segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Por que votarei no Bolsonaro em 2018


Prêambulo: por que não votar em branco ou nulo

Em seu livro "Omissões: o bem que não fazemos", Luiz Fernando Cintra afirma que acredita que pecaria por omissão se deixasse de escrever o livro em questão. Creio que cometeria pecado semelhante se deixasse de escrever este texto e é precisamente nessa perspectiva da omissão que gostaria de iniciá-lo.

Independentemente do nosso voto, os cargos eletivos serão preenchidos. Haverá, por exemplo, um presidente quer você queira ou não. O fato é que alguém ocupará o cargo.

Ensina-nos a Lógica que dois objetos são idênticos se, e somente se, têm as mesmas propriedades. Se, portanto, há, pelo menos, dois candidatos diferentes concorrendo a um determinado cargo, sempre haverá pelo menos uma propriedade que estará em um deles e ausente no outro. Nunca se tratará, portanto, de se escolher entre o Diabo e Belzebu, entre Satanás e o Encardido. Na pior das hipóteses, haverá um mal menor.

Apelarei a uma analogia a fim de demonstrar a irracionalidade do voto nulo ou em branco nas circunstâncias em que vivemos. Suponhamos que você se encontra encurralado em um beco por uma gangue que lhe anuncie que você será espancado. Surpreendentemente, os membros do grupo de malfeitores anunciam-lhe que você pode escolher apanhar do Hulk magrelo, do extinto programa Legendários, ou do Pitoco, das pegadinhas do Sílvio Santos. Mais ainda! Dizem-lhe que você tem o direito de lutar com um deles e, na hipótese de que ganhe do adversário, será deixado em paz. Pergunto-lhe: faz algum sentido eximir-se de fazer uma escolha e permitir que escolham o seu adversário? Na pior das possibilidades, o Hulk magrelo saberá lutar alguma arte marcial e dar-lhe-á uma surra; contudo, se você deixar que escolham por você, obviamente, os membros da gangue optarão por aquele que certamente irá ganhar de você.

Como ensinou-me meu pai, se deixarmos a política de lado, principalmente em tempos de completa ingerência do Estado, logo seremos proibidos de colocar sal nas nossas comidas em restaurantes ou trabalharemos cinco meses para sermos roubados por meio de impostos — se o leitor ainda não percebeu, esses exemplos já são realidade no Brasil.

A realidade cruel é que, se não perdermos tempo com a política, outras pessoas decidirão por nós. Poderemos perder nosso dinheiro, nossa liberdade e até a nossa vida. Se fosse apenas a sua liberdade e os seus direitos que estivessem em jogo, não seria tão ruim, mas é a vida de todos os brasileiros que está em jogo nestas eleições de 2018.

Vamos, enfim, às razões que creio que, em conjunção, são mais do que suficientes para que votemos no Jair Messias Bolsonaro.
1
O Bolsonaro não faz parte de um partido do Foro de São Paulo (PDT, PCdoB, PCB, PPL, PPS, PSB e PT) e nem fez coligação com partidos que fazem parte dele, diferentemente dos seguintes candidatos:


Ciro Gomes (PDT) [PDT, AVANTE]
Kátia Abreu (PDT)

Geraldo Alckmin (PSDB) [coligação: PSDB, PP, PTB,PSD, SD, PRB, DEM, PPS, PR]
Ana Amélia (PP)

Guilherme Boulos (PSOL) [PSOL, PCB]
Sônia Guajajara (PSOL)

João Goulart Filho (PPL)
Léo Alves (PPL)

Fernando Haddad (PT) [PT, PROS, PCdoB]
Manuela D'Ávila (PCdoB)

Se você, nesta altura do campeonato, ainda não sabe do que se trata, veja o artigo do jornalista Felipe Moura Brasil, intitulado "Conheça o Foro de São Paulo, o maior inimigo do Brasil".

