiro ano, estava bastante interessado nos números primos. Gastei mais de dois anos entretido com eles. Descobri algumas propriedades que nunca tinha visto em livros, mas não eram importantes o suficiente para fazer o que eu queria: encontrar um padrão ou uma maneira de encontrar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;enésimo&lt;/span&gt; número primo a partir de uma fórmula. No meu terceiro ano de Ensino Médio, trabalhava com outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;idéias&lt;/span&gt; na Matemática, mas sempre que procurava o meu professor para mostrar o que tinha feito, alguém já o tinha descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;exemplificar&lt;/span&gt;, aprendemos que (a + b)² = 1.a² + 2.a.b + 1.b². Quando aprendi o Triângulo de Pascal, aprendi que existe uma lógica nos coeficientes dos produtos dos termos. Em outras palavras, no exemplo que dei, os coeficientes são 1, 2 e 1. Se a potência for cúbica, ou seja, se tivermos (a + b)³, teremos 1.a³ + 3a².b + 3a.b² + 1.b³, com coeficientes 1, 3, 3 e 1. Existe uma lógica entre os expoentes também. Existe uma permutação entre as potências de modo que a soma entre as potências de a e b em cada termo da soma nunca ultrapassa o expoente ao qual eleva-se a soma inicial de dois números. Percebam que em (a+b)² temos três termos, nos quais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  ( i ) 1.a².bº ; 2 + 0 = 2&lt;br /&gt;( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;ii&lt;/span&gt; ) 2.a¹.b¹;  1 + 1 = 2&lt;br /&gt;( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;iii&lt;/span&gt; ) 1.aº.b²;  0 + 2 = 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesma coisa ocorre em (a + b)³:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;( i ) 1.a³.bº;  3 + 0 = 3&lt;br /&gt;( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;ii&lt;/span&gt; ) 3.a².b¹; 2 + 1 = 3&lt;br /&gt;( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;iii&lt;/span&gt; ) 3.a¹.b²;  1 + 2 = 3&lt;br /&gt;( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;iv&lt;/span&gt; ) 1.aº.b³;  0 + 3 = 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Percebam, também, que o números de termos na expansão da soma é n + 1. O meu questionamento era se existia uma lógica parecida quando temos n termos na soma, ou seja, se o mesmo é válido para quando temos (a + b + c + ... + n) elevado a uma potência t qualquer. Eu brinquei um pouco com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;idéia&lt;/span&gt; e cheguei a uma fórmula. Quando fui conversar com o meu professor, ele disse que Leibniz tinha descoberto o meu resultado no século XVII — &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_multinomial"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_multinomial&lt;/a&gt; . Aprendi essa fórmula no curso de Cálculo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Probabilidade&lt;/span&gt; 1 na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;UnB&lt;/span&gt;. Essa foi uma das muitas investidas minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao livro, li-o nesse contexto de tentativas de descobrir algo e ver que alguém já o tinha descoberto. Descobri que o meu trabalho com os números primos estava envolvido com o problema chamado Hipótese de Riemann. Ao mesmo tempo em que fiquei empolgado porque li no livro que este era o único dos 7 problemas que poderia ser resolvido por qualquer pessoa, fiquei desestimulado ao ver que ele era tão importante e difícil que pagariam um milhão de dólares para quem o resolvesse. A conjectura de Poincaré está no livro também porque ainda não tinha sido resolvida. Hoje, 6 problemas ainda não foram resolvidos. Enfim, este foi um livro que me fez querer aprender primeiro para depois tentar descobrir alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Investigações Filosóficas — Ludwig &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Wittgenstein&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui alguém que se preocupou com a norma culta da Língua Portuguesa até ler este livro. Achava até bobagem e preciosismo; contudo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Wittgenstein&lt;/span&gt; ensinou-me que a minha linguagem está estritamente ligada com a minha manifestação no mundo. Percebi que grandes problemas dos diversos ramos do conhecimento estão ligados à Linguagem. Ultimamente, inclusive, tenho impressionado-me muito com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Hermenêutica&lt;/span&gt;, mas deixarei para aprofundar-me em outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;postagens&lt;/span&gt;. Lembro-me de que fiquei admirado com os experimentos mentais propostos no livro. Quando chegava às mesmas conclusões do livro, ficava deslumbrado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Wittgenstein&lt;/span&gt; também aborda um ponto que sempre questionei, mas de outra forma. Será que enxergo as coisas da mesma maneira que outras pessoas? Ele colocaria a questão de outra maneira: o que me garante que sensações que tenho a tendência de chamar de determinado nome são iguais ou semelhantes a sensações que outras pessoas denominam pelo mesmo nome? Este livro foi, também, um preâmbulo para que pudesse entender melhor filósofos existencialistas como Sartre e Heidegger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Assim falava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Zaratustra&lt;/span&gt; — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Friedrich&lt;/span&gt; Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este foi o primeiro livro que li de Nietzsche. Ele me causou uma impressão assustadora. Imaginem o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;sarcasmo&lt;/span&gt; de uma pessoa para escrever contra a ética cristã utilizando-se da linguagem bíblica. Nietzsche conseguiu tal façanha. Estava no meu terceiro ano do Ensino Médio, em 2004, quando o li. Nunca mais minha concepção sobre a ética cristã foi a mesma. Num ano em que estava aprendendo a Teoria da Evolução, aliei o modo de pensar do Evolucionismo ao pensamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;nietzschiano&lt;/span&gt;. Por que a ética cristã diz-nos para controlarmos certos desejos e atitudes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;inerentemente&lt;/span&gt; humanas se foram elas que, justamente, trouxeram-nos ao estágio evolutivo em que nos encontramos? A partir deste livro, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;adotei&lt;/span&gt; o orgulho como ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crítica da razão pura —&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Immanuel&lt;/span&gt; Kant&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui racionalista. Levei o racionalismo cartesiano até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Spinoza&lt;/span&gt; e sempre fui muito avesso ao Empirismo. Kant mostrou-me que a coisa não é tão dualista quanto parece. Creio que a coisa mais importante que aprendi com Kant foi a distinção entre "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;fenômeno&lt;/span&gt;" e "coisa-em-si". Nunca mais enxerguei o mundo da mesma maneira depois de aprender esta distinção; inclusive, é muito difícil ler qualquer pensamento filosófico depois de Kant sem essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;terminologia&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Schopenhauer&lt;/span&gt; foi um pensador que partiu desta distinção para escrever o seu "O mundo como vontade e representação", que é excelente também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A História da Filosofia — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Will&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Durant&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este foi o livro que me fez deixar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; em 2005, especificamente, no capítulo IV sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Spinoza&lt;/span&gt;. Estava na praia lendo o livro e resolvi ir para o mar ficar boiando e pensando em tudo o que tinha lido. Nunca me esquecerei daquele momento. Olhava o céu azul, uma paisagem belíssima e perguntava-me se poderia ter enganado-me durante 19 anos de vida, falando com um Deus que não passava de algo que estava dentro de mim mesmo.  A frase de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Spinoza&lt;/span&gt; sobre o círculo pensante que pensaria que Deus é um círculo ficou incrustada em minha mente. Já tinha sido estimulado a ler &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Schopenhauer&lt;/span&gt; por causa de Nietzsche, mas foi o sétimo capítulo deste livro que me fez querer lê-lo definitivamente. O engraçado é que o livro apresenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Spinoza&lt;/span&gt; como panteísta. Quando fui ler &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Spinoza&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;propriamente&lt;/span&gt; dito, no prefácio do livro, diziam que era um engano dizer que ele era panteísta, mas que ele era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;panenteísta&lt;/span&gt;. Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;UnB&lt;/span&gt;, numa palestra de uma especialista em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Spinoza&lt;/span&gt;, ela disse que ele nunca foi panteísta e nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;panenteísta&lt;/span&gt;. Tudo é uma questão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;hermenêutica&lt;/span&gt; de fato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confissões — Santo Agostinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este foi o livro que me fez ver que existe vida inteligente no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt;. Até então, achava que os cristãos eram preguiçosos mentais ou pessoas fortemente influenciadas pela sua cultura e criação. O argumento de Agostinho sobre a inexistência do mal como substância é uma das coisas mais belas que já li. As interrogações dele sobre a natureza do tempo também intrigaram-me bastante. A minha composição chamada "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Tiempo&lt;/span&gt;" vem, em grande parte, do pensamento de Agostinho — &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ugT3SJzWIu8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ugT3SJzWIu8&lt;/a&gt; . Depois deste livro, li muita coisa de Agostinho e durante muito tempo ele foi o meu teólogo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;predileto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cinema pensa — uma introdução à Filosofia através dos filmes — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Julio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Cabrera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre gostei de Cinema, mas como racionalista e como adepto daquela meta filosófica de guiar minha vida em torno da busca do conhecimento, ficava um pouco constrangido por essa minha paixão pelo Cinema. Antes de ler este livro, achava que era apenas um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;entretenimento&lt;/span&gt; que me fazia perder tempo: em vez de ver um filme, poderia estar lendo. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Cabrera&lt;/span&gt; é professor na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;UnB&lt;/span&gt;; infelizmente, nunca tive a oportunidade de cursar alguma matéria com ele. Sou muito grato a este livro porque ele me fez enxergar que existe muita Filosofia no Cinema e que assim como a Literatura é uma linguagem estreitamente ligada à Filosofia, o Cinema também é uma forma de linguagem que pode, inclusive, utilizar-me de recursos que não estão disponíveis em outras formas de arte para tratar de Filosofia com profundidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-3071798982774838803?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/3071798982774838803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/04/10-livros-que-mudaram-minha-vida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3071798982774838803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3071798982774838803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/04/10-livros-que-mudaram-minha-vida.html' title='10 livros que mudaram minha vida'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S9Hyks6vWmI/AAAAAAAAAK0/YloMfYIlL68/s72-c/livros.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-3376033357792243261</id><published>2010-03-31T23:54:00.003-03:00</published><updated>2010-04-01T00:06:53.433-03:00</updated><title type='text'>O cubo mágico — em busca de simetrias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S7QNxCcpzfI/AAAAAAAAAKs/eXyFH1ERCPk/s1600/cubo_magico.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 292px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S7QNxCcpzfI/AAAAAAAAAKs/eXyFH1ERCPk/s320/cubo_magico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455000184774315506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atualizo&lt;/span&gt; o blog. Para quem tinha o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivo&lt;/span&gt; de escrever todo sábado, estou longe da minha meta. Os meus sábados estão muito atarefados: tenho aulas de Alemão de manhã, ensaio do coro à tarde e a noite é reservada para a minha pequena. Verei como posso organizar-me para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atualizar&lt;/span&gt; mais o blog. Uma das soluções encontradas por mim será apresentada na próxima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;postagem&lt;/span&gt;, mas, por enquanto, colocarei aqui um pequeno texto que tinha escrito para ser sondado num jornal para uma possível vaga de articulista de Ciência. Como já faz um tempo que o mandei e não recebi resposta, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ei&lt;/span&gt;-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecido cubo mágico, também conhecido como cubo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Rubik&lt;/span&gt; — devido ao seu inventor, o húngaro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Ernõ&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Rubik&lt;/span&gt; —, é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;objeto&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;entretenimento&lt;/span&gt; de adultos e crianças. Ele tem estrita ligação com um campo de estudo da Matemática denominado “Teoria de Grupos”. Tal campo teve origem na solução das chamadas equações algébricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no Ensino Fundamental, aprendemos a famosa fórmula de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Bháskara&lt;/span&gt; para a resolução de equações quadráticas, ou do segundo grau. Para a resolução de equações cúbicas, utiliza-se o método de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Cardano&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Tartaglia&lt;/span&gt;; nas equações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;quárticas&lt;/span&gt;, o método de Ferrari. Durante muito tempo não se soube resolver equações algébricas acima do quarto grau. No intuito de responder a essa questão, o matemático francês &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Évariste&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Galois&lt;/span&gt; desenvolveu a Teoria de Grupos. Por meio desta teoria, ele demonstrou que equações acima do quarto grau não podem ser resolvidas por meio de radicais, ou seja, não existem fórmulas como a de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Bháskara&lt;/span&gt; para encontrarmos as raízes ou soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da Teoria de Grupos foi um marco na História da Matemática, dando início a todo um desenvolvimento de estruturas algébricas. Um interessante fato na Teoria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Galois&lt;/span&gt; é que a toda simetria está associado um grupo. Uma simetria existirá num determinado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;objeto&lt;/span&gt; se transformações puderem ser feitas sobre ele sem alterá-lo. Se um quadro dependurado for &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;rotacionado&lt;/span&gt; em 360º, será como se ninguém o tivesse tocado. A Teoria de Grupos ocupa um importante papel no desenvolvimento da Física &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Contemporânea&lt;/span&gt;, entre outros campos como a Biologia — a natureza está repleta de simetrias! Ela nos ajuda, também, a encontrar soluções no Cubo Mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria dos Grupos, o cubo mágico e as simetrias mostram-nos que o fazer Ciência não se limita aos laboratórios e a papéis repletos de contas. A nossa intuição sobre a beleza está abarrotada da noção de simetria. Quando produzimos carros ou pintamos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;servimo&lt;/span&gt;-nos dela; quando apreciamos uma boa música, da mesma maneira. Fazer Ciência faz parte do nosso íntimo, da nossa natureza. A Matemática, em particular, encontra-se infiltrada nas nossas brincadeiras, preferências e apreciações estéticas. No fim das contas, todos fazemos Ciência!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-3376033357792243261?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/3376033357792243261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/03/o-cubo-magico-em-busca-de-simetrias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3376033357792243261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3376033357792243261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/03/o-cubo-magico-em-busca-de-simetrias.html' title='O cubo mágico — em busca de simetrias'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/S7QNxCcpzfI/AAAAAAAAAKs/eXyFH1ERCPk/s72-c/cubo_magico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-7535099395556430050</id><published>2010-01-11T17:00:00.004-02:00</published><updated>2010-04-23T15:39:02.801-03:00</updated><title type='text'>Afinal, a que vem o Criacionismo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo entender qual é a proposta dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;criacionistas&lt;/span&gt; e dos adeptos do chamado "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Design&lt;/span&gt; Inteligente" em detrimento da proposta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;evolucionista&lt;/span&gt;. Quem tem conhecimento do desenvolvimento histórico da Ciência sabe que, no decorrer do tempo, teorias costumam ser suplantadas por outras que continuam explicando o que já era explicado, mas abarcam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fenômenos&lt;/span&gt; que não tinham explicação. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Niels&lt;/span&gt; Bohr chamou essa necessidade de manter  os  conhecimentos já desenvolvidos de "Princípio da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Correspondência&lt;/span&gt;" que acabou tornando-se praxe no fazer ciência. Um exemplo é a Teoria da Relatividade Geral que abarcou a Teoria da Gravitação Universal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;newtoniana&lt;/span&gt;, fornecendo explicações e previsões que esta não conseguia dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da indignação dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;criacionistas&lt;/span&gt;, eu me pergunto: o que o "Criacionismo Científico" ou — não estou dizendo que as duas teorias são a mesma coisa — "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Design&lt;/span&gt; Inteligente" fornece de explicação que a Teoria da Evolução não explica? Alguns apressados poderiam dizer que elas explicam que o mundo teve um criador. Bem, discordo absolutamente, já que dizer que houve um criador não é explicar nada; além do mais, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a proposta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;evolucionista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; nada diz respeito da existência de uma entidade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;. Atenção: ela nada diz respeito significa que ela não confirma, nem nega. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi vídeos de uma conferência que tinha por pauta o debate entre as três linhas já mencionadas — &lt;a href="http://www.apologia.com.br/?p=76"&gt;http://www.apologia.com.br/?p=76&lt;/a&gt; . Recomendo, inclusive, que vocês vejam a explanação do  Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Aldo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Mellender&lt;/span&gt; de Araújo: ele foi muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;didático&lt;/span&gt; e aprendi coisas que não sabia. É gritante a diferença dele para os outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;debatedores&lt;/span&gt;. No vídeo da mesa redonda, o &lt;span&gt;Dr. Marcos Nogueira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Eberlin&lt;/span&gt;, do qual já tinha ouvido falar, mostra o qual tacanha é sua mente. Ele diz que resolveu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;adotar&lt;/span&gt; sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;atual&lt;/span&gt; postura com relação à Teoria da Evolução depois de ler uma reportagem da Veja, que, por sinal, parece abordar o Evolucionismo com a óptica dos chamados &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;neo&lt;/span&gt;-ateístas. Pelo menos, ele tem currículo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Lattes&lt;/span&gt;, contrariamente ao famigerado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Adauto&lt;/span&gt; Lourenço, que, infelizmente, tem ganhado notoriedade no meio evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando, contudo, o currículo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Eberlin&lt;/span&gt;, percebi que ele teve 23 artigos publicados em 2009. Alguns podem ficar impressionados, mas para mim, isso é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;picaretagem&lt;/span&gt;. Em primeiro lugar, nenhum artigo dele neste período tem menos de quatro pessoas envolvidas. Alguns pesquisadores, costumam associar-se a tudo que conseguem para ter o seu nome envolvido em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;projetos&lt;/span&gt; para colocarem no seu currículo. Sei que poderão defendê-lo dizendo que a Ciência hoje é feita em grupos, mas não ter nenhum artigo só de autoria dele em 23 é de estranhar-se. A área dele é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;experimental&lt;/span&gt;, o que também facilita a publicação de artigos — você não encontra esses números em currículos de pesquisadores teóricos. Ele ganhou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;prêmio&lt;/span&gt; da Capes pelo número de artigos. Se existe algo que me frustrou nos dois anos em que trabalhei com pesquisas na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;UnB&lt;/span&gt; foi esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;enfoque&lt;/span&gt; das instituições de pesquisas nos números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois grandes problemas que tenho observado na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;persistência&lt;/span&gt; do embate entre Criacionismo e Evolução. O primeiro grande problema é que as pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;confudem&lt;/span&gt; o materialismo filosófico — que busca um entendimento do mundo em seus diversos níveis, ontológico, metafísico e afins, a partir da exclusão de uma realidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; — com a Teoria da Evolução. Creio que os, já mencionados por mim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;neo&lt;/span&gt;-ateístas, talvez, sejam responsáveis por essa grande confusão. A Evolução é baseada em dois principais pontos: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Seleção&lt;/span&gt; Natural, sobre a qual acredito que não haja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;discordâncias&lt;/span&gt;, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Ancestralidade&lt;/span&gt; comum. Este ponto, em particular, gera muita discórdia, mas mais por falta de entendimento do que qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No link para a conferência que citei, o doutor Paul Nelson abarca a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Abiogênese&lt;/span&gt; como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;constituinte&lt;/span&gt; do Evolucionismo, o que não é verdade; de qualquer forma, mesmo a crença de que o inanimado deu origem ao animado, não exclui a existência de uma entidade divina. Também é importante dizer que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Ancestralidade&lt;/span&gt; Comum não fala de apenas um ser vivo dando origem a vários seres, mas, como explica o doutor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Aldo&lt;/span&gt; na sua palestra, a uma população de indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção: a Teoria da Evolução é uma teoria científica como qualquer outra, sujeita a futuras suplantações e aperfeiçoamentos. Li um questionamento do William &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Lane&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Craig&lt;/span&gt;¹ — um dos meus pensadores na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;atualidade&lt;/span&gt; favoritos — sobre a questão da inferência na constituição da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;ancestralidade&lt;/span&gt; comum. Concordo com os questionamentos dele em certa medida, mas não entendo por que outras teorias não recebem a mesma atenção por possuírem pontos de crítica. A Teoria da Relatividade Geral não consegue explicar o mundo quântico, mas os cristãos não saem vociferando contra ela por aí; da mesma maneira, a Mecânica Quântica é uma teoria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;probabilística&lt;/span&gt; tanto quanto a Evolução, mas nenhum crente fala que não acredita nela ou coisa parecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grande problema que vejo é que quem ataca a Ciência o faz por não entendê-la e quem a coloca em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;pedestais&lt;/span&gt;, dando-a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;objetivações&lt;/span&gt; das quais ela não se propõe, também, tampouco, conhece-a. As pessoas não conhecem a força e a fraqueza da Ciência. Não sabem que nada em Ciência é feito totalmente livre de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;subjetividade&lt;/span&gt;, e as minhas pesquisas no Espaço de Hilbert da Mecânica Quântica confirmam isso para mim, mas também não sabem que a Ciência não tem relação nenhuma com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; e nem tem intenção de dizer nada sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo entender como as pessoas querem tornar a existência de um criador incompatível com o Evolucionismo. Quem criou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Seleção&lt;/span&gt; Natural? Deus não pode ter servido-se dos mecanismos explicados pela Teoria da Evolução para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;atuar&lt;/span&gt; no mundo e criá-lo? Estou terminando de ler um livro do John F. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Haught&lt;/span&gt; intitulado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; e Evolucionismo — em 101 perguntas e respostas. O livro está servindo-me muito mais para entender como funciona a mente de quem diz-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;criacionista&lt;/span&gt; do que para qualquer coisa. Aliás, se existe uma coisa mal formulada no embate de que falo é a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;terminologia&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Criacionista&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;evolucionista&lt;/span&gt; deveria ser alguém que crê na Teoria da Evolução, mas acredita num Deus criador. Deveriam livrar-se do termo "Criacionismo" para designar esse conjunto de críticas ao Evolucionismo. Digo "conjunto de críticas" porque não passa disso, já que nunca os vi propondo nada que o Evolucionismo não explique, isso quando as críticas não passam de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;falácias&lt;/span&gt; ou de falta de entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, John F. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Haught&lt;/span&gt; é um teólogo católico. É interessante ver como a Igreja Católica, principalmente a partir do papa João Paulo II, posicionou-se em favor do Evolucionismo. Até os budistas e hindus parecem ser mais sensatos que os protestantes². O engraçado é ver como teólogos importantes e cientistas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;renomados&lt;/span&gt; são cristãos e favoráveis ao Evolucionismo sem ver nenhum problema nisso; por exemplo, John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Stott&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Billy&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Granham&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Alister&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;McGrath&lt;/span&gt;,  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Kenneth&lt;/span&gt; R. Miller, C. S. Lewis, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Theodosius&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Dobzhansky&lt;/span&gt; — um dos principais nomes no desenvolvimento da Teoria Sintética Moderna ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Neo&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Darwinismo&lt;/span&gt; —, Francis Collins — geneticista responsável pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Projeto&lt;/span&gt; Genoma Humano —, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Ronald&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Fisher&lt;/span&gt; — um grande nome na Estatística — e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro do Haught que citei diz que o problema está no literalismo, tanto científico quanto bíblico. O primeiro refere-se ao que falei sobre pessoas colocando a Ciência num pedestal que não concerne a ela e o segundo refere-se a pessoas que se prendem à Bíblia em suas minúcias. A Bíblia não tem pretensão de fazer Ciência. Ela é fruto da mentalidade de quem escreve e esta é fruto da cultura de sua época, o que inclui o nível de conhecimento científico do momento em que se escrevia o texto. Ora, em Levítico 13.11-19, o morcego é tratado como ave em vez de morcego. Se a Bíblia tivesse a intenção de ser científica, ela não cometeria tal equívoco — mesmo não havendo uma classificação dos seres vivos na época em que foi escrita. Tiago, em Tiago 5.3, não diria que o ouro enferruja! São muitos os exemplos na Bíblia. Esta tem a objetivação de revelar a Deus e não como a natureza funciona. O embate entre Criacionismo e Evolucionismo deveria ser antecedido por um debate sobre Filosofia, Ciência, Hermenêutica Bíblia entre outros campos. Acredito que tal embate nem ao menos existiria se as pessoas conhecessem os referidos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Scepticism&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;about&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Neo&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Darwinian&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Paradigm&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;amp;id=6711"&gt;http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;id&lt;/span&gt;=6711&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;Neo&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Darwinismo&lt;/span&gt; é a junção do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;darwinismo&lt;/span&gt; com a genética proposta por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;Mendel&lt;/span&gt;, também chamada de Teoria Sintética Moderna.