sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Como votarei nas eleições de 2026 (Minha colinha para 2026)

 

Esta será a terceira eleição em que manifestarei neste blogue como votarei nas eleições. Comecei com a prática em 2018 e repeti a dose em 2022. Confesso que pensei seriamente na possibilidade de não dar prosseguimento à tradição: é cada vez mais desanimador acompanhar como o brasileiro não apenas não muda, mas parece piorar com a passagem dos anos. No entanto, vamos ao que interessa: afinal, o objetivo desta postagem não é ficar de chorumelas.

Os meus critérios de decisão permanecem basicamente os mesmos; contudo, nestas eleições, eu tomei mais consciência de alguns fatos que me levaram a publicar alguns textos por aqui antecedendo esta postagem. 

Primeiramente, senti a necessidade de escrever sobre os votos branco e nulo, que condeno há muitos anos. Um seguidor, no Instagram, fez-me tomar conhecimento de um comunicado publicado pelo IBP que defende a tese de que nunca haveria obrigatoriedade de votar no mal menor. Eu defendo pessoalmente que votar nulo ou em branco nestas eleições é no mínimo pecado grave. Em verdade, creio que a possibilidade concreta de uma circunstância em que não seria imoral votar desse modo é praticamente impossível, sendo apenas uma possibilidade teórica. 

Segundamente, escrevi sobre o fato de que o voto é uma ação política ordenada ao bem comum, não meramente uma expressão de quem somos, do que cremos. Votar no melhor candidato pode não ser necessariamente o melhor voto. Votar no candidato que julgamos ser o melhor pode significar simplesmente eleger o pior candidato. 

Terceiramente, lidei com a possibilidade de postergação do voto, tendo em vista o que tenho defendido acerca do voto útil no Flávio Bolsonaro, já anunciando o meu voto para a presidência. 

Em seguida, iniciei uma série sobre o Lula. Infelizmente, não consegui publicar todos os 18 textos, mas creio que os 8 publicados são suficientes para convencer o leitor de que não podemos deixar o Lula ser reeleito de jeito nenhum. Caso o Flávio vá para um segundo turno terminando em primeiro lugar no primeiro, finalizarei a série até o dia 25 de outubro, quando ocorrerá a nova votação.

Neste ano, estou completamente convencido da importância do chamado voto útil. Infelizmente, o meu principal objetivo nestas eleições é evitar o mal maior. Não é preciso sequer ler os planos de governo dos candidatos. 

Por exemplo, o Lula fez coligação com o PSB (Partido Socialista Brasileiro), o PDT, o PC do B (Partido Comunista do Brasil), o PV, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), e a REDE. Eu, como católico, não posso votar em comunistas ordinariamente. Digo "ordinariamente" porque, caso dois comunistas estivessem no segundo turno, por exemplo, eu me veria obrigado a votar em um deles. Além do mais, boa parte desses partidos faz parte do Foro de São Paulo – vejam minha explicação sobre o assunto nas justificativas do meu voto nas eleições anteriores. 

Infelizmente, a única possibilidade matemática e concreta que temos de tirar o PT do poder, evitando uma reeleição, é votando no Flávio. Seria completamente desastroso que o Lula coloque mais quatro Ministros no STF.

Se o Lula for reeleito, poderá indicar os sucessores de mais 3 Ministros do STF por aposentadoria compulsória. Fux completa 75 anos em 2028; Cármen Lúcia, em 2029; Gilmar Mendes, em 30 de dezembro de 2030. Há ainda a vaga deixada pelo Barroso neste ano de 2026. No mandato seguinte, de 2031 a 2035, haverá apenas uma aposentadoria compulsória entre os atuais Ministros: a de Edson Fachin, em 2033. No mandato de 2035 a 2039, nenhum dos demais atuais Ministros atingirá 75 anos.

9 dos 11 Ministros estarão alinhados com o Lula, que terá sempre a maioria no STF. Essa maioria será mantida por uns 20 anos. 

No meu perfil do Instagram, eu argumentei de inúmeras formas diferentes por semanas. Poderia tentar reproduzir toda a argumentação aqui, mas confesso que me cansei depois de discutir com pessoas completamente fechadas, sem qualquer senso de proporção e inteligência. Caso tenhamos um segundo turno com o Flávio terminando o primeiro em primeiro lugar, talvez eu pense em escrever mais detidamente por aqui sobre o meu voto para a presidência, procurando tratar detidamente cada linha argumentativa que apresentei no Instagram. 

Presidente – Flávio Bolsonaro, 22

Há evidentemente numerosas razões programáticas para minha escolha: posições sobre vida humana, família, liberdade religiosa, liberdade de expressão, propriedade privada, segurança pública, tamanho do Estado e orientação econômica. Contudo, a minha principal linha de argumentação para esse cargo diz respeito à urgência em retirarmos o Lula e o PT da presidência. 

Não sou ingênuo, não acho o Flávio um Santo, tampouco creio que apenas trocar quem ocupa a presidência mudará qualquer coisa substancialmente neste país. Creio que o nível da nossa política cotidiana apenas reflete o nível do brasileiro médio. No entanto, é o que temos. 

A argumentação que tenho empreendido (vejam os meus destaques no Instagram) é acumulativa, mas creio que vários argumentos isoladamente são suficientes para que qualquer pessoa minimamente convencida de que temos de tirar o Lula da presidência vote no Flávio. 