2
O supracitado Foro de São Paulo faz parte de algo maior, a saber, de um dos braços do globalismo. Como bem aponta o professor Olavo de Carvalho (vejam os vídeos do professor, no YouTube, sobre a Nova Ordem Mundial), há três frentes que têm pretensões de estabelecer um governo mundial a despeito das soberanias nacionais: o bloco russo-chinês (comunista); o bloco islâmico; e o bloco "metacapitalista", composto pelas grandes famílias milionárias (Soros, Rockefeller, Ford...) — não deixem de ler o debate do professor com o Aleksandr Dugin e de ler os livros do Alexandre Costa.

Enquanto o João Amoêdo apóia a Agenda 2030, o Ciro é apoiado pelo Partido Comunista da China, a Marina propala a fraudulenta agenda ambientalista da ONU — leiam "O Império Ecológico, ou A subversão da ecologia pelo globalismo", do Pascal Bernardin e vejam os vídeos do professor Ricardo Felício no YouTube — e assim por diante, o Bolsonaro fala que tirará o Brasil da ONU caso seja presidente.

Vejam bem: nossa situação é tão crítica que não podemos nem mesmo dizer que vamos virar uma Venezuela porque estamos atrás dela no IDH.

3
O Bolsonaro é um dos poucos candidatos que é contra o desarmamento. Não importa o que você pensa sobre o assunto: em 2005, houve um referendo, no Brasil, em que 63,94% da população recusou o desarmamento, mas a decisão do povo brasileiro foi completamente ignorada. Se você vive falando em democracia, deveria querer que a vontade dos brasileiros fosse respeitada.

Se você acredita em chavões como "não se combate a violência com violência", "não é na bala que vamos resolver o problema da segurança pública" ou acha que o atentado ao Bolsonaro prova que devemos ser desarmamentistas, não deixem de ler os excelentes livros lançados pela Vide Editorial e de procurar as inúmeras entrevistas e os vários debates do Bene Barbosa no YouTube.

4
O próximo presidente poderá indicar dois ministros durante o seu mandato, no lugar do Celso de Mello, que se aposenta em 2020, e do Marco Aurélio, que se aposenta em 2021.

Todos nós temos visto o ativismo do STF e como os seus ministros não têm o menor respeito por nossas leis, dando votos completamente arbitrários e aleatórios apenas para implementar suas próprias agendas.

O Bolsonaro já afirmou que pretende indicar ministros cristãos. Mesmo que você mesmo não seja cristão, é bastante estranho que, em uma democracia representativa, não tenhamos nenhum ministro realmente cristão em um país com uma população com cerca de 90% de cristãos. Elegê-lo será a garantia de que teremos um STF mais equilibrado, que procure seguir o texto constitucional, em vez de impor ideologias aos brasileiros, crendo que não deve satisfações a ninguém.

5
Por falar sobre o ativismo judicial, o Bolsonaro é contra o aborto. Foi um dos poucos que se manifestaram contra essa monstruosidade, por ocasião das audiências no STF, e já disse que o vetará caso seja aprovado pelo Congresso.

Com relação ao assunto, temos de ter candidatos firmes em vez de termos posicionamentos como o da Marina Silva. A idéia, em si mesma, de sugerir um plebiscito para que decidamos sobre o aborto é absurda. Você aceitaria que fizéssemos um plebiscito para decidirmos se podemos matá-lo? Por que você aceita, então, a idéia de decidirmos se um bebê pode ser morto por meio de uma votação?

6
O Bolsonaro é contra a legalização das drogas. Se você ainda acha que se trata apenas de uma questão de liberdade individual, veja o vídeo gravado pelo Bernardo Küster sobre isso.

7
O Paulo Guedes, que será o ministro da Fazenda caso o Bolsonaro seja eleito, é, de longe, o melhor economista que poderíamos ter para consertarmos as más políticas econômicas adotadas pelos últimos governos, lembrando que, de 1985 pra cá, só tivemos, basicamente, o PT, o PSDB, partidos de Esquerda, e o PMDB no governo — o Collor, que era do PRN, atual PTC, ficou pouco mais de dois anos no poder, mas tinha um vice do PMDB.