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² Vejam o histograma da sessão "&lt;/span&gt;&lt;span class="mw-headline" id="Acceptance"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;Acceptance&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;":&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theistic_evolution"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Theistic_evolution&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-7535099395556430050?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/7535099395556430050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/01/afinal-que-vem-o-criacionismo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/7535099395556430050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/7535099395556430050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2010/01/afinal-que-vem-o-criacionismo.html' title='Afinal, a que vem o Criacionismo?'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-9157079925275827099</id><published>2009-11-22T01:44:00.002-02:00</published><updated>2009-11-22T01:48:37.534-02:00</updated><title type='text'>Sobre a Homossexualidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Swi0dHFpZcI/AAAAAAAAAKc/Y_CuSA_Zywc/s1600/homo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Swi0dHFpZcI/AAAAAAAAAKc/Y_CuSA_Zywc/s320/homo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406769764870219202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempo sem atualizar o Blog porque tinha um assunto específico que queria abordar, mas não o desenvolvi de forma que me agradasse para colocá-lo aqui; então, não consegui comentar sobre outros assuntos. Surgiram, contudo, vários outros assuntos que suscitaram minha reflexão. Já faz um tempo que tenho pensado acerca da homossexualidade. Minhas meditações tiveram por ponto de partida um contexto teológico. Aviso, com antecedência, que meu texto tem por objetivo muito mais a reflexão aberta do que um fechamento sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2001, quando fiz a minha primeira leitura crítica da Bíblia — utilizando o método da dúvida cartesiano —, cheguei à conclusão de que ela não poderia ser a palavra literal de Deus; no máximo, o melhor guia que temos em mão. Quanto mais aprimoro meus estudos relacionados à Lingüística, mais vejo que se Deus quisesse criar algo como um manual, não teria escrito um livro como a Bíblia, mas isso é discussão para outra postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das informações que utilizarei faz parte de uma edição da revista “Mente e Cérebro”, Ano XV, nº 185, intitulada “As novas sexualidades”. Certa vez, discutindo sobre o assunto, algumas pessoas utilizavam o termo “homossexualidade” e outras “homossexualismo”. Indaguei-me, então, se haveria diferença no emprego dos dois termos. Descobri a solução na referida edição da “Mente e Cérebro”. O termo “homossexualismo” era utilizado até 1985 pela CID — Classificação Internacional de Doenças —, publicação da Organização Mundial da Saúde — OMS —, na qual aparecia na categoria de distúrbio mental. O sufixo “ismo”, gramaticalmente, não designa, necessariamente, doenças, como se vê em “Cubismo”, por exemplo; no entanto, grupos gays têm interpretado tal termo como pejorativo. O termo “homossexualidade” é tido como menos discriminatório portanto. Teóricos, juristas, entre outros estudiosos, sugerem o uso de outros termos, como relações homoafetivas ou homoeróticas, no intuito de utilizarem termos neutros. Utilizarei todos os termos sem conotações quaisquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com o politicamente correto em voga, qualquer opinião torna-se preconceituosa. Se um cristão diz ser contrário ao homossexualismo, é tido por preconceituoso. Admito que a grande maioria nunca estudou o assunto e apenas parte da leitura bíblica para ter uma posição, mas as pessoas têm o direito de tomarem partido sobre qualquer assunto sem serem tidas por preconceituosas, desde que tenham informação e tenham refletido suficientemente sobre tal assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que ninguém que já tenha lido a Bíblia dirá, em sã consciência, que ela não é contrária às relações homossexuais. Não me aprofundarei no assunto, mas citarei algumas passagens bem esclarecedoras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”.&lt;br /&gt;[ Levítico 18.22]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte”&lt;br /&gt;[ Levítico 20.13 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão” [ Romanos 1.27 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos”&lt;br /&gt;[ 1 Coríntios 6.9 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia foi escrita por homens — fazem questão de dizer “inspirados por Deus”, mas acredito que essa ênfase não passa de um jogo de linguagem, embora acredite que eles, de fato, foram inspirados por Deus — e não o foi de modo psicografado, como era feito pelo Chico Xavier, por exemplo. A escrita deles, portanto, tem influência da cultura em que eles estavam inseridos. A não ser que você acredite que os autores da Bíblia escreveram-na de modo psicografado, não creio que alguém possa questionar que ela possui influências culturais. Conversando com um pastor que admite isso, perguntei como eles podem saber que conselho ou que prática recomendada é divina ou um traço cultural e perguntei, especificamente, sobre o homossexualismo. Foi-me respondido que a homossexualidade é um assunto que tem a mesma abordagem em todo o texto bíblico; então, tem-se um pensamento definitivo sobre o assunto. A questão é: não existe a possibilidade de um preconceito perpetuar por um tempo maior do que o contemplado pela Bíblia? Vários preconceitos só começaram a ser eliminados no século XX com o advento de movimentos ou da própria tecnologia, no sentido do entendimento de doenças por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio do filme Kinsey — Vamos falar de sexo, conheci o trabalho do Alfred Kinsey. Tenho enorme vontade de ler os dois principais livros dele sobre sexualidade: “Sexual Behavior in the Human Male” e “Sexual Behavior in the Human Female”. São obras extensas: cada uma excede oitocentas páginas. Kinsey fez uma classificação da sexualidade humana e divulgou estatísticas sobre relacionamentos homossexuais, que até então não eram conhecidas. Kinsey era bissexual. Ele procurou não divulgar isso para não interpretarem sua pesquisa de maneira errada, mas após sua morte, sua esposa contou sobre a opção sexual de seu esposo e muitos interpretaram-no como farsante. Não vejo nenhum problema nisso; inclusive, praticamente todos os pesquisadores do assunto tem sexualidade, digamos, não convencional. Quem faz a apologia cristã é o cristão e não o ateu! A filósofa Judith Butler tem questionado a divisão entre macho e fêmea, masculino e feminino. Ela lançou um livro intitulado “Problemas de Gênero” que ainda não li, mas que quero ler para entender melhor o assunto. Para ela, gênero é um ato, uma ação pública, a encenação de significações já estabelecidas socialmente. Como explicar, por exemplo, o caso da ex-prefeita de Cambridge Jenny Bailey que após cirurgia de redefinição de sexo, tornando-se mulher, escolheu ter como objeto de amor alguém do mesmo sexo, ou seja, outra mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da psicanálise freudiana pode ser tida como uma teoria sobre a aquisição do gênero masculino ou do feminino. Freud já abordava o desenvolvimento da sexualidade. Robert Stoller, na década de 60, estudou crianças do sexo masculino que tinham identificação com o feminino. Quando brincavam, agiam como se fossem meninas, assumindo papéis femininos. Stoller tratava tais casos como patológicos. É fato que existem casos de não-coerência entre sexo anatômico e gênero. A sociedade exige que haja coerência entre anatomia, identidade de gênero, desejo e prática sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os detratores de plantão do Evolucionismo, a bióloga, professora e pesquisadora, de Stanford, Joan Roughgarden[1] contesta a Teoria da Seleção Sexual de Darwin. Ela diz que “se uma teoria diz que algo está errado com tantas pessoas em tantas culturas e épocas diferentes, então, talvez, o erro esteja na teoria — e não nas pessoas”. Os exemplos clássicos do pavão e do cervo, este com relação à sua galhada e aquele com relação à ornamentação de sua cauda, são contrapostos pela jaçanã, cujas fêmeas são fortemente ornamentadas e cujos machos são insípidos e sem graça, invertendo a lógica portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos animais, inclusive, nem sequer são nitidamente classificados em dois sexos. Nos recifes de corais, cerca de um terço dos peixes produzem óvulos e esperma, alguns ao mesmo tempo e outros em épocas diferentes ao longo da vida. Eles são chamados, respectivamente, de hermafroditas simultâneos ou seqüenciais e diz-se que eles “trocam de sexo”. O mais comum entre organismos multicelulares, inclusive plantas, é um mesmo indivíduo produzir tanto gametas masculinos quanto femininos em algum momento da vida. Portanto, a classificação, sem ambigüidade, como macho ou fêmea não deveria ser norma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Bruce Bagemihl[2] catalogou mais de 300 espécies de vertebrados nas quais o contato genital entre indivíduos do mesmo sexo ocorre regularmente. Em algumas dessas espécies, a homossexualidade não é muito comum — de 1% a 10% de todos os casais. Em outros casos, como no dos chimpanzés bonobos, o acasalamento homossexual ocorre com a mesma freqüência que o heterossexual. Com relação ao tempo da duração, algumas espécies têm uniões esporádicas e outras duradouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas de que o homossexualismo é resultado da genética, embora saiba que o meio contribui, e muito, para o desenvolvimento de comportamentos que têm predisposições genéticas. Não entrarei nesse mérito; contudo, não entendo o motivo dos homossexuais levantarem a bandeira da homossexualidade congênita: e se ele escolher ser homossexual? E daí? Acredito que eles deveriam defender sua causa a partir de um contexto da liberdade[3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, irei expor o meu questionamento em si. Se é fato que as relações homossexuais são comuns na natureza, por que Deus reprovaria tal ato nos homens se o comportamento animal foi criado pelo próprio Deus? Conversando com um primo meu sobre essa minha argumentação, ele disse que Deus não teria motivo para estabelecer o mesmo padrão moral entre os homens e os animais; contudo, utilizar-me-ei de um texto do livro de Gênesis para mostrar que existe tão padrão moral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A todo aquele que derramar sangue, tanto homem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo” [ Gênesis 9.5 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, talvez, possam argumentar que o “tanto homem como animal” refere-se ao ato do homem matar outro homem ou outro animal e não a um homem matar alguém ou um animal matar alguém. Ainda não sei Hebraico de modo satisfatório para analisar o texto original; no entanto, utilizarei outra passagem que esclarecerá que a minha interpretação faz sentido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, causando-lhe morte, o boi terá que ser apedrejado até a morte, e a sua carne não poderá ser comida. Mas o dono do boi será absolvido”&lt;br /&gt;[ Êxodo 21.28 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a passagem acima mostra que o texto de Gênesis prova que Deus mantém um paralelo entre o comportamento moral dos animais e o dos homens — na verdade, o texto de Êxodo bastaria. Se Deus incutiu nos organismos o homossexualismo, por que os repreenderia por isso? Sei que o meu questionamento abre margem para a discussão acerca da existência de volição de fato em outros seres além da espécie humana; no entanto, a partir da perspectiva bíblica de que apenas nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, acredito que a nossa capacidade de julgamento e de raciocínio é o que nos diferencia dos outros seres e aproxima-nos de Deus. Partindo-se desse pressuposto, qual seria a explicação para abominar um determinado ato se ele é tão comum na natureza? Poder-se-ia argumentar que a nossa capacidade de raciocínio serve para, justamente, afastar-nos de tal natureza corrompida; no entanto, acredito que, no que se refere ao comportamento dos organismos, não seria muito lógico Deus ordenar seres inocentes agirem de um modo extremamente "repugnante", segundo os trechos que citei. Podem também argumentar que a lógica divina não é a mesma que a nossa, mas adentrar nesse tipo de caminho, para mim, é preguiça intelectual. Seria como dizer: "já que Deus é infinitamente superior a nós e somos incapazes de entendê-lo completamente, vamos deixar pra lá.". Citarei um versículo para exterminar esse tipo de pensamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei"&lt;br /&gt;[ Deuteronômio 29.29 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que podem utilizar o versículo acima para contestarem minha visão sobre a Bíblia, na medida em que se diz que devemos seguir todas as "palavras desta lei", mas quero enfatizar neste versículo que as coisas reveladas incluem a própria criação. É importante, outrossim, frisar que Deus revela-se na natureza — os teólogos denominam tal tipo de revelação como Geral. Essa é uma verdade bíblica. Posso citar algumas passagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.”&lt;br /&gt;[ Salmos 19.1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis” [ Romanos 1.20]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto acima de Romanos é bem contundente: compreendemos Deus por meio das coisas criadas. Observar a natureza e compreendê-la é compreender o próprio Deus. Não estou divulgando nenhuma forma de panteísmo. Deus está acima de sua criação. Mais do que julgar o comportamento homossexual como correto ou não, devemos amar e respeitar o homossexual como a qualquer ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Evolução do gênero e da sexualidade. Joan Roughgarden. Ed. Planta, 2004&lt;br /&gt;[2] Biological exuberance: animal homossexuality and natural diversity, Bruce Bagemihl. St. Martin's Press, 2000&lt;br /&gt;[3] Não Pode @ HOMOSSEXUAL Ser LIVRE?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.xr.pro.br/ENSAIOS/Homossexualismo.HTML"&gt;http://www.xr.pro.br/ENSAIOS/Homossexualismo.HTML&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-9157079925275827099?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/9157079925275827099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/11/sobre-homossexualidade_22.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/9157079925275827099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/9157079925275827099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/11/sobre-homossexualidade_22.html' title='Sobre a Homossexualidade'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Swi0dHFpZcI/AAAAAAAAAKc/Y_CuSA_Zywc/s72-c/homo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-2680611305707669669</id><published>2009-10-27T23:08:00.003-02:00</published><updated>2009-10-28T01:07:53.835-02:00</updated><title type='text'>Que é a Teologia?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus dias de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;postagem&lt;/span&gt; neste blog são nos sábados, mas como estive ausente nos dois últimos, resolvi abrir uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exceção&lt;/span&gt; nesta semana. Teve, recentemente, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;controvérsia&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Twitter&lt;/span&gt; sobre o que seria a Teologia. Acredito que é importante delinear as fronteiras de todo campo de estudo. A maioria das matérias costumam, em seus livros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;introdutórios&lt;/span&gt;, definir, mesmo que seja de modo não definitivo, o que é que se propõe a estudar. Eu não cheguei a dar uma definição, mas alguém chegou a dizer que a Teologia não é o estudo sobre Deus, mas sob Deus. É bem diferente definir o que é algo e como se quer que esse algo seja. A palavra Teologia surge da aglutinação de duas palavras gregas: θεóς (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;theos&lt;/span&gt;) e λóγος (logos). A primeira, como se sabe, significa Deus. A segunda costuma ser traduzida por "razão" ou "estudo"; no entanto, consultando o meu dicionário de Grego do Isidro Pereira, vi que as acepções são muitas: "palavra", "dito", "revelação divina", "resposta dum oráculo", "máxima", "sentença", "exemplo", "decisão", "resolução", "condição", "promessas", "pretexto", "argumento", "ordem" e por aí vai. Algumas acepções, inclusive, não se parecem adequar muito com o significado de razão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;costumamente&lt;/span&gt; atribuído à palavra grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um paralelo da palavra "Teologia" com "Biologia" ou mesmo "Filosofia", não há porque não atribuir-se uma definição de estudo de Deus ou sobre Deus, sendo que o uso da preposição "de" gera a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ambigüidade&lt;/span&gt; — talvez, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;satisfatória&lt;/span&gt; para alguns, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tendenciosa&lt;/span&gt; para outros — de um estudo que provém de Deus em vez de tentar abarcá-lo. É importante estudar um pouco a etimologia histórica da palavra "Teologia". Ela aparece pela primeira vez na República de Platão, sendo que a palavra "logos" possui toda uma carga semântica depois de sua apropriação por parte de Heráclito, já que ela passa a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;contrapor&lt;/span&gt;-se a um contexto mitológico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;freqüente&lt;/span&gt; no período &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;micênico&lt;/span&gt; e dórico e que ainda tem certo predomínio no período arcaico. A palavra "logos", portanto, opondo-se ao mito, possui todo um contexto que deve ser considerado quando se quer dizer o que é a Teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo a Teologia Sistemática de Paul &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tillich&lt;/span&gt;, contudo, encontrei um texto interessante sobre o assunto que me fez ver que a coisa não é tão simples como imaginava. As pessoas não partem de uma análise etimológica e histórica para conceituar campos de estudos. O texto faz uma distinção entre Teologia e Filosofia da Religião e, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;posteriormente&lt;/span&gt;, distingue um ramo que poderia chamar-se Teologia Científica. Resolvi colocá-lo aqui. Partindo da minha leitura do texto transcrito, não acredito que seja necessária uma concordância por parte do teólogo com relação ao seu objeto de estudo. Obviamente, quando se ama o que se estuda, há maior envolvimento, mas eu mesmo já tive a experiência de ter de estudar teorias com as quais não concordava. Não vejo, portanto, impedimento para que existam teólogos ateus, por exemplo, dentro da minha definição etimológica. O Paul Tillich, contudo, define a Teologia por meio de um artifício chamado "círculo teológico". Achei muito interessante o corte que ele construiu a partir dessa conceituação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O Círculo Teológico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;   Tentativas de elaborar uma teologia como uma "ciência" empírico-indutiva ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;metáfico&lt;/span&gt;-dedutiva, ou como uma combinação de ambas, evidenciaram amplamente que não conseguem ter êxito. Em toda teologia pretensamente científica, há um ponto em que a experiência individual, a valoração tradicional e o compromisso pessoal exercem um papel decisivo. Tal ponto, muitas vezes ignorado pelos autores de tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;teologias&lt;/span&gt;, é óbvio para os que olham para elas com outras experiências e outros compromissos. Se empregarmos uma abordagem indutiva, devemos perguntar pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;direção&lt;/span&gt; em que o escritor busca seu material. E se a resposta for que ele olha em qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;direção&lt;/span&gt; e para qualquer experiência, devemos perguntar: que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;característica&lt;/span&gt; da realidade ou da experiência é a base empírica de sua teologia? Qualquer que seja a resposta, está implícito um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de experiência e valoração. O mesmo ocorre quando o método empregado é o dedutivo, como no idealismo clássico. Os princípios últimos  da teologia idealista são expressões racionais de uma preocupação última; como todas as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ultimidades&lt;/span&gt; metafísicas, tais princípios são, ao mesmo tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;ultimidades&lt;/span&gt; religiosas. Uma teologia daí derivada se encontra determinada pela teologia oculta implícita neles.&lt;br /&gt;   Em ambas as abordagens, a empírica e a metafísica, bem como nos inúmeros casos que combinam as duas, podemos observar que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que dirige a indução e a dedução é um tipo de experiência mística. Seja ele o "ser-em-si" (escolástica) ou a "substância universal" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Spinoza&lt;/span&gt;), seja o "além da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;subjetividade&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;objetividade&lt;/span&gt;" (James) ou a "identidade de espírito e natureza" (Schelling), seja o "universo" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Schleiermacher&lt;/span&gt;) ou a "totalidade cósmica" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Hocking&lt;/span&gt;), seja o "processo criador de valor" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Whitehead&lt;/span&gt;) ou a "integração progressiva" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Wieman&lt;/span&gt;), seja o "espírito absoluto" (Hegel) ou a "pessoa cósmica" (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Brightman&lt;/span&gt;) — cada um desses conceitos está baseado em uma experiência imediata de um valor ou ser último, do qual podemos chegar a ser conscientes intuitivamente. Idealismo e naturalismo, quando desenvolvem conceitos teológicos, diferem muito pouco em seu ponto de partida. Ambos dependem de um ponto de identidade entre o sujeito que vive a experiência e o elemento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;caráter&lt;/span&gt; último que aparece na experiência religiosa ou na experiência do mundo como "religioso". Os conceitos teológicos, tanto dos idealistas quanto dos naturalistas, estão enraizados em um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; místico", uma consciência de algo que transcende a separação entre sujeito e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;objeto&lt;/span&gt;. E se, no curso de um processo "científico", descobrimos tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, isto só é possível porque ele já estava presente desde o começo. Esse é o círculo do qual nenhum filósofo religioso pode escapar. E de modo algum ele é vicioso. Toda compreensão no âmbito do espírito (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Geisteswissenschaft&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) é circular.&lt;br /&gt;   Mas o círculo em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;atua&lt;/span&gt; o teólogo é mais estreito do que o do filósofo da religião. Ele acrescenta ao "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;priori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; místico" o critério da mensagem cristã. Enquanto o filósofo da religião tenta permanecer geral e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;abstrato&lt;/span&gt; em seus conceitos, como o próprio termo "religião" indica, o teólogo é, consciente e intencionalmente, específico e concreto. A diferença naturalmente não é absoluta. Já que a a base &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;experimental&lt;/span&gt; de toda filosofia da religião está parcialmente determinada pela tradição cultural à qual pertence — mesmo o misticismo está culturalmente condicionado — ela inevitavelmente inclui elementos concretos e específicos. Mas o filósofo, enquanto filósofo, tenta abstrair desses elementos e criar conceitos acerca da religião que tenham validade geral. O teólogo, por seu turno, propõe a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;validez&lt;/span&gt; universal da mensagem cristã, apesar de seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;caráter&lt;/span&gt; concreto e específico. Ele não justifica esta reivindicação abstraindo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;concretude&lt;/span&gt; da mensagem, mas acentuando sua unidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;irrepetível&lt;/span&gt;. Ele entra no círculo teológico com um compromisso concreto. Entra nele como membro da igreja cristã para cumprir uma das funções essenciais da igreja: sua auto-interpretação teológica.&lt;br /&gt;   O teólogo "científico" quer ser mais do que um filósofo da religião. Ele quer interpretar a mensagem cristã de uma forma geral com o auxílio de seu método. Isto o coloca diante de duas alternativas. Ele pode incluir a mensagem cristã em seu conceito de religião, e então o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;cristianismo&lt;/span&gt; é considerado como um exemplo de vida religiosa, ao lado de outros. Certamente é a religião mais alta, mas não é a final nem a única. Esta teologia não entra no círculo teológico. Ela permanece dentro do círculo religioso-filosófico e de seus horizontes indefinidos — horizontes que se abrem para um futuro de novas e talvez mais elevadas formas de religião. O teólogo científico, apesar de seu desejo de ser teólogo, permanece um filósofo da religião. Ou ele se torna realmente um teólogo, um intérprete de sua igreja e de sua reivindicação à unicidade e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;validez&lt;/span&gt; universal. Neste caso, ele entra no círculo teológico e deveria admitir que o fez e parar de falar de si mesmo como um teólogo "científico" no sentido corrente do termo.&lt;br /&gt;   Mas inclusive o ser humano que ingressou consciente e abertamente no círculo teológico enfrenta outro problema sério. Para estar dentro do círculo, ele deve ter tomado uma decisão existencial. Deve estar na situação de fé. Mas ninguém pode dizer de si mesmo que está na situação de fé. Ninguém pode chamar a si mesmo de teólogo, mesmo que tenha sido chamado a ser professor de teologia. Todo teólogo está comprometido&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e&lt;/span&gt; alienado. Ele está sempre na fé e na dúvida; está dentro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt; fora do círculo teológico. Às vezes um lado prevalece, às vezes o outro, e ele jamais tem certeza sobre qual dos lados prevalece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;efetivamente&lt;/span&gt;. Portanto, só é possível aplicar um critério: alguém só pode ser teólogo na medida em que reconhecer o conteúdo do círculo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;teólogico&lt;/span&gt; como sua preocupação última. A verdade disso não depende de seu estado intelectual, moral ou emocional. Não depende da intensidade e da certeza da fé. Não depende do poder de regeneração ou do grau de santificação. Antes, depende de que ele se sinta preocupado de forma última com a mensagem cristã, ainda que, à vezes, esteja inclinado a atacá-la e rejeitá-la.&lt;br /&gt;   Essa compreensão da "existência teológica" resolve o conflito entre os teólogos ortodoxos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;pietistas&lt;/span&gt; sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;theologia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;irregenitorum&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ("teologia dos não-regenerados"). Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;pietistas&lt;/span&gt; sabiam que não se pode ser teólogo sem fé, sem decisão, sem compromisso, sem estar no círculo teológico. Mas identificavam a existência teológica com uma experiência da regeneração. Os ortodoxos protestaram contra isso, argumentando que ninguém pode estar certo de sua regeneração e que, além disso, a teologia lida com materiais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;objetivos&lt;/span&gt; que podem ser manuseados por qualquer pensador, dentro e fora do círculo teológico, desde que satisfaça as condições intelectuais requeridas. Hoje, os teólogos ortodoxos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;pietistas&lt;/span&gt; se acham aliados contra os teólogos críticos, supostamente descrentes, ao passo que a herança do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;objetivismo&lt;/span&gt; ortodoxo foi assumida pelo programa (não pelas realizações) da teologia empírica. Diante dessa antiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;controvérsia&lt;/span&gt;, devemos reafirmar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;que&lt;/span&gt; o teólogo deve estar dentro do círculo teológico, mas o critério para determinar se está dentro dele é a aceitação da mensagem cristã como sua preocupação última.&lt;br /&gt;   A doutrina do círculo teológico tem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;conseqüência&lt;/span&gt; metodológica: nem a introdução nem qualquer outra parte do sistema teológico constitui a base lógica para as outras partes. Cada parte é dependente das outras. A introdução pressupõe a cristologia e a doutrina da igreja, e  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;vice&lt;/span&gt;-versa. A distribuição temática depende tão-somente de considerações práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-2680611305707669669?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/2680611305707669669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/que-e-teologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/2680611305707669669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/2680611305707669669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/que-e-teologia.html' title='Que é a Teologia?'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-5490025332891443801</id><published>2009-10-10T12:39:00.004-03:00</published><updated>2009-10-10T16:16:10.083-03:00</updated><title type='text'>20 passos para um relacionamento saudável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/StDcNBkOAjI/AAAAAAAAAKA/cPv19BE46OI/s1600-h/relacionamentos+2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/StDcNBkOAjI/AAAAAAAAAKA/cPv19BE46OI/s320/relacionamentos+2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391050870279242290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A postagem de hoje tem por inspiração os textos que o Artur da Távola — falecido em maio do ano passado — escrevia sobre o amor. Uma breve pesquisa no Google já fornece vários dos excelentes textos dele. Não gosto de textos de autoajuda e acredito que aqueles que privilegiam esse tipo de leitura são preguiçosos para construírem um saber filosófico consistente, já que todos os temas abordados por escritores de autoajuda podem ser encontrados em textos de filósofos geniais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Dois textos que acredito que são fundamentais para o entendimento do amor são o belíssimo soneto de Camões "Amor é fogo que arde sem se ver" e o texto bíblico de Coríntios 13. A abordagem dos dois textos, contudo, refere-se a esferas distintas: enquanto Camões disserta sobre um amor sentimental, Paulo refere-se a um amor platônico — usa a expressão em seu sentido exato —, na medida em que ele trata de um amor ao qual devemos espelhar-nos. Seria mais ou menos como a distinção que se costuma fazer no campo da Ética entre moral e ética. Esta representando como a moral deve ser e aquela representando como se dá ou deu-se as relações morais no decorrer do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei, também, em escrever um texto a partir da abordagem do mito de Eros e Psiquê destrinchando algumas particularidades que enxergo, de uma genealogia bíblica, tratando dos diversos contextos em que o amor aparece no texto bíblico, ou a partir de uma perspectiva filosófica, já que toda filosofia parte do amor ao conhecimento. Optei, no entanto, por fazer uma enumeração de conselhos ou observações que tenho feito ao longo dos meus relacionamentos ou tendo-se por base os relacionamentos de pessoas próximas a mim. É claro que a lista não é fechada: provavelmente, acrescentarei muita coisa a ela no decorrer da minha vida, mas acho que vale a pena tentar fazer esse tipo de trabalho e disponibilizar no meu blog. Enfim, eis a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1)  Não inicie um relacionamento sem o vislumbramento de um futuro com o seu parceiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você está apenas a fim de um "peguete" fixo ou coisa do gênero, não inicie um namoro. As pessoas costumam discordar sobre qual é o significado de um namoro. Várias, interpretam-no como uma espécie de "test-drive" no qual quanto mais carros você experimentar, melhor. O meu conselho é: não façam isso! Pessoas não são carros! Além de você poder magoar profundamente alguém, você pode perder a oportunidade de construir uma vida ao lado de quem realmente deveria ser o seu parceiro. Sei que hoje existem pessoas que não são adeptas da monogamia e que acham que esse papo de alma gêmea e afins é um assunto ultrapassado, mas posso dizer que o que tenho visto nos relacionamentos felizes e sadios confirma o que tem sido chamado de conservadorismo. Para resumir, se você não se vê com aquela pessoa daqui a dez anos, nem comece um relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Busque relacionar-se com pessoas que se assemelham a você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este item pode gerar controvérsias num primeiro momento, mas acho que com a minha explicação, ele se tornará mais claro. O papo de que "opostos se atraem" só funciona na Física e mesmo assim só por uma questão de convenção. Quanto menos divergências, mais fácil será o namoro. Não excluo o fato de que o verdadeiro pode tudo superar e não só pode, mas supera; contudo, procurar pessoas que compartilhem das suas crenças e convicções evita muita dor de cabeça. Esse é um conselho que minha mãe sempre me deu e concordo inteiramente com ela. O próximo item irá mostrar que seguir este já facilita as coisas, já que as diferenças são inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3) Saiba que as diferenças são as regras e não as exceções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens e mulheres são diferentes por natureza em todos os âmbitos: psicológicos, fisiológicos, sociológicos etc. . As diferenças já começam no fato de vocês serem de sexos distintos — espero que nenhum homossexual surja aqui dizendo que os deixei de lado. Não é à toa que dizem que os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus. Se quem foi criado com você, seus irmãos, já são completamente diferentes de você, imagine quem foi criado em condições totalmente diferentes! As diferenças certamente surgirão e não se espante com elas, mas saiba enfrentá-las e persista no amor que você sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4) Seja moldável sem se descaracterizar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante saber ceder num relacionamento. Não existe isso de você querer que alguém ame você do jeito que você é e pronto. Se na pior das hipóteses você e o seu parceiro divergirem em tudo, resta a possibilidade de vocês cederem em certos pontos, não significando que vocês, simplesmente, não nasceram um pro outro. Há, no entanto, uma tênue linha que deve ser mantida e respeitada: ao mesmo tempo em que você deve aprender a ceder, você não deve descaracterizar-se completamente, esvaziar-se de si mesmo e deixar de ser quem você é, perdendo a sua identidade. Saber respeitar isso é extremamente complicado e só o tempo fornece a experiência necessária para saber fazer a distinção correta. Você estará no ponto certo quando você puder dizer: "eu sou outra pessoa com você: alguém mais parecido comigo mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5) Não deixe que o caráter passional do amor defina-o, mas o torne numa decisão tomada no dia a dia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, existe uma diferença fundamental entre paixão e amor. As próprias definições nos dicionários confundem as palavras, mas até a Ciência já mostrou estatisticamente que a paixão dura, em média, pouco mais de um ano &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;, embora também já tenha mostrado que é possível prolongá-la &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;. Ainda me questiono se os nossos sentimentos são apenas ação de substâncias bioquímicas ou algo mais. Acho que esse algo mais está na nossa capacidade de decisão. Nada contra a paixão; inclusive, se houver paixão no amor, melhor ainda, mas ela não deve definir o amor que se sente ou ser base dele. Trataria o amor como hiperônimo da paixão, pois o amor pode abrangê-la, mas a paixão pode existir sem o amor. Se você está tendo um relacionamento com alguém, decida amar essa pessoa a cada dia que você acordar: se o amor for uma decisão, ele será capaz de sustentar o seu relacionamento, independentemente de como esteja o nível da sua paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6) Privilegie o papel do diálogo no seu relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busque essa interação na sua relação tendo em vista que você tem dois ouvidos e apenas uma boca. Estejam prontos para ouvir e sejam tardios para falar &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3] &lt;/span&gt;e quando forem falar, tenham em mente que a boca fala daquilo que o coração está cheio &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;; portanto, se o seu coração está cheio de amor, você irá sempre falar palavras de amor ao seu parceiro. Evite termos sinônimos de grosseria ou que sejam chulos. Tente sempre manter o nível do diálogo com palavras saudáveis. O diálogo abre espaço para discussão de idéias e dá oportunidade para que você conheça melhor o outro; da mesma maneira, é por meio do diálogo que você descobrirá, com antecedência, como vocês administrarão um lar, educarão os filhos e se existem grandes dissonâncias na maneira de vocês encararem a vida e os seus percalços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7) Relacionamentos demandam tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O belo texto de Eclesiastes 3 afirma que "há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu". Não há como manter um relacionamento se você não dispensar tempo de investimento nele. Acredito que este item serve de pressuposto para os outros itens porque não há como dialogar, conhecer, amar sem dedicar tempo para isso. Se você deseja ter um relacionamento saudável, é indispensável que você reserve o tempo necessário para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8) Tenha o amor por ideologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeite o amor como se você algo que não pertence só a você, como se fosse um nome de família que você leva e que se você desonrá-lo, estará desonrando várias pessoas. Seja engajado no que se refere ao amor, lute por ele, preserve-o!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9) Tenha empatia pelo seu parceiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro. Uma pergunta fundamental que deve ser feita no seu modo de agir é: "Eu gostaria se ele/ela fizesse isso comigo?". Quando você age pensando dessa forma, as coisas ficam mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10) Não deixe o seu relacionamento cair no marasmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O item 5 evita, de certa forma, que o seu relacionamento não definhe por causa do marasmo, mas convenhamos que um namoro torna-se muito mais saudável quando ainda se tem romantismo, surpresa. Não fique preso às datas comemorativas e especiais, mas saiba surpreender o seu parceiro com presentes e palavras de carinho em momentos inesperados. Títulos, alianças e afins não sustentam nada. Não é só em novela que relacionamentos de 30 anos acabam. Conheço relacionamentos de 50 anos que terminaram. Não sei as causas, mas a falta de romantismo é um fator que pode ser determinante. Sei que para nós, homens, é complicado ser detalhista, notar roupas novas, cabelos cortados, mas não custa nada fazer um esforço para elogiar sempre. Elogios em excesso nunca fazem mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11) Seja alguém responsável por aumentar a autoestima do seu parceiro. Seja amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida, não são poucas as pessoas que encontramos que estão sempre dispostas a derrubar-nos, deixar-nos para baixo. Não seja mais uma pessoa a fazer isso com o seu parceiro. Tenha sempre palavras de amor, superação, alegria. Levante o seu parceiro e seja o ombro amigo com o qual ele saiba que pode chorar, desabafar. No contexto da antiguidade grega, fazia-se distinção entre três tipos de amor: filéo, ágape e eros. O primeiro, diz respeito ao amor entre amigos, familiares; o segundo, ao amor de Deus para com a sua criação e o terceiro, ao amor erótico. Acredito que um relacionamento saudável deve ser a fusão dessas três instâncias, sendo que o descaso com relação a um desses tipos de amor pode ser determinante no insucesso de um relacionamento. Existe um poema do Jorge de Lima chamado "O acendedor de lampiões" que influenciou bastante no meu modo de enxergar o mundo. O poema fala sobre um acendedor de lampiões que é responsável por levar luz para as pessoas, mas que na própria choupana, talvez, não tenha luz. O poema termina dizendo que muita gente insinua nos outros crenças, religiões, amor, felicidade, mas devem ser como o acendedor. Aprendi com o poema que, mesmo quando não estamos felizes, podemos fazer outras pessoas felizes. Mesmo quando você mesmo está para baixo, você pode ser responsável pela alegria de outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12) Seja fiel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seja apenas fiel ao seu parceiro, mas seja fiel ao seu sentimento. Se for engajado com o amor, como disse num item 8, você será fiel ao próprio amor que você sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13) Tenha confiança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relacionamento construído sobre desconfiança nunca poderá ser, de fato, saudável. É extremamente necessário que você confie em quem está com você. Se você não tem essa capacidade, é porque ainda não está suficientemente preparado para um relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14) Materialize o que você sente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta dizer todo dia que você ama o seu parceiro se você não demonstra isso nos seus pequenos gestos, na maneira como você o trata, com o seu olhar. Tente expressar o que você sente das maneiras mais diversas possíveis. É uma necessidade humana apegar-se a coisas concretas para entender o abstrato; portanto, presenteie o seu parceiro, mas não ache que apenas objetos sofisticados e caros serão responsáveis por manifestar o seu sentimento. Tente ater-se a detalhes, momentos em que você pode mostrar que você, realmente, é alguém com quem se pode contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15) Seja cuidadoso ao lidar com o passado, o presente e o futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seja o tipo de pessoa que fala insistentemente dos erros do seu parceiro ou que os joga diariamente na cara dele fatos desagradáveis do passado. Importe-se com o seu presente. Valorize-o! Dê importância aos poucos momentos em que você pode estar ao lado de quem você ama, mas tenha sempre em vista o futuro — vide item 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16) Seja cúmplice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumplicidade é um fator preponderante numa relação. Não tive a preocupação de organizar esta lista de maneira lógica e axiomática, para que ela contivesse o menor número de itens e a prova disso é o fato da cumplicidade dialogar com vários itens desta lista. Seja refém do seu amor, tanto do sentimento quanto do seu parceiro. Quando o seu parceiro estiver numa situação ruim, mesmo que ele esteja errado, não o exponha. Seja o primeiro a estender a mão. Mesmo que ele mereça ser repreendido, faça-o de maneira delicada e privada. Seja, da mesma maneira, o primeiro a defender quem você ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17) Relacionamentos têm altos e baixos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como tudo na vida, os relacionamentos têm momentos em que tudo parecerá está bem e têm outros momentos em que parecerá que você está vivendo no próprio inferno. Não se assuste com isso. As próprias alternâncias naturais de humor podem gerar esses altos e baixos. Seja responsável por não ser mantenedor dos momentos ruins, mas sempre procurar melhorar o  seu relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;18) Prime pela verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não minta e nem omita, mas aprenda a dizer a verdade na hora certa e do jeito certo. Quanto a este quesito em particular, saiba que o fato de você ter razão não lhe dá o direito de fazer cobranças ou de colocar o outro em situação delicada. Comprometa-se com a verdade, mas com bom senso e sensatez. Um relacionamento construído na mentira não dura, gera desconfiança e traz outros inconvenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19) Busque um bom relacionamento com os familiares e amigos do seu parceiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você pensa em ter um relacionamento duradouro, é imprescindível que você busque dar-se bem com a família e os amigos do seu parceiro. Nunca diga ao seu parceiro para afastar-se de um amigo, até porque quando os relacionamentos acabam, os amigos verdadeiros ficam. Dê tempo para o seu parceiro gastar com os seus amigos e familiares: da mesma maneira que ele precisa dispensar tempo para ter um bom relacionamento com você, ele precisa fazer o mesmo com outras pessoas com quem ele se relaciona. É complicado tentar fazer isso quando algumas figuras exóticas e nem um pouco edificadoras surgem, mas busque representar um papel de reconciliador e não de criador de dissensões. Entenda, também, que se o seu parceiro sentir a necessidade de sair sozinho ou fazer coisas sozinho, não quer dizer que ele não ama você ou não sente sua falta ou necessidade de estar ao seu lado, apenas ele tem preferências. Respeite isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20) "Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez citando Eclesiastes — um dos meus livros favoritos da Bíblia —, deixei este último item para quem crê em Deus, embora ele sirva também para reafirmar o item anterior, já que um relacionamento que tem apoio dos familiares e amigos tem mais consistência. Busque crescer com o seu parceiro em todos os âmbitos: cultural, social, intelectual e, principalmente, espiritual. Coloque o seu relacionamento na presença de Deus. Orem por vocês, busquem-no! Compartilhem os seus desejos, sonhos e planos com Deus e tentem, juntos, criar um relacionamento de intimidade com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/11/051128_amorcc.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/11/051128_amorcc.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090105_amorpesquisaml.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090105_amorpesquisaml.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3] Tg 1.9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Lc. 6.45&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-5490025332891443801?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/5490025332891443801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/20-passos-para-um-relacionamento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/5490025332891443801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/5490025332891443801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/20-passos-para-um-relacionamento.html' title='20 passos para um relacionamento saudável'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/StDcNBkOAjI/AAAAAAAAAKA/cPv19BE46OI/s72-c/relacionamentos+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-4069301222082990229</id><published>2009-10-03T13:32:00.000-03:00</published><updated>2009-10-03T15:44:43.668-03:00</updated><title type='text'>Educação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SsearNgFk-I/AAAAAAAAAJ4/07Ns3r-hlVQ/s1600-h/professor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SsearNgFk-I/AAAAAAAAAJ4/07Ns3r-hlVQ/s320/professor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388445546321384418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na revista Veja da semana passada, alguns artigos discursaram sobre a Educação; um deles, inclusive, utilizou-se de informações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;errôneas&lt;/span&gt;. Um artigo do J.R. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Guzzo&lt;/span&gt;, intitulado Ponto de Partida, afirma, por exemplo, que nenhuma universidade brasileira figura entre as 100 melhores do mundo, sendo que a própria revista, recentemente, informou que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;USP&lt;/span&gt; ocupou a 38ª posição no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ranking&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Webometrics&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Ranking&lt;/span&gt; Web &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;World&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Universities&lt;/span&gt; [1]. Mandei um e-mail para a revista informando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;incorreção&lt;/span&gt; das informações e que, dessa maneira, a revista abre espaço para que seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;detratores&lt;/span&gt; a denigram. Posso gostar de algo, mas meu gosto não obscurece minha visão crítica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;problematizar&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje a temática educação. A Veja do fim de semana passado iniciou minha reflexão e a abertura do XV Congresso de Iniciação Científica da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;UnB&lt;/span&gt; e 6º Congresso de Iniciação Científica do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;DF&lt;/span&gt; deu prosseguimento à minha reflexão tanto pela atitude dos participantes naquele congresso quanto pela audição de uma das palestras. Antes de tal audição, percebi a falta de educação das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;pessoas&lt;/span&gt; que estavam no Congresso: enquanto alguém discursava, os estudantes conversavam, ignoravam quem falava e quando a lista de presença foi passada, quase não era possível ouvir quem falava. Quem conhece a acústica dos anfiteatros, sabe do que estou falando — embora aprecie bastante a estética dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;projetos&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Niemeyer&lt;/span&gt;, há quase 5 anos sinto na pele a falta de funcionalidade deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de observar a falta de educação dos estudantes, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;palestrante&lt;/span&gt; procurou responder para que serve a iniciação científica. Ele respondeu utilizando alguns argumentos numéricos e práticos como, por exemplo, diminuição do tempo de mestrado, mas ele disse que a principal finalidade encontra-se no ser humano em seu sentido mais geral. Acho que o raciocínio pode ser ampliado para o nível do Ensino Superior. Os nossos estudantes saem das universidades melhores do que entraram? Com certeza, eles saem sabendo mais do que entraram; uns, menos, outros, mais. Eles, contudo, são mais capazes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;sensibilizar&lt;/span&gt;-se com o outro e de transformar o seu conhecimento técnico em sabedoria e cultura? Acredito que, infelizmente, a reposta é negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a educação no Brasil está falida há tempos, é do conhecimento de todos; no entanto, acredito que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;problematizar&lt;/span&gt; o assunto e encontrar soluções, de curto, médio e longo prazo, é complicado. Não sei muita coisa de Estatística. O que sei aprendi no Ensino Médio — o que é quase nada — e em algumas matérias da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;UnB&lt;/span&gt;, principalmente, nas de Física &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Experimental&lt;/span&gt; e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Probabilidade&lt;/span&gt;; contudo, acho que a lógica é uma ferramenta que pode auxiliar bastante. A OCDE —Organização para a cooperação e desenvolvimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;econômico&lt;/span&gt; [2] — apontou num relatório recente que o investimento por aluno no Brasil, em comparação com os países membros da organização, que totalizam 30 países, é quatro vezes menor. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Inep&lt;/span&gt; — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Anísio&lt;/span&gt; Teixeira [3] — informa que não houve muita variação na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;porcentagem&lt;/span&gt; do PIB investido em educação entre 2000 e 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação do investimento em educação entre os países a partir da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;porcentagem&lt;/span&gt; do PIB é um instrumento que só deve ser usado para o que chamo de equiparação positiva. Explicar-me-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;ei&lt;/span&gt;. Se o nosso investimento está abaixo de países que têm bons resultados em educação — pode-se olhar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;ranking&lt;/span&gt; de universidades ou qualidade da produção de artigos científicos como base para tais bons resultados —, devemos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;esforçarmo&lt;/span&gt;-nos para aumentar o investimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;porcentual&lt;/span&gt; com relação ao PIB; se, contudo, o nosso investimento for igual ou superior ao daqueles países com melhor desempenho geral, deve-se levar em consideração o contingente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;populacional&lt;/span&gt; porque aí entra em questão o dado fornecido pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;OECD&lt;/span&gt; sobre o investimento médio por aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa que me indigna na gestão Lula é a fórmula medíocre para resolução de problemas. Em vez de investir-se na educação básica e no Ensino Médio para que os alunos de escolas públicas possam competir em pé de igualdade com os alunos das escolas particulares, cria-se cotas; em vez de ensinar-se o uso correto da norma culta, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;simplicaram&lt;/span&gt;-na — mais alguns anos de Lula e teríamos uma língua sem acentos como a Inglesa e por aí vai. O novo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;ENEM&lt;/span&gt;, na minha humilde opinião, é uma das maiores burrices nesse país. Fala-se que o raciocínio lógico é privilegiado em vez da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;decoreba&lt;/span&gt;, mas não vi nada disso nos exemplos dados no site do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Inep&lt;/span&gt;. A maioria das questões são mal feitas e ambíguas. Pra eu acertar, eu tenho de limitar a minha capacidade mental e pensar de modo medíocre. Sempre gostei das provas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Cespe&lt;/span&gt;. Não acho que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;UnB&lt;/span&gt; deva mudar seu sistema de avaliação. Fiz o vestibular depois de quatro anos da minha conclusão do Ensino Médio e passei. Não tenho nenhuma memória &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;extraordinária&lt;/span&gt;. Se a prova não exigisse raciocínio lógico, eu, provavelmente, não teria sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;objetivo&lt;/span&gt; de uma prova que não cobra língua estrangeira? É lamentável um aluno terminar o Ensino Médio hoje em dia sem esse tipo de conhecimento. No curso de Física, por exemplo, se um aluno não souber Inglês, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;dificilmente&lt;/span&gt;, ele terá uma boa formação. Nem comento o fato de uma prova não cobrar gramática. Para concluir a análise de dados estatísticos, a UNESCO lançou um relatório global sobre educação muito interessante. Quando tiver tempo, tentarei lê-lo por inteiro. São 264 páginas de análises sobre o quadro geral da educação no mundo [4]. Quando vi que países como Costa Rica e Jamaica investem mais dinheiro em educação do que o Brasil, fiquei indignado. Com relação a Cuba, nem se o Brasil triplicasse o seu investimento, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;igualaríamo&lt;/span&gt;-nos aos cubanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito ainda que as mazelas da educação do Brasil encontram-se num quadro mais profundo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;sutil&lt;/span&gt;. Bertrand Russell, em seu livro O Casamento e a moral, diz algo que nunca percebi. As sociedades podem ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;caracterizadas&lt;/span&gt; de duas maneiras: por meio do seu sistema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;econômico&lt;/span&gt; ou por meio do seu sistema familiar. A maior parte das análises são feitas no âmbito da Economia. Prova disso é a infinidade de livros que podem ser encontrados em livrarias partindo-se dessa análise. Quando eu era criança, quando sabíamos que algum colega tinha pais separados ou coisa do tipo, ficávamos abismado e, geralmente, esses colegas eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;problemáticos&lt;/span&gt;. Hoje, a regra é que os pais sejam separados. Sei que posso parecer conservador. Alguns, talvez, dirão que sou defensor de uma instituição falida e que o que ocorria antes era que as pessoas não tinham a liberdade de dar fim a um relacionamento que não funcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei de encontro a essas possíveis pessoas que possam opor-se a mim e direi que o que ocorre hoje é que as pessoas partem do pressuposto de que se não dar certo, elas podem terminar a qualquer momento um relacionamento. Uma criança que nasce num ambiente familiar desestabilizado, mesmo depois que já tenha ocorrido a separação, os próprios pais apresentam cicatrizes em sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;personalidade&lt;/span&gt; que influenciarão no modo como tratarão os seus filhos, principalmente na imposição de limites. O pior é quando os pais não conseguem educar os seus filhos e ainda atrapalham o trabalho dos professores que, na maioria das vezes, sem sucesso, tentam melhorar o quadro. Recentemente, houve uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;polêmica&lt;/span&gt; sobre o caso de uma professora que mandou um aluno pintar uma parede que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;pichou&lt;/span&gt; [5]. A professora disse que o aluno parecia um bobo da corte e a mãe já quis pronunciar-se em favor de seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui achar a referência, mas li sobre a discussão de leis que proíbem os pais de agredi-los fisicamente. Sou totalmente contra. Não vou utilizar a Bíblia como argumento porque acho que nessas questões, temos de usar argumentos lógicos que se apliquem a qualquer pessoa de qualquer pensamento religioso. Uma criança não tem a capacidade de entender certas coisas. Dar palmadas não causa problema nenhum. Não conheço estudos a respeito, mas aposto que se fizessem um estudo a respeito, descobriam que — como diria minha mãe — quem não apanhou dos pais quando criança, apanhou da polícia quando cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não se restringe ao núcleo familiar e ao investimento do estado, mas em como se investe. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;ENEM&lt;/span&gt; é o exemplo de uma política mal feita porque foi baseado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;SAT&lt;/span&gt; americano. Temos de investigar como as coisas funcionam no Brasil. Não vejo problema em importarmos boas políticas, mas devemos ter em mente que o Brasil tem as suas peculiaridades. Da mesma forma, não adianta aumentar os gastos com a educação sem mudar o tipo de política. Conheço muitos professores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;universitários&lt;/span&gt; totalmente analfabetos. Eles cometem erros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;crassos&lt;/span&gt; em plena sala de aula. Não seria a hora de implementar um sistema como o francês no que se refere ao conhecimento da nossa língua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns países asiáticos criaram políticas para atrair as melhores mentes para o professorado. No Brasil, que perspectiva de carreira tem um professor? Aqui, diminui-se o salário dos professores no mesmo período em que se aumenta o salário de um ministro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;STF&lt;/span&gt; para quase 26 mil. Um professor da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;UnB&lt;/span&gt; tem de ter mestrado e doutorado, além de 12 anos de docência, para ganhar 8 mil em média. Acho que não preciso argumentar que um professor tem muito mais importância num país do que um ministro de um tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, eu vou contrapor um mendigo e um professor. Os professores têm um piso salarial de 950 reais. Digamos, para simplificar, que um sinal de trânsito fique verde durante 30s por minuto e digamos que neste tempo ele ganhe 10 centavos. Em uma hora, ele arrecadará 6 reais. Se ele trabalhar 8 horas por dia e 25 dias por mês, ele ganhará 1200 reais! Chegamos a esse valor considerando que ele ganha 10 centavos por minuto, mas se de vez em quando alguém der 50 centavos ele já aumenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;consideravelmente&lt;/span&gt; o seu ganho. Chega-se à conclusão, portanto, que, neste país, é melhor ser mendigo do que professor[6].&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] &lt;a href="http://www.webometrics.info/"&gt;http://www.webometrics.info/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;a href="http://www.oecd.org/"&gt;http://www.oecd.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] &lt;a href="http://www.inep.gov.br/"&gt;http://www.inep.gov.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] &lt;a href="http://www.uis.unesco.org/template/pdf/ged/2009/GED_2009_EN.pdf"&gt;http://www.uis.unesco.org/template/pdf/ged/2009/GED_2009_EN.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1313499-5604,00.html"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1313499-5604,00.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[6] Comentário do senador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Cristovam&lt;/span&gt; sobre o aumento do salário dos ministros do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;STF&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;contraposição&lt;/span&gt; ao piso salarial dos professores:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cristovam.org.br/blog/?p=3133&amp;amp;cpage=1"&gt;http://cristovam.org.br/blog/?p=3133&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;cpage&lt;/span&gt;=1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-4069301222082990229?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/4069301222082990229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/educacao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4069301222082990229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4069301222082990229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/10/educacao.html' title='Educação'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SsearNgFk-I/AAAAAAAAAJ4/07Ns3r-hlVQ/s72-c/professor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-8865550476717880004</id><published>2009-09-12T16:24:00.000-03:00</published><updated>2009-09-12T19:13:55.630-03:00</updated><title type='text'>Citações, hipocrisias e migalhas</title><content type='html'>"O que é primeiro não é a plenitude do ser, é a fenda e a fissura, a erosão e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;esgarçamento&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;intermitência&lt;/span&gt; e a privação mordente: o ser não é o ser, é a falta de ser, a falta vivente que torna a vida desfalecente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;inapreensível&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;inexprimível&lt;/span&gt;" [ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Maurice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Blanchot&lt;/span&gt; ]&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A frase acima é a que iniciará um novo espaço nas minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;postagens&lt;/span&gt;. Já fazia isso nos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;flogs&lt;/span&gt; sem muito compromisso; no entanto, pretendo, sempre que postar, colocar uma frase que tenha achado interessante ou que, simplesmente, tenha se encaixado com situações vividas por mim na semana. Eu tinha um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gadget&lt;/span&gt;" — não achei um análogo conveniente em Português, já que o blogger usa este termo — intitulado "Frases da semana"; contudo, nunca o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atualizei&lt;/span&gt; e achei ruim perder as informações sobre as frases escolhidas por mim anteriormente. A mesma coisa acontece com os livros, filmes e músicas na mesma sessão, mas no ano que vem, pretendo enumerá-los anualmente e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;disponibilizar&lt;/span&gt; a lista no fim de cada ano. Enfim, a frase que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;estréia&lt;/span&gt; é a que estava há um bom tempo no "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;gadget&lt;/span&gt;" que foi retirado. Adoro esse papo existencialista...&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Sqv4vmKwZhI/AAAAAAAAAJo/cBfBySFiB5I/s1600-h/caminho+das+%C3%ADndias.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 248px; height: 164px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Sqv4vmKwZhI/AAAAAAAAAJo/cBfBySFiB5I/s320/caminho+das+%C3%ADndias.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380667676407391762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gostei muito da "novela das 8" da Globo que teve seu último capítulo apresentado ontem — nunca entendi por que continuam chamando-na assim. Algumas pessoas devem estranhar, mas estou comentando mesmo sobre uma novela do horário nobre da famigerada rede televisiva. Muitas pessoas costumam meter pau nas novelas, mas assistem aos seriados "americanos" — ainda vou pesquisar por que usam este termo para os estado-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;unidenses&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Assim como as novelas estão para o povo brasileiro, os seriados estão para o povo "americano", com a diferença de que acho que a nossa escola de formação artística, seja na área de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;atuação&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;direção&lt;/span&gt; etc. , é muito superior. Nossas novelas têm histórias escritas diariamente. Deve ser muito mais complicado escrever histórias que mantenham o espectador entretido diariamente do que semanalmente. Se tivéssemos um estúdio como Hollywood ou o apoio necessário, começando pelo apoio do público, não tenho dúvida de que teríamos a melhor fábrica de cinema do mundo. Uma coisa que me indigna são aquelas pessoas ignorantes desconhecedoras da história do cinema nacional que falam que não vêem filmes brasileiros porque só têm pornografia, palavrão, violência e por aí vai. Tudo bem que a década de 70 foi permeada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;pornochanchada&lt;/span&gt;, mas quem pesquisar sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;história&lt;/span&gt; do Brasil, especificamente os assuntos referentes à censura, verificará que, na época, foi feito o que se podia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que a produção americana está longe de ver-se livre dos mesmos estigmas que são atribuídos ao nosso cinema, mas ninguém fala nada. Mais uma vez, existe o perigo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;reducionismo&lt;/span&gt;, sobre o qual já comentei neste blog. As pessoas sem informação e, mais do que informação, cultura, tendem a cair nessa armadilha do prosaísmo. Se as pessoas, em vez de reclamarem de nossas produções, vissem mais filmes nacionais, haveria diversidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;gêneros&lt;/span&gt; sendo lançados porque haveria mercado para isso; de qualquer forma, se os filmes são desse jeito, é porque existe mercado pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à novela, gosto muito quando as novelas retratam culturas distintas da nossa e trazem informações sobre outros povos. É claro que, geralmente, o retrato é caricato, mas já é um incentivo para que as pessoas dêem-se conta de como a cultura influi na nossa vida. Gostei muito, no último episódio, quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Opash&lt;/span&gt; — personagem de Tony Ramos — confrontou-se com sua cultura e religião. Vi algo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;nietzschiano&lt;/span&gt; nisso. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Interpreto&lt;/span&gt; o além-homem, ou super-homem como alguns preferem, como aquele que fez uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;transvaloração&lt;/span&gt; moral. O interessante é que quando ele fez isso, ele atingiu a felicidade, tendo sua família &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;restabelecida&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na excelente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;minissérie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;JK&lt;/span&gt;, havia um personagem interpretado pelo Luís Melo chamado Coronel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Licurgo&lt;/span&gt;. Ele foi um personagem que me marcou bastante. Ele era um cristão hipócrita que pregava as leis da Igreja, mas não vivia de acordo com elas. O seu filho, que tornou-se padre, referindo-se ao seu pai, disse, certa vez, que a severidade costumava andar junta com a hipocrisia. Minha experiência de vida tem demonstrado isso a mim. Não é raro encontrar  pessoas acusando outras, acobertando-se de um traje de moralidade, mas que, elas mesmas, têm uma vida totalmente em desacordo com o que pregam e que são, justamente, o que condenam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento não me tornar esse tipo de gente, embora sejamos, diariamente, pressionados a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;tornarmo&lt;/span&gt;-nos mentirosos e hipócritas. Quanto à mentira, confesso que a coloquei num pedestal  no qual não sei se ela merece constar. Acho que como tive uma educação cristã e como meu primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;contato&lt;/span&gt; com a filosofia foi por meio de filósofos como Sócrates, Platão e Descartes, sou tendencioso. Acredito que a mesma sacralização que o sexo sofreu por meio do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt;, em vez da banalização que eles costumam pregar que existe hoje em dia, ocorreu com a verdade; no entanto, a sacralização tanto do sexo como da verdade são temas sobre os quais ainda não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;refleti&lt;/span&gt; o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tento não escrever de modo mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;objetivo&lt;/span&gt;, sem minhas costumeiras digressões, mas acho que minha escrita já confunde-se como penso. O mesmo desprezo que as pessoas têm pelas nossas novelas é mostrado pela Globo e pela revista Veja. Se tem uma coisa que odeio é teoria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;conspiratória&lt;/span&gt;. Acho que temos de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;céticos&lt;/span&gt; com relação a tudo, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;ceticismo&lt;/span&gt; exagerado, assim como tudo que seja exagerado, é tolice. Sabe aquelas pessoas que dizem que o homem não foi à Lua, mesmo sabendo nada de Ciência?¹ Existem, também, aquelas que insistem em dizer que a rede Globo é manipuladora, o mesmo vale para a revista Veja etc. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 14/15 anos e era comunista e boicotava os produtos "americanos", também achava isso da Rede Globo e da revista Veja, mas você vai entendendo mais de Economia e de outros assuntos e vai vendo que a coisa não é tão simples. Na época do plebiscito sobre a proibição do comércio de armas, a Veja fez uma matéria intitulada "7 razões para dizer não". Na época, achei um absurdo, dizendo que a revista deveria ter apresentado razões dos dois lados; no entanto, por que uma revista tem de ser imparcial? Ela não pode expressar opinião? Tudo bem que um jornal informativo tem de ser imparcial, mas não vejo por que uma revista deva sê-lo. O interessante é que as pessoas que costumam recriminar a Veja, costumam elogiar a Carta Capital. Esta revista, no entanto, na época da eleição de Lula, disse, abertamente, estar apoiando-no e além do mais, comprei uma edição especial recentemente que no editorial falava mal da Veja! Nunca vi a Veja fazendo isso; além do mais, a qualidade das matérias nem se comparava a nenhuma edição especial que já vi da Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Globo, o trabalho que ela tem feito em diversos âmbitos é de inegável qualidade. Fiquei muito impressionado com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;profissionalidade&lt;/span&gt; da emissora na ocasião da morte do Michael Jackson. Ele morreu numa quinta-feira; no dia seguinte, no programa Globo repórter, houve uma matéria com entrevistas das pessoas que participaram do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;clipe&lt;/span&gt; que ele fez no Brasil. Fiquei boquiaberto com a capacidade de edição do especial em menos de um dia. Nesta semana, o Jornal Nacional está comemorando 40 anos e não se pode deixar de reconhecer o trabalho que a sessão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;jornalística&lt;/span&gt; da Globo tem feito nos últimos anos. Tudo bem que as outras redes televisivas abertas não têm &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;cacife&lt;/span&gt; e nem tradição na área e que só recentemente estão investindo na área, mas isso não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;desqualifica&lt;/span&gt; o trabalho da rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ Se você acredita nesse absurdo, recomendo a leitura deste site:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.projetoockham.org/historia_lua_1.html"&gt;http://www.projetoockham.org/historia_lua_1.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqwbLZZXRzI/AAAAAAAAAJw/OVZmHPPCAXE/s1600-h/D43.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqwbLZZXRzI/AAAAAAAAAJw/OVZmHPPCAXE/s320/D43.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380705537410680626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu ia comentar sobre o último álbum do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Ludov&lt;/span&gt;. Já tinha as músicas mais ou menos comentadas e tudo mais, mas acho que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje ficaria muito longa e, além do mais, gastaria muito tempo pra falar dele aqui, além do que já gastei até aqui. Li num blog de uma amiga sobre o peso da obrigação de escrever com prazos. Espero que continua tendo o prazer de escrever aqui e que isso não se torne um fardo. Minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;net&lt;/span&gt; está meio lenta e demoraria muito tempo para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;disponibilizar&lt;/span&gt; algumas músicas do álbum também. Tenho ouvido e descoberto muita coisa boa e também estou ansioso para ter acesso aos últimos álbuns da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Isabella&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Taviani&lt;/span&gt;, Arnaldo Antunes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Roberta&lt;/span&gt; Sá. Consegui ouvir o último do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; e gostei muito. Acho que ele merece que eu o comente aqui futuramente. Como já mencionei, prefiro comentar artistas que conheça a discografia e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Megadeth&lt;/span&gt; é uma banda que tenho acompanhado faz um tempo já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hoje, colocarei uma música do último álbum da Simone — Na Veia. Gostei muito do álbum, mas acho que o que ela lançou com músicas do Ivan &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Lins&lt;/span&gt; — Baiana da Gema — é insuperável. Eu viciei nessa música. Ela tem uma melodia muito bem feita e é de uma delicadeza sem precedentes. Admiro muito a maneira como a Simone consegue cantar: ela consegue ir do rítmico ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;intimista&lt;/span&gt; e leve sem se perder. Não é qualquer cantora que consegue fazer isso. A grande maioria, quando não se perde totalmente, dá-se melhor numa praia do que em outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui procurar de quem era a canção e qual foi a minha surpresa quando descobri que o compositor é ninguém mais e ninguém menos do que Erasmo Carlos! Esse cara é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;gênio&lt;/span&gt;! Gosto muito do Roberto Carlos, mas, pra mim, ele é a cabeça na dupla de composição Erasmo/Roberto. A canção foi encomendada pela Simone; por isso, não a conhecia ainda. Ele tem outra composição no mesmo álbum, mas, desta vez, com parceria com o Marcos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Valle&lt;/span&gt;. Virei fã do Marcos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Valle&lt;/span&gt; por meio da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;coleção&lt;/span&gt; 50 anos de Bossa Nova da Folha de São Paulo¹. Não o conhecia muito bem antes de ouvi-lo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;cd&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;coleção&lt;/span&gt;. Fiquei com vontade de comentar sobre esse álbum da Simone, mas vou tentar não me empolgar. Na minha opinião, ela é uma das melhores intérpretes da música brasileira. Recomendo-a para quem gosta de boa música. Eis a letra para quem quiser acompanhar:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simone - Migalhas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Erasmo Carlos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sinto muito&lt;br /&gt;      Mas não vou medir palavras&lt;br /&gt;      Não se assuste&lt;br /&gt;    Com as verdades que eu disser&lt;/span&gt;                         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem não percebeu&lt;br /&gt;      A dor do meu silêncio&lt;br /&gt;      Não conhece&lt;br /&gt;      O coração de uma mulher&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não quero mais ser&lt;br /&gt;      Da sua vida&lt;br /&gt;      Nem um  pouco do muito&lt;br /&gt;      De um prazer ao seu dispor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quero ser feliz&lt;br /&gt;      Não quero migalhas&lt;br /&gt;      Do seu amor&lt;br /&gt;      Do seu amor...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem começa&lt;br /&gt;      Um caminho pelo fim&lt;br /&gt;      Perde a glória&lt;br /&gt;      Do aplauso na chegada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como pode&lt;br /&gt;      Alguém querer cuidar de mim&lt;br /&gt;      Se de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;afeto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      Esse alguém não entende nada&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não foi esse o mundo&lt;br /&gt;      Que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;você&lt;/span&gt; me prometeu&lt;br /&gt;      Que mundo tão sem graça&lt;br /&gt;      Mais confuso do que o meu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;       &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não adianta nem tentar&lt;br /&gt;      &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Maquiar&lt;/span&gt; antigas falhas&lt;br /&gt;      Se todo o amor&lt;br /&gt;      Que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;você&lt;/span&gt; tem pra me oferecer&lt;br /&gt;      São migalhas, migalhas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ &lt;a href="http://bossanova.folha.com.br/colecao.html"&gt;http://bossanova.folha.com.br/colecao.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/27fbe401-344e-49df-80ed-971cdad92e74&amp;amp;theName=Simone - Na veia - Migalhas&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=27fbe401-344e-49df-80ed-971cdad92e74"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Get&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;this&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;widget&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/27fbe401-344e-49df-80ed-971cdad92e74/Simone---Na-veia---Migalhas/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Track&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;details&lt;/span&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;eSnips&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;DNA&lt;/span&gt;    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-8865550476717880004?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/8865550476717880004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/09/o-que-e-primeiro-nao-e-plenitude-do-ser.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8865550476717880004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/8865550476717880004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/09/o-que-e-primeiro-nao-e-plenitude-do-ser.html' title='Citações, hipocrisias e migalhas'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Sqv4vmKwZhI/AAAAAAAAAJo/cBfBySFiB5I/s72-c/caminho+das+%C3%ADndias.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-6928997192889245536</id><published>2009-09-05T15:02:00.000-03:00</published><updated>2009-09-05T19:24:34.928-03:00</updated><title type='text'>Esperanza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqKo1DyqvZI/AAAAAAAAAJY/xXVt4siK2e4/s1600-h/Esperanza_Spalding_Esperanza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 280px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqKo1DyqvZI/AAAAAAAAAJY/xXVt4siK2e4/s320/Esperanza_Spalding_Esperanza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378046534538149266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conheci a cantora, compositora e contrabaixista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Esperanza&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Spalding&lt;/span&gt; quando vi o Milton Nascimento elogiando-a na TV por ocasião do TIM Festival do ano passado, mas só nesta semana fui ouvir o último álbum dela, lançado em maio do ano passado. Não sei como pude passar tanto tempo sem ouvir a preciosidade que é essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;musicista&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das últimas artistas do jazz que surgiram nos últimos anos, ela é, sem sombra de dúvida, a mais talentosa na minha humilde opinião. Entrei em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contato&lt;/span&gt; com o jazz tardiamente quando comparado com outros estilos musicais. O meu professor de bateria[1], na época, introduziu-me ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Fusion&lt;/span&gt;[2] e, por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;conseqüência&lt;/span&gt;, ao jazz. Com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;coleção&lt;/span&gt; que comprei da Folha de São Paulo [3]— que tem o costume de lançar excelentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;coleções&lt;/span&gt; —, conheci um pouco mais sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gênero&lt;/span&gt;, mas admito que não conheço tão bem quanto outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;gêneros&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, contudo, que a desenvoltura com que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Esperanza&lt;/span&gt; consegue tocar e cantar deve  confirmar minha afirmação de que ela é a mais talentosa da nova geração do jazz. Até porque ela compõe muito bem também, o que é um diferencial. O referido álbum, de 12 músicas, possui 9 de sua autoria. O cosmopolitismo do álbum é outro fato que me atraiu bastante, dado o fato dela cantar na sua língua materna — Inglês —, em Espanhol e em Português. A pronúncia dela é muito boa. Ela canta duas músicas em Português no álbum. Colocarei "Samba em prelúdio" de Vinicius e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Baden&lt;/span&gt; porque é a que a pronúncia dela fica mais evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar sobre a biografia prodigiosa dela: uma consulta a um Google da vida fornecerá todas as façanhas dela, como, por exemplo, ser a professora mais jovem da prestigiosa escola de música &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Berklee[4]&lt;/span&gt;. É evidente, no álbum, a influência que a Música Brasileira tem sobre ela. Na minha, mais uma vez humilde, opinião, a nossa música é a melhor em do mundo em todos os sentidos e não faço isso porque sou brasileiro, até porque nunca fui muito chegado a nacionalismo. Não comentarei o álbum inteiro, mas para quem gosta de jazz ou mesmo para quem não tem muita afinidade com o ritmo, é uma boa pedida. Colocarei aqui, também, a música "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Cuerpo&lt;/span&gt; y Alma" que não é de autoria da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Esperanza&lt;/span&gt;, mas que é uma das melhores do álbum. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Impressionante&lt;/span&gt; como ela consegue apropriar-se da Língua Espanhola de tal maneira que parece que o jazz surgiu no seio desta língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/e160e4dc-94de-43cc-9377-2f5497572084&amp;amp;theName=Esperanza Spalding - 12 - Samba Em Prelúdio&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=e160e4dc-94de-43cc-9377-2f5497572084"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Get&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;this&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;widget&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/e160e4dc-94de-43cc-9377-2f5497572084/Esperanza-Spalding---12---Samba-Em-Prel%C3%BAdio/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Track&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;details&lt;/span&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;eSnips&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;DNA&lt;/span&gt;    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/2b4383d0-27bb-4aed-9066-70cd37fb7ff5&amp;amp;theName=Esperanza Spalding - 05 - Cuerpo y Alma [Body &amp;amp; Soul]&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=2b4383d0-27bb-4aed-9066-70cd37fb7ff5"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Get&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;this&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;widget&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/2b4383d0-27bb-4aed-9066-70cd37fb7ff5/Esperanza-Spalding---05---Cuerpo-y-Alma-%5BBody--Soul%5D/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Track&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;details&lt;/span&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;eSnips&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;DNA&lt;/span&gt;    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.verafigueiredo.com.br/danieloliveira_index.htm"&gt;http://www.verafigueiredo.com.br/danieloliveira_index.