O simples fato de o Flávio prometer revogar todos os impostos criados e aumentados pelo Lula já seria mais do que suficiente para mim a fim de que vote nele. 

Governo do Distrito Federal – Celina Leão, 11

Não gosto da Celina, mas o Leandro Grass, do PT, está atrás dela e seria absolutamente desastroso termos um governo do PT em Brasília. Isso para mim já é razão suficiente para votar nela. 

O PT, do Leandro Grass, fez coligação com o PCdoB, o PV, PSOL e REDE. Então, não dá.  

Senado – Michelle Bolsonaro, 222, e Bia Kicis, 223

Novamente, meu voto levará em conta simplesmente evitar que tenhamos dois esquerdistas no Senado, a Leila do Vôlei e a Érika Kokay. 

Eu não me recordo, desde que comecei a votar em 2002, de alguma eleição em que tivéssemos sequer candidatos ao Senado, em eleições para duas vagas, que não fossem de Esquerda. Não podemos perder de jeito nenhum essa oportunidade. As pesquisas mostram a disputa das duas vagas entre a Bia, a Michelle, a Leila e a Érika. Temo que percamos uma vaga por conta daqueles que votarão no Sebastião. 

Nas próximas eleições, só colocaremos uma pessoa no Senado. 

Vale recordar que o Senado tem competência privativa para aprovar previamente Ministros do STF e para processar e julgar Ministros da Corte por crimes de responsabilidade.

Caso o Lula seja eleito, apenas o Senado poderia ser algum tipo de freio ao seu desgoverno e às péssimas indicações de camaradas que certamente fará para o STF.

Deputado federal – Thiago Manzoni, 2233

Nas eleições passadas, alguns familiares votaram nele para deputado distrital. Ele foi eleito e passei a acompanhá-lo em seu mandato. 

Aqui pesa bastante aquilo que considero uma vantagem sobre candidaturas inteiramente novas: Manzoni já exerceu mandato parlamentar e, portanto, não precisa ser avaliado exclusivamente por promessas. Gostei da atuação dele de forma geral a partir do que pude acompanhar dela.

Aqui pesa o critério partidário. Nas eleições proporcionais, importa não apenas o voto no candidato, mas também o total de votos obtidos pelo partido ou coligação. Primeiramente, determina-se a quantidade de cadeiras que cada partido/coligação conquistou; depois, essas cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados daquela legenda, observadas as regras eleitorais.

Não basta, por conseguinte, observar o candidato, mas principalmente o seu partido ou federação.

Como meu voto para a presidência será no Flávio Bolsonaro, ele precisará de um Congresso que o apoie; então, procurei privilegiar candidatos do seu partido. Notem que o único candidato em que votarei que não pertencerá ao seu partido será a Celina, para o governo do DF, mas o PL não tem um candidato próprio para o cargo, apoiando a Celina – o PL, inclusive, fez coligação com o PP para o cargo de governador. 

Meu voto para deputado federal, portanto, será no Thiago.

Deputado distrital – Victor Jansen, 22322

O Victor está disputando a sua primeira eleição. Confesso que inicialmente tive certo preconceito com ele pelos vídeos que vi em seu perfil: não é o tipo de abordagem que eu pessoalmente empreenderia para defender os meus pontos de vista; contudo, um vídeo seu particularmente sobre a "Leila do Lula", como ele a denominou, fez-me pensar que talvez precisemos de pessoas mais aguerridas nesse ambiente político tão marcado por hipocrisia, máscaras e fingimento. 

Ele pertence também ao partido do Flávio Bolsonaro; no entanto, no caso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, é mais importante alinhar o voto com aquele para o governo. Como o PL está em coligação com o PP, apoiando a candidatura da Celina, é coerente votar para a CLDF.

Tive alinhamento com as pautas defendidas por ele e resolvi dar-lhe um voto de confiança. 

Há um fator que também pesou na minha escolha. Ele tem 350 mil seguidores. Eu não me recordo de já ter colocado alguém da CLDF com o meu voto. Hoje em dia, dificilmente você consegue qualquer coisa politicamente sem presença nas redes. 

De todo modo, caso ele não seja eleito, o meu voto colaborará com o partido, a fim de que outros candidatos dele possam ser eleitos. 

Basicamente, é isso. Neste ano, creio que votar está muito fácil. Não é preciso raciocinar muito. 

Minha cola de 2026, portanto, será:

Presidente
Flávio Bolsonaro (22, PL)

Governador
Celina (11, PP)
Coligação: REPUBLICANOS/MDB/PODE/PL/DC/MOBILIZA/DEMOCRATA/FEDERAÇÃO RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA (25-PRD/77-SOLIDARIEDADE)/FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA (44-UNIÃO/11-PP): DF para todos (PODE; PATRIOTA; PSC; PMB)

Senadores
Bia Kicis (223, PL)
REPUBLICANOS/MDB/PODE/PL/FEDERAÇÃO RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA (25-PRD/77-SOLIDARIEDADE)/FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA (44-UNIÃO/11-PP)/DC/MOBILIZA/ DEMOCRATA

Michelle Bolsonaro (222, PL)
REPUBLICANOS/MDB/PODE/PL/FEDERAÇÃO RENOVAÇÃO SOLIDÁRIA (25-PRD/77-SOLIDARIEDADE)/FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA (44-UNIÃO/11-PP)/DC/ MOBILIZA/DEMOCRATA

Deputado Federal
Thiago Manzoni (2233, PL)

Deputado Distrital
Victor Jansen (22322, PL)

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