Se você não está certo disso, dê uma olhada, por exemplo, na entrevista que a Globo News fez com os assessores dos cinco candidatos que estavam nas primeiras colocações nas pesquisas de intenção de voto: Guilherme Mello (PT); Mauro Benevides (PDT); Pérsio Arida (PSDB); Paulo Guedes (PSL); Eduardo Giannetti (Rede).

8
Temos um país sucateado, mas os governos petistas não viram nenhum problema em usar o nosso dinheiro para investir em países que compartilham da sua ideologia. Enquanto brasileiros morriam nos nossos hospitais precários, investíamos bilhões em Cuba, Venezuela etc. . O Bolsonaro não apenas já afirmou que algo assim não aconteceria em um governo seu, mas afirmou que investigará o que realmente foi feito dos nossos impostos.

No seu plano de governo, ele afirma: "Deixaremos de louvar ditaduras assassinas e desprezar ou mesmo atacar democracias importantes como EUA, Israel e Itália. Não mais faremos acordos comerciais espúrios ou entregaremos o patrimônio do Povo brasileiro para ditadores internacionais.".

Ele prometeu, inclusive, "presentear" a Itália com o Cesare Battisti.

9
Por falar em impostos, como já mencionei acima, trabalhamos quase cinco meses para sermos roubados pelo Estado. O Bolsonaro e o Paulo Guedes pretendem reduzir nossos impostos se possível, sem os aumentar de forma nenhuma — procure sobre a curva de Laffer se você nunca ouviu falar dela.

10

No ensino fundamental, quando eu aprendi o que era o federalismo, fiquei sem entender por que o nosso país é uma "República Federativa". Até hoje, não faço a menor idéia de por que temos esse "Federativa" no nome. O Bolsonaro acabará com isso: no seu plano de governo, ele é muito claro ao dizer que quer "uma Federação de verdade".

Por sinal, o Paulo Guedes já disse que o Bolsonaro será o primeiro presidente "a amputar os próprios poderes presidenciais", reduzindo o tamanho do Estado, descentralizando-o e desburocratizando-o.

11
O Bolsonaro é favorável ao "homeschooling". Depois da recente decisão absurda do STF, que sugere que abandonar uma criança intelectualmente é ensiná-la em casa, em vez de matriculá-la em escolas
onde apenas 2% dos alunos terminará o Ensino Médio sabendo português e 5%, matemática, é importantíssimo termos um presidente que respeite a liberdade dos pais. O Bolsonaro, inclusive, já disse que pretende até revogar a lei da palmada, sancionada pela Dilma, que, se pudesse, deixaria os nossos filhos nas escolas por 24h sofrendo verdadeiras lavagens cerebrais sob a égide do nosso "patrono da educação" picareta Paulo Freire.

O Bolsonaro é favorável ao Escola sem Partido e contra a ideologia de gênero.

12
É visível a qualquer um que o "establishment" odeia o Bolsonaro. Toda a grande mídia persegue-o e todos os políticos tradicionais, do Alckmin ao Haddad, da Marina ao Meirelles, estão unidos contra ele. Qual a probabilidade de que não recaia absolutamente nada, em termos de corrupção, sobre alguém que está há 30 anos na política e que é tão odiado por todos? O máximo que conseguiram afirmar contra ele é dizer que ele, embora não tenha feito nada ilegal, foi imoral. No entanto, pensemos um pouco. O Bolsonaro não foi eleito pelo Distrito Federal. Se não fosse deputado, muito provavelmente, passaria bem longe da capital. O seu cargo exige que ele resida na cidade. É imoral que ele use o dinheiro do auxílio para arcar com as despesas de um apartamento adquirido em função do seu cargo? Que imoralidade há nisso?

Outra bobagem é a insistência no famoso embate que ele teve com a Maria do Rosário, que já comentei neste blogue.

O fato é que, apesar de estar tanto tempo na política, não encontraram nada que mostre que ele tenha se envolvido com corrupção. Em tempos de mensalões e de petrolões, creio que isso diz muito sobre o Jair.