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêem uma olhada neste vídeo em que ele explica a relação entre o Jazz e a bateria:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=b_x2eM6lbdg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=b_x2eM6lbdg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro vídeo sobre Jazz e bateria, com destaque para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Swing&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HLFxBVw43_8&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=HLFxBVw43_8&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;feature&lt;/span&gt;=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Bebop&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Cool&lt;/span&gt; Jazz:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EsQa7YP6Ekk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=EsQa7YP6Ekk&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;feature&lt;/span&gt;=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xGtAHhHKl24&amp;amp;feature=SeriesPlayList&amp;amp;p=29DB67ADB50FF0CB"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fusion_%28music%29"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Fusion_%28music%29&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu referido professor fala um pouco sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Fusion&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xGtAHhHKl24&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xGtAHhHKl24&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://jazz.folha.com.br/musicos/"&gt;http://jazz.folha.com.br/musicos/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vídeo fala um pouco sobre ela. Sou eternamente agradecido ao Pat Metheny por tê-la convencido a seguir a carreira da música&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2ZI7iPynrEM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2ZI7iPynrEM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palhinha de um cover que ela fez de uma música do genial Stevie Wonder:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-lNE7jWA5AE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-lNE7jWA5AE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqK6NjhmGWI/AAAAAAAAAJg/Mv9saC0E0is/s1600-h/filmes.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqK6NjhmGWI/AAAAAAAAAJg/Mv9saC0E0is/s320/filmes.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378065647071009122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vi dois filmes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;espetaculares&lt;/span&gt; nesta semana. Um é um terror, sendo classificado por alguns como "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;terrir&lt;/span&gt;" e outro é um drama. Não conhecia o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;gênero&lt;/span&gt; "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;terrir&lt;/span&gt;" até então. Uma amiga da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Dani&lt;/span&gt; falou que o filme fazia parte do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;gênero&lt;/span&gt; e fui pesquisar. São filmes de terror marcado por cenas absurdas e exageradas que têm a proposta de fazer rir[1]. O interessante é que o termo foi cunhado por um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;diretor&lt;/span&gt; brasileiro — Ivan Cardoso. Dentro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;gênero&lt;/span&gt; Horror, existe um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;subgênero&lt;/span&gt;, que começa com a letra g se não me engano, que poderia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;caracterizar&lt;/span&gt; as cenas grotescas de "Arraste-me para o inferno"; no entanto, infelizmente, não consigo lembrar-me de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site Omelete[2] deu 4 ovos para os dois filmes. Não li as resenhas antes de ver os filmes, mas fui vê-los sabendo da enorme chance dos filmes serem bons, já que minhas opiniões costumam coincidir com as do site — diferentemente do que ocorreu com o julgamento da revista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;SET&lt;/span&gt;[3] que comprei nesta semana. Gostei da revista, mas quase nenhuma opinião minha coincidia com a a da revista. De qualquer forma, é bom ver pensamentos discordantes dos seus. Voltando ao filme, gosto muito de qualquer forma de arte que envolva a dicotomia céu e inferno, Deus e o Diabo etc. . São muitas as obras literárias que já li por causa dessa minha afinidade com o tema. Li Cervantes, John Milton, Goethe, Tim &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;LaHaye&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Jerry&lt;/span&gt; B. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Jenkins&lt;/span&gt; com essa motivação agregada a outros interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que foi o melhor filme de terror que já vi. Excelente trilha sonora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;atuações&lt;/span&gt; muito boas e um roteiro surpreendente. Adoro reviravoltas nos filmes. O final, que não contarei aqui, foi avassalador! O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;diretor&lt;/span&gt; responsável é o mesmo que dirigiu a franquia Homem Aranha. Não sou muito chegado ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;gênero&lt;/span&gt; porque nunca senti medo ou coisa do tipo ao assistir esses filmes; no máximo, tomo uns sustos por causa do som mais alto em certas horas. Acho que isso se deve ao fato d'eu ter tido uma infância permeada de filmes ilícitos que via escondido na Manchete, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Band&lt;/span&gt; e afins. Quando o filme era pra maior de 18 anos — quando era criança, era muito comum classificarem os filmes assim —, fazia questão de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filme atraiu-me pelo título em Francês — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Le&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;chant&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;des&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;mariées&lt;/span&gt;. Sempre que posso, tento ver filmes franceses para treinar o meu entendimento da língua; contudo, o filme, embora tenha alguns trechos em Alemão e Francês, é falado, basicamente, em Árabe. Não sei se a Língua Árabe tem alguma coisa a ver com a Língua Francesa ou se a mistura era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;proposital&lt;/span&gt; no filme, mas entendia várias coisas em Francês misturadas ao Árabe. O filme é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;polêmico&lt;/span&gt;: traz como pano de fundo religião, guerra, sexo, nudez. Há uma cena em que se mostra a depilação nas regiões íntimas de uma menina por conta de seu casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor parte do filme para mim foi aquela em que houve &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;confrontamento&lt;/span&gt;  entre interpretações do Alcorão. Duas amigas são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;protagonistas&lt;/span&gt; no filme. Uma é judia e outra é muçulmana. Esta casar-se-á com o primo que ama e a outra, com um médico que será solução para as dívidas de sua mãe. Uma inveja a vida da outra. A muçulmana aprende a ler árabe com o namorado e começa a ler o Alcorão por recomendação deste. Ela lê, então, o seguinte trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(39) Eis o que da sabedoria te inspirou teu Senhor: Não tomes, junto com Deus,&lt;br /&gt;outra divindade, porque será arrojado no inferno, censurado, rejeitado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, a tradução apresentada é melhor, mas a que encontrei para transcrever aqui foi esta. Após ler tal trecho, ela se afasta da amiga. Num dia, enquanto estava escondida lendo o Alcorão no quarto de seu pai enquanto ele dormia, este acorda e pergunta a ela o que ela estava lendo. Ao ver o que sua filha lia, ele vira algumas páginas e manda ela ler o seguinte trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(62) Os fiéis, os judeus, os cristãos, e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;sabeus&lt;/span&gt;, enfim todos os que crêem&lt;br /&gt;em Deus, no Dia do Juízo Final, e praticam o bem, receberão a sua recompensa&lt;br /&gt;do seu Senhor e não serão presas do temor, nem se atribuirão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, então, aliviada, agradece ao seu pai. O namorado dela estava trabalhando com soldados nazistas e estava impregnado de preconceito e ódio pelos judeus. A lição que tirei disso foi que as pessoas enxergam o que querem nas coisas. Elas não são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;objetivas&lt;/span&gt;. Quem quiser encontrar motivações para o ódio num texto, há de encontrar e quem quiser encontrar motivações para ser amável e tolerante, da mesma forma, há de encontrar. O interessante é que o Islamismo que é tido por intolerante e fundamentalista é muito mais tolerante do que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; em certo ponto, já que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; diz que o judeu e o muçulmano vão para o inferno e o Islamismo não diz isso, como se pode ver no trecho transcrito acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me interesso muito por religião. Li a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;coleção&lt;/span&gt; da revista História Viva intitulada Grandes Religiões[4] e aprendi um pouco mais sobre várias religiões. Há alguns anos, tive a iniciativa de ler o Alcorão, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Bhagavad&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Gita&lt;/span&gt;, texto do hinduísmo, e até a Bíblia satânica eu comecei a ler, mas não a li toda. Li, também, alguns volumes da Doutrina Secreta escrita pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Blavatsky&lt;/span&gt; porque alguns colegas da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;UnB&lt;/span&gt; comentaram sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Teosofia&lt;/span&gt; e eu não conhecia. Acho que só podemos criar a tolerância quando deixarmos de ser ignorantes quanto àquilo que não conhecemos. Fico indignado quando as pessoas falam da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Umbanda&lt;/span&gt; ou do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Candomblé&lt;/span&gt;, dizendo que eles fazem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;macumba&lt;/span&gt; etc. . A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;macumba&lt;/span&gt; é um instrumento musical e os cultos das religiões afro-brasileiras eram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;caracterizados&lt;/span&gt; pelo toque desse instrumento de percussão. As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;macumbas&lt;/span&gt;, portanto, não são práticas para fazer mal aos outros simplesmente. É claro que existem correntes adeptas de rituais para causar mal aos outros, mas não entendo por que as pessoas falam de Apolo, Afrodite de uma maneira e tratam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;Iemanjá&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Oxum&lt;/span&gt; e outros de outra forma. Para mim, isso ocorre por causa do preconceito incutido na sociedade brasileira com relação à cultura negra. A mesma coisa acontece com algumas palavras que se originaram de palavras africanas como, por exemplo, a palavra "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;sacanagem&lt;/span&gt;" que vem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;dialeto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Quicongo&lt;/span&gt; e que, tida por palavra torpe por alguns, significa, simplesmente, diversão, brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias as traduções de nomes de filmes que não entendo. Acho que a tradução literal em vez de "Uma canção de amor" ficaria muito melhor. Enfim, o filme termina de uma maneira muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;significativa&lt;/span&gt;. As amigas abraçam-se num abrigo contra ataques aéreos. Uma intercede a Deus por meio de frases próprias do Islamismo e a outra por meio do Judaísmo. A mensagem da tolerância tem de ser repassada nos dias de hoje com engajamento. Discutindo com meu tio, que tem doutorado em Teologia, ele me disse certa vez que toda forma de fundamentalismo foi prejudicial na História. Concordo plenamente com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terrir"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Terrir&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.omelete.com.br/"&gt;http://www.omelete.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.set.edicaoeletronica.com.br/"&gt;http://www.set.edicaoeletronica.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4] &lt;/span&gt;&lt;a href="https://ssl430.locaweb.com.br/clubeduetto/loja/categoria.asp?fml=3&amp;amp;ctgr=47"&gt;https://ssl430.locaweb.com.br/clubeduetto/loja/categoria.asp?fml=3&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;ctgr&lt;/span&gt;=47&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-6928997192889245536?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/6928997192889245536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/09/esperanza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/6928997192889245536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/6928997192889245536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/09/esperanza.html' title='Esperanza'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SqKo1DyqvZI/AAAAAAAAAJY/xXVt4siK2e4/s72-c/Esperanza_Spalding_Esperanza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-4378795207127889318</id><published>2009-08-29T11:40:00.001-03:00</published><updated>2010-12-14T00:02:32.464-02:00</updated><title type='text'>Suicídio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SplGREUFA9I/AAAAAAAAAJI/KBOcYq0Nsuc/s1600-h/1229141940_suicidio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 277px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SplGREUFA9I/AAAAAAAAAJI/KBOcYq0Nsuc/s320/1229141940_suicidio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375404889273074642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Suicídio, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Édouard&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Manet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Faz algum tempo que me interesso pelo assunto que intitula a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje. Tentei recordar-me desde quando comecei a sentir-me atraído pelo suicídio. Fiz uma recapitulação de minhas memórias e acredito que cheguei a um ponto inicial. Tinha 14 anos de idade, estava na oitava série, quando li a Carta-testamento do Getúlio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Vargas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;. Achei muito poética a carta e a primeira coisa que pensei involuntariamente foi: "Se um dia eu me matar, eu vou escrever uma carta como esta" — acho estranho colocar aspas em algo que eu mesmo disse. O engraçado é que quando pensei isso não tinha nenhuma intenção de morrer ou coisa do tipo. Desde criança, fui educado com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;idéia&lt;/span&gt; de que quem se mata vai pro inferno. Nunca entendi bem o porquê disso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;       Estou cursando a matéria História da Filosofia Antiga na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;UnB&lt;/span&gt; e a professora, comentando sobre os estóicos, citou um livro intitulado "Os filósofos e o suicídio"&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;. Não terminei a leitura, mas, por enquanto, está sendo uma leitura maravilhosa. O livro tem muitas referências. Fiquei feliz em ver que a maioria delas são em Língua Francesa, já que tenho conhecimento dela. Fiquei triste, contudo, com o fato de que mais um assunto que eu achava poder ser um campo para eu estudar e dar alguma contribuição original já foi discutido. Sempre gostei muito de cinema e sempre, no meu íntimo, tinha a impressão de que a Filosofia estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;intrinsecamente&lt;/span&gt; ligada à linguagem do cinema. Aí eu achei o livro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Julio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Cabrera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt; — professor da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;UnB&lt;/span&gt; — e vi que alguém já tinha discorrido sobre o tema. Quanto ao suicídio, já tinha lido o excelente livro do Albert &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Camus&lt;/span&gt; — "O mito de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference" style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;. Colocarei aqui um trecho da primeira página do livro:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;"Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. Trata-se de jogos; é preciso primeiro responder. E se é verdade, como quer Nietzsche, que um filósofo, para ser estimado, deve pregar com o seu exemplo, percebe-se a importância dessa resposta, porque ela vai anteceder o gesto definitivo. São evidências sensíveis ao coração, mas é preciso ir mais fundo até torná-las claras para o espírito".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   Quando comecei a ler o trecho transcrito, fiquei boquiaberto: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Camus&lt;/span&gt; tinha dito em palavras o que estava em meu espírito e que eu mesmo não me dava conta. Concordo com ele quanto à importância do tema. Na época da minha leitura de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Camus&lt;/span&gt;, comprei o livro "O Suicídio" do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Durkheim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;, mas não consegui lê-lo todo: achei a leitura muito chata. Voltando ao livro sugerido pela minha professora, ele tem uma discussão sobre o tema no âmbito religioso, especificamente no contexto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt;. A Bíblia não é muito clara quando o assunto é suicídio. Em primeiro lugar, é importante estudar a etimologia da palavra "suicídio". Antes de seu surgimento, outros termos eram utilizados, sendo que o termo "suicídio" faz, claramente, referência ao termo "homicídio", que, por sua vez, traz consigo grande carga negativa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;conotativamente&lt;/span&gt;. O termo "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;suicidium&lt;/span&gt;" apenas aparece, pela primeira vez, no século XVII.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   Personagens bíblicos como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Saul&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Abimeleque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;, Sansão&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;entre outros cometem o suicídio; no entanto, seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;atos&lt;/span&gt; foram vistos como heróicos. O interessante é que os textos de  1º e 2º Macabeus, que não estão na Bíblia dos protestantes, trazem a descrição do suicídio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Eleazar&lt;/span&gt; e Razias. Esse fato, talvez, tenha tido alguma importância na constituição do cânon bíblico protestante. A questão é que nenhum texto do Novo Testamento traz uma reprovação explícita ao ato e antes de Santo Agostinho havia apenas posições ambíguas sobre o tema. A própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;trajetória&lt;/span&gt; de Jesus traz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ambigüidades&lt;/span&gt; que não se limitam às nossas interpretações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;atuais&lt;/span&gt;. No texto de João 8.21-22. — utilizando a tradução da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;NVI&lt;/span&gt; —, diz o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;"Mais uma vez, Jesus lhes disse: 'Eu vou embora, e vocês procurarão por mim, e morrerão em seus pecados. Para onde vou, vocês não podem ir'. Isso levou os judeus a perguntarem: 'Será que ele irá matar-se? Será por isso que ele diz: 'Para onde vou, vocês não podem ir'?' ".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;(Não gosto de usar parênteses e nem é aconselhável, mas farei uso dele aqui. Precisaria utilizar aspas triplas no trecho acima! Para quem não sabe, as aspas simples [ ' ] são utilizadas para citações dentro de citações.)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   O próprio sacrifício de Cristo, tendo-se por base falas dele como "ninguém tira a minha vida; eu a dou livremente" — João 10.18 — geram a pergunta se o próprio Jesus cometeu um suicídio. Quando se entra nessa questão, alguns estudiosos diferem o sacrifício do suicídio. Sócrates, por exemplo, cometeu, também, um suicídio? Algumas pessoas tendem a tratar o ato do suicídio com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;reducionismo&lt;/span&gt; extremamente simplista. Antes de ler algumas coisas sobre Psicologia, achava que quem procurava psicólogo era fraco e que não tinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;inteligência&lt;/span&gt; suficiente pra lidar com os próprios problemas. Depois das minhas leituras, contudo, fiquei curioso em saber como era ter uma consulta com um psicólogo e insisti com minha mãe que queria ver uma. Foi uma experiência muito interessante. Focar-me-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;ei&lt;/span&gt;, no entanto, apenas num determinado aspecto dela. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   A psicóloga perguntou-me qual era o meu problema e citei o fato de que tinha alguns problemas existenciais e que não via muito sentido na vida. Eu racionava em termos práticos. Se você tem substâncias e quer um produto, qual o sentido de retardar o que você quer por finalidade? Em outros termos, se a morte é inevitável, por que retardá-la? Hoje, eu não penso desta maneira, inclusive, dentro da Química, pensei no caso do Banho-Maria, em que é interessante não obter o produto imediatamente. A psicóloga fez algumas perguntas pra mim partindo de estereótipos, mas eu não me enquadrava em nenhum deles. Ela me perguntou se eu tinha depressão e eu disse que não. Ela tinha perguntado antes o que eu fazia e, na época, cursava Física. Ela disse que deveria ter mais facilidade com contas etc. e eu disse que tinha escolhido Física, justamente, porque ela me desafiava intelectualmente e que o resto era muito fácil. Enfim, ela não acertava nada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   Citei essa experiência em particular pra dizer que mesmo os especialistas na área não estão livres de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;reducionismos&lt;/span&gt;. Voltando à questão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt;, Santo Agostinho utilizou o mandamento de que não se deve matar para dizer que o suicídio é pecado, já que matar a si mesmo está incluído em matar simplesmente. Gosto muito de Agostinho. O que mais gosto nele é o uso que ele faz da Lógica. Outro pensador do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Cristianismo&lt;/span&gt; a tratar o suicídio como pecado foi Tomás de Aquino. Na sua Suma Teológica, ele faz um resumo dos principais argumentos utilizados contra o suicídio, dizendo que ele vai de encontro a três aspectos: individual, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;coletivo&lt;/span&gt;, no que se refere à sociedade, e teológico. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Hume&lt;/span&gt; — um filósofo que, recentemente, entrou na minha lista de favoritos — opõe-se aos argumentos contra o suicídio de forma perspicaz. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;   Na Literatura, o assunto foi abordado por vários escritores; entre eles, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Dostoiévski&lt;/span&gt;, Simone de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Beauvoir&lt;/span&gt;, Victor Hugo, Goethe etc. . Este tem um livro chamado Os Sofrimentos do Jovem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Werther&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[9] &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt; que recomendo muito. Na época de sua publicação, o efeito foi tamanho que houve uma onda de suicídios na Europa. Ele me faz lembrar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Egésia&lt;/span&gt;, conhecido como "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;peisithánatos&lt;/span&gt;", o que persuade a morrer. Ele foi proibido de ensinar pelo rei Ptolomeu, por volta do século IV a.C., pois vários de seus ouvintes matavam-se quando conheciam sua doutrina. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;  Já escrevi um conto chamado "O suicida"&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;[10] &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;e nesta semana compus uma música chamada "Morte de si", um dos termos utilizados no lugar de "suicídio". Vendo uma entrevista da cantora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Aline&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Calixto&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Jô&lt;/span&gt; Soares, fiquei com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;idéia&lt;/span&gt; de gravar minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;idéias&lt;/span&gt; quando elas vierem para não perdê-las — na entrevista, a cantora contou uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;cômica&lt;/span&gt; história sobre gravar uma melodia que tinha criado dentro de uma igreja. Eu estava dirigindo e veio-me uma melodia com as palavras "Covarde? Eu?". Peguei meu celular quando parei num sinal e gravei-a. Quando cheguei em casa, peguei o violão e comecei a trabalhar em cima dela. As músicas, geralmente, nunca ficam do jeito que as penso originalmente, principalmente porque fico com pressa de vê-la pronta. A letra dessa, em particular, foi a maior que já escrevi. Colocarei-a aqui e comentarei alguns trechos da letra, embora não goste de fazer isso, já que inibo as possíveis interpretações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;Morte de si&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Composição: Fábio Salgado)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covarde? Eu? Por não querer jogar&lt;br /&gt;O tolo jogo de vocês?&lt;br /&gt;Por não me prender ou me esconder&lt;br /&gt;Numa cela que encerra e me enterra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covarde? Eu? Por não prescrever pra mim&lt;br /&gt;Um futuro que não seja obscuro?&lt;br /&gt;Por não entender que todo mundo&lt;br /&gt;Tem uma bela que o espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covarde? Eu? Por não compreender&lt;br /&gt;Que mesmo a vida sendo tão escassa é tão rara?&lt;br /&gt;Covarde? Eu? Por esquecer que talvez a vida&lt;br /&gt;Valha a pena e que talvez um dia entre em cena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;No palco que é a vida não sei se eu quero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;protagonista&lt;/span&gt; nem mesmo sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Se quero só vê-la passando por mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Não escolhi vir à vida, mas posso escolher morrer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covardes sois por temerdes fazer, simplesmente,&lt;br /&gt;O que escolhestes;&lt;br /&gt;Por intrometerdes naquilo que está&lt;br /&gt;Selado, encerrado e enterrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covardes dois por verdes tanto sentido&lt;br /&gt;Onde tudo está perdido;&lt;br /&gt;Por beberdes da fonte da água&lt;br /&gt;Da mentira e da hipocrisia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covardes sois por não compreenderdes&lt;br /&gt;Que mesmo a vida sendo escassa não é rara.&lt;br /&gt;Covardes sois por esquecerdes que uma vida&lt;br /&gt;Que não é questionada nunca entrará de fato em cena...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Intitulei a música como "morte de si" porque achei muito poética essa forma alternativa de chamar um ato de suicídio. No segundo verso, quis dar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;idéia&lt;/span&gt; de alguém que não vê o futuro de outra forma que não seja um futuro tenebroso e que nem na possibilidade do amor ele se prende pra poder dar um pouco de sentido à vida. Na preparação ao refrão, fiz um jogo com escassez e raridade. A palavra "rara" designa algo que é escasso, mas também valioso. No refrão, quando digo "não escolhi vir à vida, mas posso escolher morrer", faço menção à liberdade que o ato de matar-de representa. Sempre achei interessante identificar o suicídio com um ato supremo do exercício da liberdade. No livro que estou lendo, essa identificação é discutida em algumas partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte com os conjuntos de versos depois do refrão eu mudei o jogo. Em vez da defesa na primeira parte, a acusação e em vez da afirmação daquilo que se deixou de fazer, a afirmação daquilo que se faz para ser, de fato, covarde. Usei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;idéia&lt;/span&gt; de covardia, justamente, para simbolizar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;reducionismo&lt;/span&gt; de que já falei aqui. Na nova preparação ao refrão, faço menção a Platão: "Uma vida não questionada não merece ser vivida". Não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;destrincharei&lt;/span&gt; por completo a música porque gosto da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;idéia&lt;/span&gt; de que alguém consiga descobrir as mensagens que deixo nelas. É importante ressaltar que na arte existe algo chamado "eu-lírico". É claro que muita coisa que escrevo é resultado da minha vida pessoal, mas sou muito feliz e não penso em suicídio; aliás, apenas penso nele como um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;objeto&lt;/span&gt; de estudo filosófico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5gB5_VKUxeM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5gB5_VKUxeM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Para quem nunca a leu, ela está disponível na Wikipédia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta-testamento_de_Get%C3%BAlio_Vargas"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta-testamento_de_Get%C3%BAlio_Vargas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2611599&amp;amp;sid=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=116DA155&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2611599&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;sid&lt;/span&gt;=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=116DA155&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7013785&amp;amp;sid=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=191EEAD7&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=7013785&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;sid&lt;/span&gt;=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=191&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;EEAD&lt;/span&gt;7&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=160646&amp;amp;sid=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=1D371F77&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=160646&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;sid&lt;/span&gt;=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=1D371F77&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=327269&amp;amp;sid=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=29E75E46&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=327269&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;sid&lt;/span&gt;=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=29E75E46&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[7] &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;1 Samuel 31.4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Juízes 9.54&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1861283&amp;amp;sid=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=2D6160C7&amp;amp;uid="&gt;http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1861283&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;sid&lt;/span&gt;=97218815711829426242497653&amp;amp;k5=2D6160C7&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;uid&lt;/span&gt;=&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:78%;"&gt;[10] &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://fabiosal.flogbrasil.terra.com.br/foto14339730.html"&gt;http://fabiosal.flogbrasil.terra.com.br/foto14339730.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sei que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;postagem&lt;/span&gt; de hoje está longa, mas como o espaço aqui é meu, utilizo-o como quiser. Já me bastam as linhas que não posso ultrapassar em textos oficiais. Acho que será a primeira vez que posto aqui falando de um assunto só. Não posso deixar de comentar sobre uma música do Legião Urbana que tem tudo a ver com suicídio. Há um debate sobre se o personagem da música cometeu ou não o suicídio. Acredito que sim, já que a música termina como se ele tivesse adentrado, de fato, no mar. A música é uma das minhas favoritas. Gosto de ouvi-la, especialmente, nos momentos tristes. A versão que consegui pra colocar aqui é a que mais gosto, que está no álbum "Como é que se diz eu te amo"; no entanto, a gravação não está muito boa infelizmente. Não consegui hospedar a música no site e procurei alguém que já o tivesse feito. Colocarei a letra aqui para vocês acompanharem enquanto a ouvem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;"&gt;Legião Urbana - Vento no litoral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Composição: Dado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Villa&lt;/span&gt;-Lobos/Renato Russo/Marcelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Bonfá&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De tarde quero descansar&lt;br /&gt;Chegar até a praia e ver&lt;br /&gt;Se o vento ainda esta forte&lt;br /&gt;E vai ser bom subir nas pedras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sei que faço isso pra esquecer&lt;br /&gt;Eu deixo a onda me acertar&lt;br /&gt;E o vento vai levando&lt;br /&gt;Tudo embora...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agora está tão longe&lt;br /&gt;ver a linha do horizonte me distrai&lt;br /&gt;Dos nossos planos é que tenho mais saudade&lt;br /&gt;Quando olhávamos juntos&lt;br /&gt;Na mesma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;direção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aonde está você agora&lt;br /&gt;Alem de aqui dentro de mim...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agimos certo sem querer&lt;br /&gt;Foi só o tempo que errou&lt;br /&gt;Vai ser difícil sem você&lt;br /&gt;Porque você esta comigo&lt;br /&gt;O tempo todo&lt;br /&gt;E quando vejo o mar&lt;br /&gt;Existe algo que diz&lt;br /&gt;Que a vida continua&lt;br /&gt;E se entregar é uma bobagem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já que você não está aqui&lt;br /&gt;O que posso fazer&lt;br /&gt;É cuidar de mim&lt;br /&gt;Quero ser feliz ao menos,&lt;br /&gt;Lembra que o plano&lt;br /&gt;Era ficarmos bem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eieieieiei!&lt;br /&gt;Olha só o que eu achei&lt;br /&gt;Humrun&lt;br /&gt;Cavalos-marinhos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sei que faço isso&lt;br /&gt;Pra esquecer&lt;br /&gt;Eu deixo a onda me acertar&lt;br /&gt;E o vento vai levando&lt;br /&gt;Tudo embora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/2a14f7d8-b0d7-4e0b-a633-e2558b5333ec&amp;amp;theName=LEGIÃO URBANA - VENTO NO LITORAL&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=2a14f7d8-b0d7-4e0b-a633-e2558b5333ec"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/2a14f7d8-b0d7-4e0b-a633-e2558b5333ec/LEGI%C3%83O-URBANA---VENTO-NO-LITORAL/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Spnvhxe3J6I/AAAAAAAAAJQ/VzWBXFbZ5nU/s1600-h/mag_twolovers_mech_7_sml-%282%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/Spnvhxe3J6I/AAAAAAAAAJQ/VzWBXFbZ5nU/s320/mag_twolovers_mech_7_sml-%282%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375590993740900258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A postagem era para ter terminado com a música do Legião Urbana, mas vi um excelente filme que, coincidentemente, abordou o tema do suicídio de forma belíssima. Existe, inclusive, uma cena que remete à referida música do Legião em que o protagonista encontra-se aos prantos em frente ao mar pensando na possibilidade de matar-se.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Gray, o mesmo diretor e roteirista do, também, excelente "Os Donos da noite", é o responsável pela direção de "Amantes" e divide os créditos do roteiro com Ric Menello. O filme conta com as ótimas atuações de Joaquin Phoenix — ele bem que poderia esquecer a idéia de abandonar o cinema pelo rap —, Gwyneth Paltrow entre outros. Gostei muito da trilha sonora. Ainda estou tentando baixá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard, personagem interpretado pelo Joaquin, não foi muito criativo ao tentar suicidar-se. Eu o recomendaria um livro que encontrei neste ano chamado "The peaceful pill handbook" que dá dicas de como fazê-lo. Existe, também, um livro japonês chamado "The complete manual of suicide" com o mesmo intuito. Só tive acesso àquele, mas tentarei baixar este para matar a curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para não delongar mais recomendo muito o filme. São muitas as lições e reflexões que podem ser tiradas dele; por exemplo, sobre como a vida nos oferece opções de refúgio e estabilidade contrastadas com opções de pleno exercício de nossa liberdade, mas que oferecem riscos com os quais devemos estar dispostos a arcar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-4378795207127889318?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/4378795207127889318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/08/suicidio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4378795207127889318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4378795207127889318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/08/suicidio.html' title='Suicídio'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SplGREUFA9I/AAAAAAAAAJI/KBOcYq0Nsuc/s72-c/1229141940_suicidio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-7898904884508826350</id><published>2009-08-22T10:39:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T19:27:18.902-03:00</updated><title type='text'>Felicidade dentro de si</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      Cada vez mais, vejo que não sou físico, nem matemático e, contrariamente ao que muitos devem pensar, nem filósofo. Almejo a erudição. Sou polímata, indivíduo que estuda muitas ciências — palavra que aprendi na Língua Inglesa e com a qual fiquei muito feliz ao ver que havia uma correspondente em nossa língua. Foi com Descartes, autor da frase que uso como título deste blog, que comecei a empreender a tarefa de conhecer sem subdividir o conhecimento, até porque a natureza de modo unificado. Com o passar do tempo, aprendi acontecimentos históricos que justificariam minhas convicções, como, por exemplo, o advento do Toyotismo em detrimento do modelo fordista. Além do mais, a grande maioria dos grandes homens da História que admiro eram polímatas — vide Gauss, William Rowan Hamilton, Roger Penrose, Poincaré, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;    Acredito que se as pessoas tivessem uma visão universal do conhecimento, muitas coisas seriam resolvidas. Não haveria alunos dizendo que gostam de uma matéria e odeiam outra e não haveria pessoas que desconhecem as regras gramaticais de sua Língua. Se tem uma coisa que me indigna é quando vejo pessoas defendendo a língua coloquial e rebaixando a norma culta. Tudo bem que várias regras são completamente aleatórias, levando-se em consideração apenas aspectos lógicos, mas a norma culta evita várias ambigüidades, facilitando a transmissão do que se quer dizer. Podem me chamar de alienado etc. , mas as pessoas querem criar no Brasil uma situação que, simplesmente, não existe aqui. Não digo que o preconceito não existe, mas ele existe de forma muito mais atenuada do que em outros países. Digo isso pensando nas pessoas que defendem as cotas. Vou ser breve no que se refere a isso, até porque acho essa discussão muito óbvia. Se houvesse um programa eficaz a longo prazo de investimento nos ensinos Fundamental e Médio, até que poderia existir um programa de cotas paliativo; no entanto, não acredito que a "cor" seria um bom diferenciador para inclusão num sistema de cotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sempre que as pessoas tratam os menos privilegiados socialmente e economicamente como coitadinhos, cito o exemplo do meu pai. Ele nasceu no interior da Bahia, só estudado até a quarta série com 17 anos de idade. Ele veio pra Brasília, estudou, graduou-se em Direito e hoje está muito bem de vida. Quem tem força de vontade, faz qualquer coisa. Transcreverei aqui uma citação retirada do filme "Prova de fogo" que achei muito interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nosso maior medo não é o de sermos inadequados. Nosso maior medo é o de sermos fortes demais. Perguntamos a nós mesmos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso e fabuloso?'. Na verdade, quem é você para não ser? Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. E, deixando nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos a outras pessoas permissão para fazerem o mesmo.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Assisti a uma palestra do Steven Dubner¹ tratando sobre os deficientes físicos e a ADD — associação desportiva para deficientes². Aquela historieta de que um homem reclamava de que não tinha calçados até encontrar alguém que não tinha pés é uma balela: sempre haverá alguém pior do que você. O cara sem pés poderá, então, contentar-se por ver alguém cego e sem pés; este, por sua vez, contentar-se-á ao ver alguém sem pés, cego e maneta e assim por diante. Encontrar alguém pior do que você não é justificativa para nada; no entanto, a palestra fez-me ver as coisas por outra perspectiva. Ele mostrou exemplos de pessoas sem braços e pernas que viviam sozinhas, viravam-se como podiam e eram extremamente felizes. Nas paraolimpíadas, houve casos de nadadores sem braços e pernas que ganharam de pessoas com braços. Não gosto desse papo de autoajuda e menosprezo esse tipo de literatura; contudo, pensar de forma que não seja óbvia, sem jargões, mas filosófica é sempre útil. Se pessoas menos capacitadas, no sentido de que elas têm menos ferramentas físicas, conseguem ser felizes, o que nos impede? Perdemos muito tempo usando outras pessoas como padrões e guiando-nos pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Li um comentário do Manuel Bandeira sobre o Villa-Lobos que dizia o seguinte: "A formação dos outros como que vem de fora para dentro; a dele, de dentro para fora. Formação vulcânica, não sedimentária.". O comentário foi escrito sobre o fato do Villa-Lobos ter viajado a Paris e, contrariamente a vários outros artistas que viajavam para lá, ter voltado impregnado de si mesmo. Temos, exatamente, de impregnar-nos de nós mesmos, deixar de acreditar que seremos felizes quando formos determinada coisa, tivermos alguma coisa e sermos felizes com o que temos, assim como vários deficientes físicos são felizes com o que têm.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ &lt;a href="http://www.stevendubner.com.br/"&gt;http://www.stevendubner.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;² &lt;a href="http://www.add.org.br/"&gt;http://www.add.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SpAxNLa4wTI/AAAAAAAAAJA/LfA3oMJ3G6w/s1600-h/capa_pitty_final_1_baixa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SpAxNLa4wTI/AAAAAAAAAJA/LfA3oMJ3G6w/s320/capa_pitty_final_1_baixa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372848457926623538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      Conheci a Pitty por meio do Acústico MTV lançado pelo Ira!. Ela fez uma participação na música "Eu quero sempre mais". Resolvi ouvir o álbum dela "Admirável Chip Novo" e já gostei antes de ouvi-lo por causa da referência à obra do Aldous Huxley. Na época, lia muitos livros de ficção científica. Achei as letras interessantes e gostei do som. O timbre dela agradou-me muito também. Gosto de timbres diferenciados. Sabe aquele cantor que canta uma nota e você já reconhece? Aprecio muito isso num artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois, veio o álbum "Anacrônico", do qual gostei mais que o primeiro. Algumas músicas deste fazem parte do meu cancioneiro particular de canções; além do mais, adoro tocar "Na sua estante" no violão. O novo álbum da Pitty, intitula-se "Chiaroscuro". Aqueles que estudaram Artes Visuais no Ensino Médio lembrar-se-ão da técnica utilizada no Renascentismo. Não tive muito tempo para absorver tudo. Ouvi o álbum inteiro ontem dirigindo e hoje o ouvi de novo para escrever alguma coisa sobre ele aqui. A minha primeira impressão foi boa, mas prefiro o álbum anterior. A Pitty percorreu alguns caminhos novo e é bom notar que ela não se acomodou. O interessante é que nunca ouvi tantas referências. Fiz associações em praticamente todas as músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ontem, vi uma entrevista da Zélia Duncan no Programa do Jô. Gosto muito do trabalho dela. Ela disse que que é muito difícil, na Música, fazer algo novo e que praticamente tudo já foi feito. Concordo com ela. Acho que se houvesse um computador projetado para tanto, poderíamos pegar as músicas novas compostas e comparar com tudo o que já foi feito até então; com certeza, haveria muitos pontos em comum com outras músicas. Chamaria o novo álbum da Pitty de álbum mnemônico, a partir do momento em que ele me trouxe à memória inúmeras sensações musicais já experimentadas. Listarei as músicas aqui e, como já disse, farei breves comentários. Escolherei, no fim, alguma música do álbum para colocar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1 - 8 ou 80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A levada da Bateria fez-me lembrar de Blur em "Song 2", que é a música que tocava no jogo de futebol Fifa. Em determinados momentos, eu me lembrei de Metallica no odiado — não compartilho do mesmo sentimento — St. Anger. O refrão quis me trazer mais coisas à memória, mas não consegui fazer a associação. A letra é uma das mais interessantes do álbum. Ela me fez refletir sobre quem se faz de santo e quem confessa sua culpa, especificamente, lembrei-me do nosso Senado e da acusação feita ao Arthur Virgílio pelo Renan Calheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 - Me adora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Música mais acessível do álbum. Bem pop. Gostei muito dela. A melodia é boa e a estrutura é bem clássica, com refrão ponte etc. . Achei muito forçoso rimar "adora" com "foda". Acho que a Pitty deveria ter umas aulas com o coloquialismo do Caetano elogiado por mim aqui. A música faz referência à própria Pitty e poderia estar no álbum anterior. A letra fez-me refletir sobre o que falei nesta postagem. Quando a Pitty fala pra "não deixar ir embora pra perceber", pensei que não devemos deixar a vida passar pra percebermos que não somos felizes e que não o fomos porque não pudemos, mas porque não quisemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3 - Medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O riff da guitarra é muito AC/DC. Algo meio Back in Black. Legais as partes em que a guitarra acompanha a melodia cantada. Meio brega a parte do "se corre, o bicho pega; se correr, o bicho come". Não combinou a parte Thrash/Death com esse mote popular. Interessante a idéia de comparar o medo ao sangue, usando figuras de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 - Água Contida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pra quem conhece a excelente banda Kamelot, não tem como não se lembrar de "Lost &amp;amp; Damned", que também tem uma mistura de Tango. O incrível é que no solo da guitarra eu consegui identificar parte da melodia da música do Kamelot. Outra música com imagens interessantes. Gosto muito de frases de impacto, como "Mágoa velada é água parada e uma hora transborda". Outra boa música deste álbum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5 - Só agora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A tessitura dos instrumentos e o clima lembram muito The Magic Numbers. Não sei se os outros compartilham da minha opinião, mas acho muito  brega dizer "baby" no Brasil. É um americanismo desnecessário. Soa muito feio. Conversei sobre isso um dia desses com a Dani. Não sei por que tive a impressão de ter ouvido alguma coisa parecida melodicamente com Beatles. Não consegui lembrar-me de nenhuma música específica pra citar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6 - Fracasso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Letra ácida. Achei essa música muito Moptop. Tentei achar alguma música específica pra citar, mas não consegui achar os meus cds pra ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7 - Desconstruindo Amélia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Baixo a la Muse! Muito interessante a idéia da letra da música. Com o título dela, vocês podem ter uma noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8 - Trapézio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembrei de  Strokes. A melodia é interessante, junto com as linhas harmônicas que a acompanham. As linhas de baixo são muito Legião Urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9 - Rato na roda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa lembra a própria Pitty em trabalhos anteriores. A parte do "ouo" lembra muito tribalistas em "Já sei Namorar". Foi engraçado quando fiz essa associação, já que as propostas são completamente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10 - A sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Essa música é uma versão brasileira de Radiohead!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11 - Todos estão mudos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que me veio à mente foi "Todos estão surdos" do Roberto Carlos, embora as músicas tenham nada a ver, nem liricamente e nem musicalmente. A música lembra "Knights of Cydonia" do Muse. Até procurei alguma coisa na net pra ver se teve algo intencional, mas achei nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/57798fa0-88a9-4b44-84e1-096d9832de9f&amp;amp;theName=Pitty - Chiaroscuro - 02 - Me Adora&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=57798fa0-88a9-4b44-84e1-096d9832de9f"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/57798fa0-88a9-4b44-84e1-096d9832de9f/Pitty---Chiaroscuro---02---Me-Adora/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      Sem fugir muito do conceito explorado nos comentários ao novo álbum da Pitty, no último álbum do Nando Reis, tem uma música muito parecida com uma do Green Day. O riff de guitarra é muito igual. Colocarei as duas músicas aqui pra vocês compararem. Ouçam a música do Nando a partir de 1min07. Eu toquei essa música do Green Day — na bateria — numa banda quando tinha lá pelos meus 13/14 anos. A pior coisa do mundo é tocar uma música que você nunca ouviu antes. Cheguei a fazer a mesma coisa com os Ramones quando tinha 15 anos. Nunca tinha escutado nada deles, mas toquei numa banda cover e ainda fazia os backing. Na época, a gente tinha de caçar alguém que tivesse o cd pra gravar em fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/dc306a19-ae17-4094-b8ec-1a0651ec6de1&amp;amp;theName=Nando Reis - Drês - 01 - Hi, Dri&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=dc306a19-ae17-4094-b8ec-1a0651ec6de1"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/dc306a19-ae17-4094-b8ec-1a0651ec6de1/Nando-Reis---Dr%C3%AAs---01---Hi,-Dri/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/84f7e67a-7386-4eb4-9b22-1a35d66828f1&amp;amp;theName=Green Day - Insomniac - 10 - Brain Stew&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" width="328" height="94"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; padding-left: 2px; color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; font-size: 10px; font-weight: bold;" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=84f7e67a-7386-4eb4-9b22-1a35d66828f1"&gt;     Get this widget &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com/doc/84f7e67a-7386-4eb4-9b22-1a35d66828f1/Green-Day---Insomniac---10---Brain-Stew/?widget=flash_player_esnips_blue"&gt;     Track details  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" style="color: rgb(255, 102, 0); text-decoration: none;" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna"&gt;   eSnips Social DNA    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Nesta semana, uma música do Legião Urbana caiu como uma luva. Nunca entendi muito bem a letra de "O Teatro dos Vampiros", mas algumas circunstâncias na minha vida coincidiram com algumas coisas da letra e acabei entendendo o sentido. Coisa parecida já aconteceu com a música "Há tempos". Não entendia o que significava "lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa". Acabei identificando essa frase com o dito de que "a grama do vizinho é mais verde". Nunca nos contentamos com o que temos e queremos mais. Colocarei a letra aqui e um vídeo da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Teatro dos Vampiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Sempre precisei&lt;br /&gt;De um pouco de atenção&lt;br /&gt;Acho que não sei quem sou&lt;br /&gt;Só sei do que não gosto&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;E nesses dias tão estranhos&lt;br /&gt;Fica a poeira&lt;br /&gt;Se escondendo pelos cantos&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Esse é o nosso mundo&lt;br /&gt;O que é demais&lt;br /&gt;Nunca é o bastante&lt;br /&gt;E a primeira vez&lt;br /&gt;É sempre a última chance&lt;br /&gt;Ninguém vê onde chegamos&lt;br /&gt;Os assassinos estão livres&lt;br /&gt;Nós não estamos&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Vamos sair,&lt;br /&gt;Mas não temos mais dinheiro&lt;br /&gt;Os meus amigos todos&lt;br /&gt;Estão procurando emprego&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Voltamos a viver&lt;br /&gt;Como há dez anos atrás&lt;br /&gt;E a cada hora que passa&lt;br /&gt;Envelhecemos dez semanas&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Vamos lá, tudo bem&lt;br /&gt;Eu só quero me divertir&lt;br /&gt;Esquecer dessa noite&lt;br /&gt;Ter um lugar legal pra ir&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Já entregamos o alvo&lt;br /&gt;E a artilharia&lt;br /&gt;Comparamos nossas vidas&lt;br /&gt;E esperamos que um dia&lt;br /&gt;Nossas vidas&lt;br /&gt;Possam se encontrar&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Quando me vi&lt;br /&gt;Tendo de viver&lt;br /&gt;Comigo apenas&lt;br /&gt;E com o mundo&lt;br /&gt;Você me veio&lt;br /&gt;Como um sonho bom&lt;br /&gt;E me assustei&lt;br /&gt;Não sou perfeito&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Eu não esqueço&lt;br /&gt;A riqueza que nós temos&lt;br /&gt;Ninguém consegue perceber&lt;br /&gt;E de pensar nisso tudo&lt;br /&gt;Eu, homem feito,&lt;br /&gt;Tive medo&lt;br /&gt;E não consegui dormir&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Vamos sair,&lt;br /&gt;Mas não temos mais dinheiro&lt;br /&gt;Os meus amigos todos&lt;br /&gt;Estão procurando emprego&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Voltamos a viver&lt;br /&gt;Como há dez anos atrás&lt;br /&gt;E a cada hora que passa&lt;br /&gt;Envelhecemos dez semanas&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Vamos lá, tudo bem&lt;br /&gt;Eu só quero me divertir&lt;br /&gt;Esquecer dessa noite&lt;br /&gt;Ter um lugar legal pra ir&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Já entregamos o alvo&lt;br /&gt;E a artilharia&lt;br /&gt;Comparamos nossas vidas&lt;br /&gt;E mesmo assim&lt;br /&gt;Não tenho pena de ninguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" 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href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/7898904884508826350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/7898904884508826350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/08/felicidade-dentro-de-si.html' title='Felicidade dentro de si'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SpAxNLa4wTI/AAAAAAAAAJA/LfA3oMJ3G6w/s72-c/capa_pitty_final_1_baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-3430245984020515579</id><published>2009-08-11T15:27:00.002-03:00</published><updated>2011-07-21T15:26:01.033-03:00</updated><title type='text'>Celulares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SoG8x8H_beI/AAAAAAAAAI4/ujehoZrIXOM/s1600-h/cellphone-main_Full.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368779796941598178" src="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SoG8x8H_beI/AAAAAAAAAI4/ujehoZrIXOM/s320/cellphone-main_Full.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 239px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 221px;" /&gt;&lt;/a&gt;       Há tempos que penso em escrever sobre o tema aqui. Algo que tem me incomodado profundamente é o modo como as pessoas utilizam os celulares. Não são situações esporádicas, mas corriqueiras. É comum eu dirigir e deparar-me com alguém dirigindo devagar na faixa da esquerda ou ocupando metade da pista, de modo que fica impossível executar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ultrapassagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;barberagens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ocasionadas pelo uso indevido do aparelho são bastante comuns. Eu, então, pergunto-me: por que as pessoas não param no acostamento ou, simplesmente, desligam o celular? Já vi várias vezes pessoas que entram no carro falando ao celular, ligam o carro e continuar a dirigir. Por que elas não esperam terminar a ligação para depois enfrentar o trânsito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ocasião, estava prestigiando a Orquestra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Sinfônica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no Teatro Nacional e tinha alguém atrás de mim mandando mensagens durante toda a apresentação. A pessoa não tinha a capacidade de colocar o celular no silencioso e fazia um barulho audível até para a orquestra. Um pouco mais longe de mim, teve uma pessoa que atendeu o telefone no meio da apresentação, chamando para si a atenção dos instrumentistas inclusive. O uso indevido propaga-se nos diversos âmbitos. Não me lembro do número de vezes em que fui a médicos distintos — legal essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ambigüidade&lt;/span&gt; no uso da palavra "distintos" aqui — e eles atenderam o celular no meio da consulta. Estive, recentemente, numa reunião para decidirmos certos aspectos de uma programação e várias pessoas atenderam o celular, deixando o recinto ou, pior, atendendo na frente de todos, interrompendo todo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cadenciamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia citar inúmeras outras situações. A questão é que o desenvolvimento tecnológico não tem sido acompanhado pelo desenvolvimento da educação das pessoas. Eu até tentei pensar de modo crítico no que se refere ao meu pensamento. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dani&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, minha namorada, disse que os professores atendem o celular na aula, pedem desculpa, mas que nenhum aluno liga para essa atitude. Fiquei pensando se sou eu que estou tendo uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; conservadora e ultrapassada sobre tudo isso e se tudo não se trata apenas de uma questão cultural; contudo, parei pra pensar melhor e imaginei a seguinte situação: se você estiver conversando com alguém e a pessoa pegar um jornal e começar a ler você não se sentirá ofendido? A situação é a mesma de você conversar com alguém ou ser atendido e a pessoa atender o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia dizer que anda sempre com o celular porque algum imprevisto pode acontecer, mas eu pergunto: quantas vezes você já passou, realmente, por uma situação em que você pôde fazer alguma coisa sabendo de um acontecimento dado? Não custa nada desligar o celular nas salas de cinema ou em locais em que o barulho atrapalhará. Vivi 18 anos sem celular e nunca tive nenhum problema. Quando precisava usar o telefone, usava o orelhão. O pior é que o celular não desperta apenas a falta de educação das pessoas, mas o consumismo. As pessoas trocam de aparelho como quem troca de roupa de baixo e ainda gastam dinheiro comprando aparelhos com diversas funções que nem ao menos são usadas! Sempre achei chato estudar Ecologia e ouvir esse papo de Desenvolvimento Sustentável, mas, ultimamente, venho engajando-me bastante na área. Enquanto as pessoas não mudarem o seu padrão de consumo, vamos continuar destruindo o nosso planeta. É muito fácil criticar os E.U.A. por não assinarem o Protocolo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Kyoto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas incentivar a máquina industrial diariamente, assim como é fácil falar mal do Congresso Nacional e não ser ético no dia a dia nas pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei esse negócio de etiqueta uma frescura. Eu, por exemplo, sou sempre alertado por uma amiga que cortar a carne toda antes de comer é falta de educação segundo a etiqueta e eu, indignado, dizia que não tinha lógica nenhuma. Vendo, contudo, uma entrevista de um ex-participante d'A Fazenda, acredito que comecei a esboçar um entendimento na minha cabeça. Ele disse que a Etiqueta é uma forma das pessoas conviverem melhor segundo um padrão estabelecido. Na hora em que ouvi isso, lembrei-me, imediatamente, da norma culta de nossa língua. Já houve tempo em que achava frescura falar e escrever &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;corretamente&lt;/span&gt;, mas, depois, entendi o propósito da coisa. Traçando esse paralelo entre a norma culta e a etiqueta, acho que até que faz sentido. O regionalismo observado na língua falada seria semelhante aos traços culturais observados na postura à mesa etc. . Ainda preciso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;refletir&lt;/span&gt; mais sobre o assunto, mas acho que essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt; é nova, pelo menos nunca vi ninguém fazer essa analogia.&lt;br /&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que descobri como colocar música aqui pra quem quiser ouvir, sem aquele negócio chato da música ir tocando assim que você abre a página. Não tem coisa que me irrita mais! Vocês devem estar percebendo que estou bastante irascível, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;né&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;? Bem, voltando ao assunto da música, estou viciado nas duas músicas que estou colocando aqui. Uma é do último álbum da Fernanda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Takai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, composta por ela e o John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Ulhoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, seu esposo e guitarrista do Pato &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Fu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. A outra é do último álbum da Ana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Cañas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Gostei bastante dele inclusive; talvez, faça uma resenha dele aqui. O primeiro álbum dela eu achei muito fraco. Ouvi tantos elogios que resolvi ouvi-lo, mas não achei lá essas coisas. O último, contudo, superou de longe o primeiro álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/64ab2be7-7586-4efa-b42a-570bdc367d5f&amp;amp;theName=Ana Cañas - Hein - 02 - Esconderijo&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" height="94" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="328"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table cellpadding="2" style="color: white; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10px; font-weight: bold; padding-left: 2px; text-decoration: none;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=64ab2be7-7586-4efa-b42a-570bdc367d5f" style="color: white; text-decoration: none;"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Get&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;this&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;widget&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" href="http://www.esnips.com/doc/64ab2be7-7586-4efa-b42a-570bdc367d5f/Ana-Ca%C3%B1as---Hein---02---Esconderijo/?widget=flash_player_esnips_blue" style="color: white; text-decoration: none;"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Track&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;details&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" style="color: #ff6600; text-decoration: none;"&gt;   &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;eSnips&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;DNA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#000000" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;embed bgcolor="#000" flashvars="theTheme=blue&amp;amp;autoPlay=no&amp;amp;theFile=http://www.esnips.com//nsdoc/3247d086-e4e8-48a1-9d04-ab1194421c6d&amp;amp;theName=Fernanda Takai - Luz Negra - 11 - 5 Discos&amp;amp;thePlayerURL=http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/mp3WidgetPlayer.swf" height="94" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://www.esnips.com//escentral/images/widgets/flash/esnips_player.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="328"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;table cellpadding="2" style="color: white; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10px; font-weight: bold; padding-left: 2px; text-decoration: none;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://www.esnips.com/CreateWidgetAction.ns?type=0&amp;amp;objectid=3247d086-e4e8-48a1-9d04-ab1194421c6d" style="color: white; text-decoration: none;"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Get&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;this&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;widget&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td align="center"&gt;&lt;a align="center" href="http://www.esnips.com/doc/3247d086-e4e8-48a1-9d04-ab1194421c6d/Fernanda-Takai---Luz-Negra---11---5-Discos/?widget=flash_player_esnips_blue" style="color: white; text-decoration: none;"&gt;     &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Track&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;details&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-size: 7px; font-weight: normal;"&gt;|&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;a align="center" href="http://www.esnips.com//adserver/?action=visit&amp;amp;cid=player_dna&amp;amp;url=/socialdna" style="color: #ff6600; text-decoration: none;"&gt;   &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;eSnips&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;DNA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-3430245984020515579?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/3430245984020515579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/08/celulares.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3430245984020515579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/3430245984020515579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/08/celulares.html' title='Celulares'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SoG8x8H_beI/AAAAAAAAAI4/ujehoZrIXOM/s72-c/cellphone-main_Full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-1044007451658914340</id><published>2009-07-06T19:24:00.000-03:00</published><updated>2009-07-06T20:42:22.648-03:00</updated><title type='text'>Racionalização dos fracassos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SlJ525gzgZI/AAAAAAAAAIw/cU4zPxQkXug/s1600-h/artigos_img_topo_artigo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SlJ525gzgZI/AAAAAAAAAIw/cU4zPxQkXug/s320/artigos_img_topo_artigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355476890955252114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Participei de um concurso literário promovido pela excelente revista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;piauí&lt;/span&gt; — com letra minúscula para diferenciar do Estado — no qual o desafia era escrever um conto baseado na ilustração de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Al&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Parker&lt;/span&gt; acima. Conheci a revista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;piauí&lt;/span&gt; em sua segunda edição — hoje, ela está na sua trigésima quarta edição — no programa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Jô&lt;/span&gt;. Um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;redatores&lt;/span&gt;, João Moreira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Salles&lt;/span&gt;, falou sobre a revista e achei-a interessante. Não me decepcionei e sou assinante hoje em dia. Gosto muito do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;projeto&lt;/span&gt; da revista, inclusive o estético. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;prêmio&lt;/span&gt; seria a publicação do conta da edição especial da revista que seria distribuída gratuitamente entre os dias 1 a 5 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;julho&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Flip&lt;/span&gt; — Festa Literária &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Internacional&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Paraty&lt;/span&gt; —, evento badalado com direito a participação de nomes famosos da literatura brasileira e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;internacional&lt;/span&gt;, como, por exemplo, Chico Buarque, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Cristovão&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Tezza&lt;/span&gt; — quero muito ler o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;elogiadíssimo&lt;/span&gt; e premiado "O Filho Eterno" —, Catherine &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Millet&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Gay&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Talese&lt;/span&gt;, Richard &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Dawkins&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Zuenir&lt;/span&gt; Ventura etc. . O vencedor seria avisado por e-mail. Como não recebi nada, supus que não tinha ganhado o concurso, mas ainda tinha esperanças, já que acreditava que meu conto tinha nível suficiente para ganhar; no entanto, hoje, li o texto do vencedor, que colocarei aqui, no site da revista*. Admito que sou arrogante, até por ideologia por causa das minhas leituras de Nietzsche, mas sei reconhecer quando um texto ou qualquer coisa é melhor do que algo que eu produzo. O conto do João Gabriel da Silva Ascenso é muito bom, mas acredito que o meu seja melhor. Os responsáveis pela escolha do texto admitem que não sabem o porquê de sua escolha e a introdução escrita para anunciar o vencedor foi escrita antes da escolha deste, por questões de prazo. Não quero duvidar da capacidade de julgamento da revista, mas, talvez, não tenham tido tempo de ler os textos candidatos com atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho mania de tentar justificar racionalmente os meus fracassos. É bem provável que o texto escolhido seja melhor do que o meu e pronto. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;O único conto do qual me lembro de ter escrito é do ano de 2005. Sou muito hábil em escrever textos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;dissertativos&lt;/span&gt;, mas sou iniciante nas outras modalidades. Mesmo na poesia, escrevi muito pouco. Estou tentando voltar a treinar minha escrita literária neste ano. Já tenho muita coisa em mente. Fui pesquisar sobre o tal João Gabriel e descobri seu blog, seu currículo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Lattes&lt;/span&gt; entre outras coisas. Ele é estudante de História e já fez iniciação científica em Literatura e História na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;UFRJ&lt;/span&gt;. Fiquei pensando... Bem, ele cursa Humanas, e eu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Exatas&lt;/span&gt;. Ele já trabalhou com pesquisa em Literatura, eu fiz pesquisa em Números &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Hipercomplexos&lt;/span&gt; e Teoria da Computação. O problema é que sei que esses títulos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;acadêmicos&lt;/span&gt; representam nada. Alguém pode ter mais talento literário que outra pessoa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;independentemente&lt;/span&gt; da área em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;atue&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou, agora, utilizar-me de uma digressão, mas logo voltarei ao tema. No meu Ensino Médio, gastei muito tempo tentando descobrir alguma coisa; contudo, sempre me dava conta de que o que achava ser uma descoberta já o tinha sido há muito tempo. Aprende-se na escola que&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;(a + b)² é o quadrado do primeiro mais duas vezes o primeiro vezes o segundo mais o quadrado do segundo. Aprende-se o famoso Triângulo de Pascal, em que os números das colunas são os coeficientes dos produtos nas potências da soma de dois termos; por exemplo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(a + b)³ = 1.(a³) + 3.(a.b²) + 3.(a².b) + 1.(b³)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;,onde os coeficientes 1, 3, 3, 1 são os números da linha 3 do triângulo**. Percebam que a soma dos expoentes das parcelas nunca excede o expoente ao qual a soma (a + b) foi elevada. Existe uma lógica na expansão. Eu ficava questionando-me se não existiria uma lógica para expandir uma soma de n termos a um expoente qualquer. Eu comecei a pensar nisso e acabei chegando numa fórmula. Eu fui conversar com um professor meu do Sigma, mas ele falou que Leibniz descobriu isso no século XVII e que essas séries chamavam-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;multinomiais&lt;/span&gt;***. Eu fiquei muito decepcionado. Depois disso, tudo que eu achava que tinha descoberto, falavam-me que alguém já tinha feito algo. Eu resolvi que deixaria de lado as descobertas e estudaria primeiro o que os outros descobriram. Foi nessa época que eu li um livro chamado Os problemas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;milênio&lt;/span&gt; —  Os sete maiores enigmas da matemática &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; — do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Keith&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Devlin&lt;/span&gt;. O instituto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Clay&lt;/span&gt; daria um milhão de dólares a quem resolvesse um dos problemas; inclusive, o russo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Grigori&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Perelman&lt;/span&gt; resolveu um dos problemas intitulado "Conjectura de Poincaré", mas recusou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;prêmio&lt;/span&gt;. Quando li o livro, eu trabalhava para encontrar um padrão ou uma fórmula para os números primos. Cheguei a listar os dez mil primeiros. Encontrei algumas coisas, mas não sei se alguém já tinha descoberto. Usava apenas aritmética simples e lógica. Se fosse trabalhar com esse problema hoje em dia, usaria muitas ferramentas, utilizando mais Cálculo do que Aritmética. Fiquei desiludido com o problema quanto mais li sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Fiz&lt;/span&gt; toda essa digressão pra dizer que, talvez, eu pense em abandonar a minha produção Literária para, antes, ler e estudar mais. Admito que li poucos contos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;crônicas&lt;/span&gt; e poemas na vida. Vi, de novo no programa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Jô&lt;/span&gt;, uma entrevista do Ferreira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Gullar&lt;/span&gt; na qual ele disse que passou uns dois anos estudando a gramática para escrever. Acho que preciso de coisa semelhante. Já pensei em fazer coisa parecida com minhas composições musicais, mas a vontade de compor é maior. Enfim, eis os poemas — o meu e o do referido ganhador do concurso respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:18.0pt 3.0cm 9.0pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cinco Cigarros&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;(Fábio Salgado)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Primeiro cigarro — Abertura/Fastio&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estou cansada desta festa: falsos sorrisos, falsos vestidos, falsas jóias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;bijuterias&lt;/span&gt; baratas. Falsos estímulos que demandam respostas fingidas e dissimuladas. Ainda não consigo arcar com o peso de relacionar-me com pessoas da alta sociedade, fardo que me inclina ainda mais à nicotina: minha salvadora, minha confidente; esta, sim, comprometida com a verdade. Mesmo a caixa contendo o maço não faz uso de meandros pra dizer-me que terei câncer provavelmente. O prazer compensa. O cansaço abate-me.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Segundo cigarro — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Solilóquio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um trago, uma bebida, meu quarto, minha ânsia por espaço, minha ansiedade pelo que passou e minha nostalgia, meu saudosismo ressentido, pelo o que ainda não aconteceu. A fumaça espalhando-se pelo quarto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;exaurindo&lt;/span&gt;-se pela janela e as vozes e gargalhadas são as únicas que me acompanham, mas que são incapazes de ouvir-me, além da minha própria voz narradora de uma narrativa sem nexo e sem causa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Terceiro cigarro — Desdobramentos em preto e branco&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;teto&lt;/span&gt; confunde-se com o ventilador. O ventilador confunde-se com o seu movimento. O movimento confunde-se com as vozes. As vozes confundem-se com o emaranhado dos meus cabelos, que se confundem com meus olhos. Meus olhos confundem-se com meus pensamentos. Meus pensamentos confundem-se com meu vestido, que se confunde com o chão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Quarto cigarro — &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Subjuntivos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;subjetivos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se tivesse vindo com outro vestido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se esta festa não tivesse acontecido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se eu não tivesse bebido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se o passado não tivesse sido remoído;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se eu pudesse perder a compostura,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se ficasse nua,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Testemunha minha seria a Lua&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da minha vã loucura&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Exigiriam-me que me confessasse,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dos meus pecados me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;desvencilhasse&lt;/span&gt;,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não deixariam que eu ultrapassasse&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os limites do pudor e que, então, me retratasse.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falta apenas um cigarro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se pudesse livrar-me deste maldito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;pigarro&lt;/span&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os sintomas são inevitáveis: neles sempre me esbarro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O vício é maior: dele nunca me desgarro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Quinto cigarro — Derradeiro ato em cinco sentidos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei por quê, mas não me canso de ver o ventilador que se confunde com seu movimento emaranhado. Cheiro de bebida destilada, de pessoas engomadas, perfumes franceses, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Chanéis&lt;/span&gt; vencidos. Sinto o gosto de intrigas, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;murmurinhos&lt;/span&gt;, do meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;batom&lt;/span&gt;. Sinto minha pele fria, meus ombros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;desnudos&lt;/span&gt; e descobertos. Ouço vozes, ouço passos... &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;___________________________________&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;CLARICE&lt;/span&gt; NÃO QUERIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;(João Gabriel da Silva Ascenso)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria ser famosa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria carros, brilhantes ou vestidos de alta-costura. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria cachorros de raça tomando conta do jardim com fonte e esculturas de estilo neoclássico e, sobretudo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria Ricardo.&lt;br /&gt;  Ricardo era uma espécie de homem à moda antiga, gentil e discreto. Trabalhava geralmente de tarde, jantava por volta das 20 horas, não fumava mais de meio maço por dia e não dormia sem um cálice de licor. Ricardo não bebia nada alcoólico além de licor. Ricardo não gostava de charutos. Ricardo não ria, a não ser em raras ocasiões, e não falava além do necessário. Ricardo não amava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Clarice&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Clarice&lt;/span&gt; vivia de sua imagem. Vivia dos vestidos e brilhantes que ostentava sem orgulho. Vivia das colunas sociais e dos sorrisos marcados pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;batom&lt;/span&gt; carmim. Vivia do delicado lápis preto em torno do olho. Vivia por viver. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não vivia.&lt;br /&gt;  Ricardo oferecia jantares em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Clarice&lt;/span&gt; sempre estava: carmim, lápis, vestido e brilhantes. Nos jantares, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Clarice&lt;/span&gt; ria elegantemente - nem alto demais, o que seria indelicado, nem baixo demais, o que demonstraria timidez -; comia pouco, bebia não mais que alguns goles. Nos jantares, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não fumava.&lt;br /&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria viajar com Ricardo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria andar de avião, fazer malas, comprar roupas. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria ter que voltar e jantar e sorrir, e viajar de novo, fazer malas, pegar táxis. Ricardo corria as cidades em busca das melhores oportunidades e quase não olhava os lugares por onde passava. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Clarice&lt;/span&gt; nem lembrava que passava por aqueles lugares.&lt;br /&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Clarice&lt;/span&gt; sabia que Ricardo sabia. Ricardo nunca disse que sabia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;Clarice&lt;/span&gt; sentou-se no chão do quarto, apagou o cigarro. Deitou-se, enfim. Queria chorar, mas não chorou. Ricardo entrou. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;Clarice&lt;/span&gt; olhou Ricardo. Ricardo queria passar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Clarice&lt;/span&gt; deu passagem. No dia seguinte haveria festa, mais licor e mais brilhantes. Seria o dia mais importante do ano, o dia mais aguardado por todos. Ricardo queria que tudo fosse perfeito. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;Clarice&lt;/span&gt; levantou-se do chão, tirou o lápis preto, o vestido, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;batom&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;Clarice&lt;/span&gt; não queria.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;* &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br/"&gt;http://www.revistapiaui.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;desmemoriados&lt;/span&gt; ou que não tiveram um bom Ensino Médio, dêem uma olhada no Wikipédia: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulo_de_pascal"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulo_de_pascal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De preferência, para quem sabe Inglês, vejam:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pascal%27s_triangle"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Pascal%27s_triangle&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;*** &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_multinomial"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_multinomial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                     &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Multinomial_series"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Multinomial_series&lt;/a&gt; (De novo, para quem sabe Inglês)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-1044007451658914340?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/1044007451658914340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/07/racionalizacao-dos-fracassos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/1044007451658914340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/1044007451658914340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/07/racionalizacao-dos-fracassos.html' title='Racionalização dos fracassos'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SlJ525gzgZI/AAAAAAAAAIw/cU4zPxQkXug/s72-c/artigos_img_topo_artigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-4323313813147933552</id><published>2009-06-26T20:37:00.000-03:00</published><updated>2009-06-26T23:35:31.303-03:00</updated><title type='text'>O Rei do Pop/ Música e Literatura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SkVe46KnmLI/AAAAAAAAAIY/FAIauunDh3U/s1600-h/MJ-Thriller-716293.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SkVe46KnmLI/AAAAAAAAAIY/FAIauunDh3U/s320/MJ-Thriller-716293.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351788063979182258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não posso deixar de homenagear o grande astro do pop que foi o Michael Jackson, gênio da música pop. Se a música pop atingiu os patamares atuais, com certeza, foi por causa dele. Antes de Thriller, os clipes musicais não tinham o papel que desempenham hoje. É impressionante como talentos precoces costumam deixar o mundo de modo, também, precoce. Os exemplos são muitos nas diversas áreas da cultura e do conhecimento. Sempre me pergunto se essas pessoas teriam feito muito mais, mas acredito que elas viveram o que tinha de ser vivido. No caso particular do Michael, ele já estava morto, oco em si mesmo, usando as palavras do Reinaldo Azevedo*.  