O máximo que conseguem é continuar repetindo mentiras infinitamente desmentidas e atribuindo-lhe xingamentos gratuitos como "machista", "homofóbico", "racista" etc. etc. etc. . É fácil deslocar falas do Bolsonaro para tachá-lo desses rótulos porque ele é um homem de carne e osso, que não se importa com o politicamente correto e que não contratou marqueteiros para convencer o povo de que é algo que não é realmente.

É justamente por fazer oposição aos políticos tradicionais de sempre, que só disputavam o poder, dividindo a mesma ideologia, que seria muito bom se elegêssemos o Bolsonaro já no primeiro turno, pois ele sairia mais fortalecido das votações para fazer as mudanças de que precisamos.

13
O Bolsonaro é favorável à redução da maioridade penal. Dêem uma olhada no texto que publiquei por aqui, em 2015, intitulado "Contrarrazões às 18 razões para não reduzirmos a maioridade penal".

14
O Bolsonaro quer classificar as ações do MST e do MTST como práticas terroristas.

15
O Bolsonaro é favorável ao voto impresso. Se você ainda acha que isso é teoria da conspiração, pesquise os vídeos do professor Diego Aranha sobre o assunto e, sobretudo, o vídeo do procurador Felipe Marcelo Gimenez.

Nesse contexto, deveríamos votar no Bolsonaro porque, se ele tiver uma votação maciça, será mais difícil fraudar as eleições. Todos os outros candidatos que são não propriamente de Esquerda não têm chances de ganhar. Deixar o único candidato não esquerdista que está na frente das pesquisas e que é mais conhecido e popular perto dos outros ter votos apertados, com todos os esquerdistas que disputam pelo segundo lugar, Alckmin, Haddad, Ciro e Marina, é muito arriscado.

16
O Bolsonaro pretende governar para todos os brasileiros. Ele é contra as cotas — não deixem de ler o livro do Thomas Sowell sobre o assunto — e disse que governará como se fosse daltônico.

17
Eu li os programas de governo de todos os candidatos e convido-os a fazer a mesma coisa. De longe, a nossa melhor opção para barrarmos o globalismo no Brasil, principalmente o seu braço comunista, é o Bolsonaro. O que mais me agrada nele é que ele percebeu que os valores e a cultura são mais importantes do que a economia. Alain Peyrefittte e tantos outros nos mostram que, na verdade, são esses âmbitos que possibilitam a base econômica de uma sociedade. Não é à toa que, como mostra Alejandro Chafuen, toda a base teórica do capitalismo já estava nos escritos cristãos da Escolástica Tardia.

Até mesmo os marxistas já se deram conta disso com a sua estratégia gramscista do marxismo cultural.

Mesmo que o Bolsonaro não fizesse mais nada, em quatro anos, e deixasse tudo como está, já seria um tempo para que respirássemos a fim de planejarmos alguma reação mais permanente.

Não sou ingênuo. Sei que o mundo jaz no maligno e sei que não resolveremos os problemas do nosso país pela luta política antes de brigarmos no campo cultural, assim como sei que este campo não dispensa nossa luta espiritual, mas não podemos deixar a política para a Esquerda enquanto nos santificamos e estudamos. 

Estou, portanto, plenamente convencido de que votarei 17 no próximo dia 7 de outubro. 


4 comentários:

  1. Excelente texto, já compartilhando entre os amigos!

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  2. Fabio, absolutamente pertinente e brilhante, o que você escreveu! Concordo plenamente com tudo!! Parabéns pelo seu posicionamento!!! Eu que já tinha uma opinião formada com relação ao Bolsonaro,e à esquerda comunista, fiquei mais seguro ainda!!

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  3. Fabio,
    Diante do brilhante esclarecimento que você expressa, confirma mais ainda a minha análise sobre essa crise que assola o nosso País, creio que o momento é hora do tudo ou nada, tormarmos uma posição coerente com os nossos valores. PARABÉNS. Que o Senhor Deus te abençoe e ilumine a cada dia.

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  4. Excelente! Estava pensando em fazer um texto como esse, com o mesmo objetivo, mas não será preciso. Esse artigo está completo, preciso e explicativo. Perfeito! Fico honrado pela lembrança. Forte abraço.

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