Já faz algum tempo que eu me perguntava se ele faria coisas geniais como na década de 80. Como intérprete, ele já era um gênio desde criança**. Ele não precisava ter feito mais nada além de cantar que já teria feito muito, mas, não satisfeito, posteriormente, revolucionou o mundo pop com seus passos coreografados, seus clipes e composições. É triste ver que algumas gerações mais recentes desconhecem a sua genialidade e têm na memória apenas a figura caricata, caindo na bizarrice, que ele se tornou. Lembro-me do desenho dedicado aos Jackson Five que assistia quando criança. Não sei quantos lembrar-se-ão dele***. Quanto aos casos polêmicos dele, especificamente os de pedofilia, vi, certa vez, um especial sobre a vida dele num History Channel da vida, Discovery ou coisa parecida. Podem chamar-me de ingênuo, mas via sinceridade no depoimento dele quando se referia às acusações. Acredito que houve muita maldade com relação a ele. Não faltaram aproveitadores. Enfim, independentemente da vida pessoal dele, a vida artística foi exemplar. A quantidade de elogios dispensados a ele é impressionante. Artistas de todo gênero enalteceram-no e emocionaram-se com seu repentino e inesperado falecimento****. Alguns afirmam que ele representará o Elvis negro na história da música. Não duvido e espero que a história faça jus ao seu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-parcas/"&gt;http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-parcas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Lindíssima essa música! Não consegui entender ainda se ela foi encomendada pelo Michael, já que li que Ben era um ratinho do Michael. Acreditava que a composição era dele, mas pesquisei e é da dupla Black/Scharf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aSqo17o2a1w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aSqo17o2a1w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***  Aí está uma imagem do desenho:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BbC8Jx2WLpk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BbC8Jx2WLpk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**** &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/25/artistas-brasileiros-lamentam-morte-de-michael-jackson-756523930.asp%20%28Alguns%20exemplos%29"&gt;http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/06/25/artistas-brasileiros-lamentam-morte-de-michael-jackson-756523930.asp (Alguns exemplos)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;/span&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de Literatura. Num teste vocacional que fiz no segundo ano do Ensino Médio, numa das minhas aulas de Filosofia, atingi a pontuação máxima em Música, com um ponto a menos, vinha Literatura/Letras — não me lembro de qual foi o termo específico utilizado — e, em terceiro lugar, Ciências Físicas. Foi a partir deste teste que comecei a confirmar para mim mesmo que cursaria Física, embora já pensasse no assunto desde que li o livro Viagens no Tempo no Universo de Einstein — Richard Gott. As outras áreas eu quase zerei. Lembro-me de uma amiga que hoje faz Serviço Social na UnB que ficou indignada com a minha pontuação na área social e com minhas argumentações de que esta era inútil. Tenho uma coleção da revista Entrelivros que contempla a literatura inglesa, russa, americana, francesa, portuguesa, italiana, latino-americana e alemã¹. Lendo alguns blogs na rede, descobri uma lista da New York Times — já falei aqui que adoro listas — intitulada "What is the best work of American Fiction of the Last 25 Years?" (Qual o melhor trabalho da ficção americana dos últimos 25 anos?). Colocarei aqui a lista dos 25 livros com os respectivos títulos originais em Inglês que foram citados, incluindo o ganhador². Pretendo lê-los, principalmente porque preciso treinar meu Inglês. Na época em que pesquisei sobre Números Hipercomplexos, lia bastante na língua, mas, hoje, estou meio enferrujado. Até as músicas, que ouvia muito na língua, diminuíram muito em sua quantidade, já que tenho focado a música brasileira ultimamente; aliás, pelo que conheço, acredito que a música brasileira é a mais rica do mundo em todos os aspectos! Hoje, entendo melhor o interesse do Mário de Andrade pelo assunto. Eis a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ganhador:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Beloved - Toni Morrison (1987)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Citados que se aproximaram do ganhador:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Underworld - Don DeLillo (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blood Meridan - Cormac McCarthy (1985)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabbit Angstrom: The Four Novels - John Updike³ (1995)&lt;br /&gt;— "Rabbit, Run" (1960)&lt;br /&gt;— "Rabbit Redux" (1971)&lt;br /&gt;— "Rabbit is Rich" (1981)&lt;br /&gt;— "Rabbit at Rest" (1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;American Pastoral - Philip Roth (1997)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livros que receberam muitos votos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Confederacy of Dunces - John Kennedy Toole (1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Housekeeping - Marilynne Robinson (1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Winter's Tale - Mark Helprin (1983)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;White Noise - Don DeLillo (1985)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Counterlife - Philip Roth (1986)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libra - Don DeLillo (1988)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where I'm Calling From - Raymond Carver (1988)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Things They Carried - Tim O'Brien (1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mating - Norman Rush (1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus' Son - Denis Johnson (1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operation Shylock - Philip Roth (1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independence Day - Richard Ford (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabbath's Theater - Philip Roth (1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Border Trilogy - Cormac McCarthy (1999)&lt;br /&gt;— "Cities of the Plain" (1998)&lt;br /&gt;— "The Crossing" (1994)&lt;br /&gt;— "All The Pretty Horses" (1992)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Human Satin - Philip Roth (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Know World - Edward P. Jones (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Plot Against America - Philip Roth (2004)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Percebam que o Philip Roth tem &lt;/span&gt;6 livros na lista! Eu gosto muito dele. Acho o livro "O Complexo de Portnoy" genial. Um dia, escreverei um romance nos moldes deste livro. Li, também, um livro do Marcelo Mirisola, "O Azul do Filho Morto" que gostei muito e que me lembrou muito o livro do Philip Roth e seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a Literatura, a Música, como vocês já devem ter suposto pelo meu teste vocacional, é outra paixão minha. Não dirijo sem ouvir música; aliás, geralmente, baixo os álbuns no computador, ouço rapidamente e, depois, gravo um cd para ouvir no carro. Aqueles álbuns que gosto mais vão para o som do meu quarto, onde ouço com mais atenção, acompanhando com as letras em mão. Pensei em resenhar muitos álbuns aqui, mas não me acho conhecer suficiente da obra dos artistas pra comentar algo — para exemplificar, os últimos álbuns da Zélia Duncan e do Nando Reis. Da Zélia, até que conheço mais —; no entanto, estou ouvindo o último álbum do Dream Theater, "Black Clouds &amp;amp; Silver Linings", banda que acompanho desde o álbum genial de 1999 "Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory", e pretendo resenhá-lo aqui. Estive pensando nas minhas influênciais musicais. Quando criança, ouvi muita MpB, Jovem Guarda, Roberto Carlos, Vencedores por Cristo por causa da influência dos meus pais. O interessante é que meu pai, quando estava na quinta série, chegou em casa com o cd do Legião Urbana "As Quatro Estações". Desde então, sou fã da banda. Digo interessante porque rock nunca foi um ritmo apreciado pelos meus pais, embora eles sejam fãs do Elvis, porém das músicas mais lentas. Minha mãe não consegue ouvir uma música que tenha qualquer guitarra distorcida de fundo. Quando completei sete anos de idade, comecei a estudar na Escola de Música de Brasília e entrei em contato com a Música Erudita. Apaixonei-me! Mozart, Beethoven, Vivaldi, Villa-Lobos, entre outros clássicos. Nas minhas aulas de Inglês, os meus amigos ouviam Nirvana, Ramones, e eu Roberto Carlos. Não passei pelo movimento punk, apenas curti algumas bandas como Green Day, MXPX, The Offspring, as quais não considero como punk puro mesmo. Tinha muito preconceito. Não entendia o contexto histórico em que o movimento punk surgiu. Achava que quem gostava de punk é porque não tinha habilidade suficiente para ser um virtuose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oitava série, comecei a ouvir algumas bandas como Metallica. Iron Maiden nem tanto. Ouvia mais Heavy Metal tradicional, mas gostava muito de progressivo. Symphony X, Dream Theater... Eu pirava ouvindo essas bandas. Ja fui preconceituoso com Metal Melódico, mas acabei aderindo a todos os estilos. Passei boa parte da minha vida ouvindo só Heavy Metal. Achava todo o resto mal feito, simplista demais. Li, certa vez, numa revista que aqueles que ouviam Heavy Metal na adolescência, quando chegavam por volta dos 18 anos, tinham, normalmente, duas atitudes: ou abandonavam o Heavy Metal ou começavam a se interessar por bandas mais antigas de rock. Quando li isso, estava começando a ouvir bandas como Pink Floyd, Black Sabbath, Led Zeppelin, Queen, Yes, The Beatles. Fiquei um bom tempo ouvindo bandas antigas de rock e achava que a música da minha época era um lixo e que, infelizmente, não se fazia mais nada no nível do que foi feito nas décadas de 60/70. Comecei a ouvir Heavy Metal, principalmente, por influência do meu melhor amigo na época. Um belo dia, ele chegou a mim dizendo que queria aprender a tocar cavaquinho, sendo que ele tocava guitarra! Fiquei pasmado! Ele falou que estava curtindo muito Choro. Por influência dele, comecei a ouvir Choro e acho que  graças a este estilo musical, abri as portas da minha influência musical para bandas contemporâneas de estilos diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa história é pra dizer que devemos estar sempre abertos a tendências, novidades, ritmos. Nunca achei que defenderia a Música Pop na vida, mas o que fiz no início desta postagem foi, justamente, uma defesa da Música Pop, pois ela, certamente, não existiria, sem exageros, sem Michael Jackson, pelo menos nos moldes que conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ &lt;a href="https://ssl430.locaweb.com.br/clubeduetto/loja/categoria.asp?fml=4&amp;amp;ctgr=57"&gt;https://ssl430.locaweb.com.br/clubeduetto/loja/categoria.asp?fml=4&amp;amp;ctgr=57&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;²&lt;a href="http://www.nytimes.com/ref/books/fiction-25-years.html"&gt; http://www.nytimes.com/ref/books/fiction-25-years.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;³ Em 2001, foi lançado um novo romance da série intitulado "Rabbit Remembered".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-4323313813147933552?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/4323313813147933552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/06/o-rei-do-pop-musica-e-literatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4323313813147933552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/4323313813147933552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/06/o-rei-do-pop-musica-e-literatura.html' title='O Rei do Pop/ Música e Literatura'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SkVe46KnmLI/AAAAAAAAAIY/FAIauunDh3U/s72-c/MJ-Thriller-716293.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-6651607884314598469</id><published>2009-06-13T02:55:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T05:26:35.496-03:00</updated><title type='text'>Honra de um elogio/ Letras empoeiradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SjM_9S25_aI/AAAAAAAAAIQ/dTSbP98Ivo0/s1600-h/duplicity-poster-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SjM_9S25_aI/AAAAAAAAAIQ/dTSbP98Ivo0/s320/duplicity-poster-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346687504885611938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem, vi um filme muito bom! Recomendo a todos! Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atores&lt;/span&gt; protagonistas são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Julia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Roberts&lt;/span&gt;  e Clive Owen. O filme é muito inteligente, bem construído. Excelente roteiro e nem um pouco óbvio. Gosto muito de filmes que você não consegue adivinhar como as coisas acontecem. A trama é muito bem entremeada e tão corrida que o filme parece ter muito mais do que os 125 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;min&lt;/span&gt;. A trilha sonora também é excelente. Quando o filme terminou, fiquei com uma sensação de que não se pode confiar em ninguém. Fiquei pensando como seria o mundo se todas as pessoas resolvessem ser trapaceiras umas com as outras, dispensando a honestidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a honra de receber um elogio do Caetano Veloso! É engraçado como certas coincidências ocorrem na vida. Por falar nelas, voltarei ao assunto mais tarde. No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;show&lt;/span&gt; do Caetano, que foi perfeito por sinal, tentei entregar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cd&lt;/span&gt; com algumas composições minhas por meio de uma segurança. Na última música que ele cantou — Força estranha — ele levou um tombo, como vocês devem saber; inclusive, o Pânico fez uma brincadeira muito engraçada com o fato&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;¹&lt;/span&gt;. Eu gravei, acidentalmente, a cena e fui o primeiro a colocar o vídeo no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Youtube&lt;/span&gt;, infelizmente as cabeçorras próximas a mim, além da bateria baixa das pilhas, impossibilitou-me de gravar a cena com maior precisão. Na referida música, o Caetano pára de cantar e deixa o público cantar — vocês podem ver isso lá por 2 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;min&lt;/span&gt;56 no vídeo abaixo. A minha voz se sobressai por eu estar mais próximo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;câmera&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Lícia&lt;/span&gt; Peixoto — a quem agradeço muito pela atenção dispensada e envio do jornal —, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Youtube&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;²&lt;/span&gt;, comentou que o Caetano tinha elogiado a voz de quem cantava na Gazeta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Alagoas&lt;/span&gt; e disse que poderia mandar a cópia do jornal ao dono da voz. Entrei em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;contato&lt;/span&gt; com ela e no jornal de domingo, 24 de maio de 2009, Caetano disse o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SjM_vPCLSRI/AAAAAAAAAII/l2ic_cDpM74/s1600-h/show+caetano.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 202px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SjM_vPCLSRI/AAAAAAAAAII/l2ic_cDpM74/s320/show+caetano.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346687263340972306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Incrível, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;né&lt;/span&gt;? Voltando ao assunto das coincidências, estive discutindo com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Dani&lt;/span&gt;, minha namorada, sobre o assunto nesta semana. Sabe quando você começa a prestar atenção em certas coisas e acha que elas estão ocorrendo com mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;freqüência&lt;/span&gt;? Darei um exemplo! Quando comecei a aprender Francês, comecei a ver um bando de coisa referente à língua na minha frente! Na semana passada, li uma matéria sobre um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;projeto&lt;/span&gt; do Arnaldo Antunes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Edgard&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Escandurra&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Taciana&lt;/span&gt; Barros e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Antônio&lt;/span&gt; Pinto na Veja. Vi, casualmente, o álbum para baixar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;net&lt;/span&gt;, antes de encontrar, também casualmente, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;MySpace&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;³&lt;/span&gt; do grupo e, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;coincidentemente&lt;/span&gt;, eles se apresentaram na madrugada do domingo passado no programa Altas horas! Coisa parecida aconteceu com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Édson&lt;/span&gt; e Hudson. Vi uma entrevista deles no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Jô&lt;/span&gt; Soares, resolvi baixar o último álbum deles "Despedida" e o álbum solo do Hudson "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Turbination&lt;/span&gt;" para ouvir, então, eles se apresentaram no programa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Sbt&lt;/span&gt; "Uma hora de sucesso" no sábado à noite. A questão é: será que de fato os acontecimentos foram coincidências ou eles foram percebidos, justamente, porque passei a dar mais atenção a eles, ou seja, eles teriam acontecido de uma maneira ou de outra, mas eu que prestaria ou não atenção neles? Acredito que a última possibilidade é mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;verosímil&lt;/span&gt;, a primeira, contudo, não é completamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;descartável&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;¹ &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oAVfg3DHjMI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oAVfg3DHjMI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/249rVrAiHow&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/249rVrAiHow&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4STkcgOX92g"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4STkcgOX92g&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;³ &lt;a href="http://www.myspace.com/pequenocidadao"&gt;http://www.myspace.com/pequenocidadao&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-dc1b76fd0ef1117b" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Ddc1b76fd0ef1117b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330100086%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1B2D7B7A44F003664337B6FE902ED758BAE1D02C.1CD9AC102EE89D0F5549381CA37CA294A131F3E8%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Ddc1b76fd0ef1117b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DVA4kzy1Y5DcI5Udw6wuym5gdMWg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Ddc1b76fd0ef1117b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330100086%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1B2D7B7A44F003664337B6FE902ED758BAE1D02C.1CD9AC102EE89D0F5549381CA37CA294A131F3E8%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Ddc1b76fd0ef1117b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DVA4kzy1Y5DcI5Udw6wuym5gdMWg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, escreverei um livro. Acredito que, preferencialmente, um romance, embora envereda, também, no caminho da poesia e dos contos, apesar da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;freqüência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; nestes ser menor — escrevi um conto nesta semana para um concurso promovido pela revista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;piauí&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Depois, colocarei-o aqui. Já tive muitas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de romances, além de livros filosóficos e científicos, e muitas destas encontram-se perdidas em cadernos empoeirados. Limpando o meu armário, encontrei um caderno do ano de 2000 — tinha 14 anos. Encontrei um texto introdutório intitulado "Consumismo". Eu me lembro de que na época comecei a ler obras de cunho marxista, anarquista e libertário. Acho engraçado quando vejo pessoas ingressarem nas universidades em cursos de Humanas e usarem o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;linguajar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que eu utilizava quando tinha 14 anos, próprio de pessoas que se iniciam nas leituras que citei. Muitos termos não têm sentido na sociedade de hoje. Falar de burguesia é até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;anacrônico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já publiquei no meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;flog&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; — &lt;a href="http://www.fotolog.com.br/fabiosal/16359804"&gt;http://www.fotolog.com.br/fabiosal/16359804&lt;/a&gt; — um outro texto que já encontrei numa das minhas limpadas de armário. É interessante encontrar esse tipo de coisa porque vejo a evolução das minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e da minha escrita, no caso do texto que colocarei aqui, evolução é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;sinônimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de progresso — evolução significa, pelo menos em termos biológicos, mudança simplesmente. Não sabia pontuar, coisa que só comecei a aprender no meu terceiro ano do Ensino Médio. Acreditava, na verdade, que a norma culta era ladainha de quem não tinha mais o que fazer. Só quando conheci a Filosofia Existencialista e a Filosofia da Linguagem que comecei a importar-me com o assunto. Ainda acho que algumas regras são apenas questão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;padronização&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas que não ajudam na lógica de expressar-me. Colocação pronominal, por exemplo, é um assunto pelo qual comecei a interessar-me recentemente, pois sempre achei e ainda acho, desnecessário para uma melhor expressão escrita ou oral. Eis o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Consumismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Defino consumismo como o ato de comprar deliberadamente algum produto sem a necessidade básica de fazê-lo. O sistema capitalista, no qual vivemos hoje, tem imposto à sociedade o consumismo. Este sistema impôs a crueldade de alguns consumirem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;exacerbadamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; apenas para parecer bonito para a sociedade ou apenas se encaixar no padrão de moda existente, enquanto outros, nem se quisessem, podem comprar com a finalidade dita ou comprar o que vestir. O ato em si de consumo não é errado. Se as pessoas consumissem para se sentir bem, independentemente da opinião alheia, e para o seu entretenimento, este ato não estaria errado. Todos merecem a mesma oportunidade e devem consumir sim, não para atender a algum padrão pré-determinado, mas para sua felicidade e, principalmente, necessidade, esta que se torna importantíssima no caso do consumismo. É necessário comprar três camisas se a finalidade original desta é proteger do frio e cobrir a nudez? Enfim, com um bom senso&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;*&lt;/span&gt;, pode-se distinguir claramente a necessidade e a excessividade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; O bom senso será abordado no desenrolar deste livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando... A lógica da minha escrita era um tanto quanto embolada. O meu texto apresenta várias falhas. Defini consumismo como um ato deliberado, mas, depois, digo que é um ato imposto pelo sistema. Acho que, como na época não pensava nem na possibilidade de questionar o livre-arbítrio nem de pensar nele de forma crítica, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;arraigamento&lt;/span&gt; da liberdade de escolha no meu pensamento produziu essa inconsistência. Nunca fui muito chegado em Ecologia, falatório de politicamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;corretos&lt;/span&gt; ou conversa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt;. Não via nada errado, na época, em consumir por entretenimento; contudo, hoje, acredito que o ato de consumo deve estar aliado à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt;. Estava muito mais preocupado com as liberdades da consciência para pensar em preservação da natureza. Via a necessidade de agirmos pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;volição&lt;/span&gt; plena sem sermos manipulados, embora soubesse que a influência de certos valores familiares, culturais etc. é insuperável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4907187628772254710-6651607884314598469?l=fabiosalgado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=dc1b76fd0ef1117b&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/feeds/6651607884314598469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/06/ontem-vi-um-filme-muito-bom-recomendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/6651607884314598469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4907187628772254710/posts/default/6651607884314598469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabiosalgado.blogspot.com/2009/06/ontem-vi-um-filme-muito-bom-recomendo.html' title='Honra de um elogio/ Letras empoeiradas'/><author><name>Fábio Salgado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10955349004383402253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SXTcShZmnSI/AAAAAAAAAFo/sZ_mXRwNK3Q/S220/Eu+em+Paris.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SjM_9S25_aI/AAAAAAAAAIQ/dTSbP98Ivo0/s72-c/duplicity-poster-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4907187628772254710.post-2883194615390391898</id><published>2009-06-05T23:07:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T01:35:21.865-03:00</updated><title type='text'>Ética e o sofrimento de conhecer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SinQ8nhZueI/AAAAAAAAAH4/K857HZebXt0/s1600-h/Homercrayon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 255px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BPSqkLbt-PQ/SinQ8nhZueI/AAAAAAAAAH4/K857HZebXt0/s320/Homercrayon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344032172671613410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assisti nesta semana ao nono episódio da 12ª temporada dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Simpsons&lt;/span&gt;. Gosto muito deste desenho: é um dos poucos que consegue fazer-me rir, além de ser um desenho muito inteligente. No referido episódio, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Homer&lt;/span&gt; descobre que sua burrice deve-se a um giz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;crayon&lt;/span&gt; em sua cabeça, o que ocorreu num acidente quando ele era criança. Os médicos disseram a ele que a retirada do giz de sua cabeça aumentaria o seu Q.I. em mais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cinqüenta&lt;/span&gt; pontos. O aumento de inteligência do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Homer&lt;/span&gt; surpreendeu sua filha Lisa, mas começou a causar certos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;incômodos&lt;/span&gt;. Ele percebeu que era mais feliz quando era burro. Um fato interessante é que o aumento de inteligência do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Homer&lt;/span&gt; correspondeu a uma atitude ética quando ele denuncia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;anonimamente&lt;/span&gt; aos superiores responsáveis as condições precárias nas quais a usina nuclear em que trabalha opera. O Senhor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Burns&lt;/span&gt;, dono da usina, resolve despedir vários empregados por causa das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;indenizações&lt;/span&gt; que ele terá de pagar. Os colegas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Homer&lt;/span&gt;, que sabem que ele foi quem delatou a usina, revoltam-se com ele. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Homer&lt;/span&gt; recorre aos médicos para que o giz seja reinserido em seu cérebro, alegando que ele é um intelectual no meio de ignorantes. Angustiado, ele pergunta à sua filha como ela consegue ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio é muito rico e sugere muitas reflexões, lembrando-me daqueles livros comerciais que almejam ver Filosofia&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt; em tudo que for popular e constituinte da cultura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pop&lt;/span&gt;. Lembrei-me, também, de dois episódios. O primeiro diz respeito a um caso real de uma alemã que teve um lápis retirado de seu cérebro após 55 anos&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**&lt;/span&gt; e o segundo, a um caso que li no meu livro de Biologia no Ensino Médio sobre o qual já fiz referência no meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;flog&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;. Este último caso levava-me à crença da inexistência da alma, mas depois de estudar várias concepções filosóficas que exigem a existência dela ou que a caracterizam diferentemente de uma substância imutável, terei de repensar o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro bíblico de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Eclesiastes&lt;/span&gt; diz o seguinte no último versículo do primeiro capítulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Pois quanto maior a sabedoria, maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento, maior o desgosto.".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa entrevista que li do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Clóvis&lt;/span&gt; de Barros Filho, ele diz que conhecer é algo extremamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;prazeroso&lt;/span&gt; para ele. Não sei dizer se compartilho da mesma sensação. Já se tornou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;clichê&lt;/span&gt; citar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Matrix&lt;/span&gt;, mas é perfeita a cena em que um dos guerrilheiros vende-se para retornar à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Matrix&lt;/span&gt;, dizendo que preferia viver na ilusão do que conhecer a realidade. Em troca da entrega dos seus companheiros, ele pediu para retornar como um milionário, alguém de sucesso na vida. Sempre tive a verdade como bandeira, mas não sei explicar direito o porquê da preferência da verdade acompanhada do sofrimento em vez da mentira e da ilusão. Um tema que o episódio também aborda é a questão da ética. Nunca pensei na Ética de um modo formal. Acho que tenho de ler mais sobre o assunto e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;refletir&lt;/span&gt; mais. Sempre agi seguindo o princípio de que não devo fazer aos outros o que não quero que me façam. Não sabia, inclusive, que este lema ético era explícito na Bíblia como, por exemplo, em Lucas — 6:31 — : "Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudando a ética kantiana, descobri dois princípios que poderiam nortear-me. O primeiro diz que se determinada atitude não pode ser universalizada, não é correta. Explico-me. O ato de mentir por exemplo. O que ocorreria numa sociedade em que a mentira fosse regra? Outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;atos&lt;/span&gt; como o assassinato ou o suicídio podem ser pensados nessa perspectiva. Outro princípio é que não devemos agir usando o princípio da causalidade, ou seja, tendo as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;conseqüências&lt;/span&gt; por panorama. Se alguém age &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;corretamente&lt;/span&gt; pensando em não ser pego ou apresentar uma boa imagem, está agindo errado. As pessoas devem agir segundo o ato em si mesmo. Elas devem ser boas independentemente de serem recompensadas ou não. Concordo com este último princípio, mas tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro. Um pai que quer fazer uma surpresa ao seu filho, mas é encurralado por este não pode mentir? Depois de ler o livro Auto-Engano do Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Giannetti&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;****&lt;/span&gt;, passei a ter outra visão sobre a mentira e o engano. Já acreditava que estes eram necessários à sobrevivência e responsáveis pelo homem estar no ápice da cadeia alimentar, mas reafirmei minhas convicções depois da leitura do livro. Comecei a pensar desta forma depois que li Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que o homem seja naturalmente bom como Rousseau, mas que nasce mau e é mau Tal fato também é bíblico, mas não consegui encontrar a referência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;exata&lt;/span&gt;. Sou adepto da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;idéia&lt;/span&gt; aristotélica de que o ato bom passa a ser praticado a partir do hábito. A Bíblia, aliás, é veemente quando diz que "aquele que faz o mal não viu a Deus" — 3 &lt;span class="blsp-spelling-error" id=
